Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Estórias na Caixa de Pandora

Pandora a espalhar pelintrice

Normalmente é o Gandhe, moço desde sempre dado ao desporto (o oposto de mim, portanto) a arrastar-me até à Decathlon. Nesses momentos eu sinto na pele o que os homens, com caras de suicídio psicológico, sentem à porta da Zara em época de saldos. 

Mas recentemente fui eu que o arrastei lá. E ele, todo contente, lá foi à secção de desporto masculina ver o que restava de saldos que pudesse aproveitar. Pegou numas quantas coisas, nenhuma em saldos (tão gaja) e foi para os provadores. Mas eu lá andei a fuçar nos artigos em saldos e descobri umas t-shirts cavadas para corrida ou ginásio, em amarelo (daquele dos coletes refletores) pela módica quantia de 1€. Tinha o tamanho dele e lá vou eu, orgulhosa da minha descoberta, levar ao provador. Quando ele me vê com aquilo na mão fez um ar horrorizado, como se eu o fosse mandar a Fátima, a pé, com aquela coisa refletora. 

- Toma, é porreira para o ginásio.

- Que raio de cor é essa?!

- Qual é o problema da cor? É pró ginásio, pra suar e ficar a cheirar mal. Além disso... custa 1€!

Lá pegou na t-shirt, contrariado, experimentou e oh, nem desgostou assim tanto e ah, por 1€ que se lixe...

Agora adivinhem qual é a primeira t-shirt que ele pega à segunda feira, quando vai ao ginásio? Pois claro, a amarela refletora de 1€.

Pandora 1 - Gandhe 0

 

Procrastinar à segunda

Pode significar andar no site daquela loja do demo (Mango) e encher a wishlist de coisas...

73040311_81

73040311_56

 Calças de algodão, em rosa e em navy (as amarelinhas também são muito fofas)

73020049_56

73030039_56_D1

 Tops fluídos navy... um-dó-li-tá...

71013608_99

 73030177_99

 74053515_99

 Com preto nunca me comprometo. Aquela de meia manga vinha mesmo a calhar que a que eu tinha do género, reformou-se.

73055014_04

 Era mais uma branca para a coleção, porque brancos nunca são demais 

 

Ai se o roupeiro esticasse. E o orçamento na conta, já agora. 

 

 

Pandora fit, mas pouco!

Eu devo precisar de um exorcismo para expulsar o fit que me assombra.

Nunca fui menina de exercício, de gostar das aulas de educação física, de praticar desporto porque é tão bom e sabe tão bem. 

As várias tentativas de frequentar ginásios foram desastrosas, e volta e meia lá me dava para tentar outras formas de praticar exercício que não em ginásio. Mas, não tenho autodisciplina para ir correr (e tentei) ou para fazer exercício em casa (também tentei, com aplicações no smartphone e até bicicleta estática tenho). 

Entretanto, há quase quatro anos comecei com aulas de danças latinas. Adoro. Não encaro como exercício, mas como verdadeiro prazer. E sempre mexo o esqueleto. Só que não chega. É um bom cardio, trabalha coordenação, mas por si só não chega.

Então, e sem negar que exercitar o corpo tem benefícios para a saúde e bem estar, mais do que procurar esculpir o corpo, lá fiz mais uma tentativa de entrar nesse mundo da prática de exercício. Lá fui experimentar as aulas de cardio fitness que uma professora vem dar duas vezes por semana à Casa do Povo da terrinha, que fica mesmo ao lado da minha casa. Sem desculpas para não tentar: ao lado de casa, ambiente descontraído, super casual, aulas divertidas, a professora é espetacular (embora lhe chame demónio nos momentos mais dolorosos). Quase dois anos volvidos de frequência das aulas, ainda me custa, há dias que me invade uma preguicite rebelde aguda e mando o fit à fava. Mas na maioria das vezes quase dou um chuto a mim mesma e arrasto-me para a aula. Fico de língua de fora, a escorrer água, com dores em músculos que desconhecia ter, mas percebo que vou evoluindo na força, na resistência, na flexibilidade. E percebo que já não fico a morrer depois de subir dois lances de escada, ou quando me dá para limpar vidros em casa não fico com os braços a cair de dores, ou quando vou fazer caminhadas, com um grupo de amigos, no meio da natureza mantenho um bom ritmo sem grandes mazelas no dia seguinte. Percebo como as aulas me fazem bem quando, por exemplo, percorri os 8 km de passadiços do Paiva sem ser a morrer, de língua de fora e dor de burro, e no dia seguinte apenas umas leves dores musculares nas pernas me lembravam a maratona do dia anterior. 

Mais do que emagrecer, tonificar e esculpir o corpo, o que me faz ir às aulas é este bem estar físico, este ir ganhando flexibilidade, esta resistência muscular, que me permite fazer atividades várias na minha vida sem ficar a arfar e cheia de ferrugem nas articulações. Poder tonificar as partes críticas, como as nádegas ou os abdominais é um extra, mas não é, de todo, o que mais me motiva a ir às aulas.

Posto isto, e na reentrada de novo ano letivo, depois de uma pequena pausa para férias, lá fui eu investir numas sapatilhas indicadas para a prática de fitness e numas t-shirts à prova de transpiração, frescas e soltas. Se eu fosse uma crazy fit girl, investiria em marcas xpto. Assim como assim, fui à secção fitness da Decathlon e vim bem servida com artigos da marca Domyos. A preço low cost que,como boa pelintra que sou, tanto aprecio.

big_3182a85b915c4d74816919b98e16b843.jpg

 

 

big_5d03926c50fc4461a664c4387bab8b6c.jpg

 

big_49bd45def410444b9b092e53851b9e3c.jpg

 

big_389d9d10fc574fb5916a7432f1408e69.jpg

Eis o resultado da minha estragação no mundo do fitness. Venham as aulas para eu ir fresca e fofa transpirar com estilo à Miss Piggy (que é como quem diz, sim, tenho a panca pelo rosa na roupa desportiva).

 

Rio, rio, rio, rio para não chorar...

Sogrinha desde o fim de semana passado não pára de ligar ao filho. E porquê? Porque tinha lá uns tomates que nos queria dar e andou a semaninha toda a chagar a paciência por causa dos ditos. Bem, a semana toda não, porque à conta da NOS ficámos sem comunicações, e durante 5 dias não tivémos contacto de telemóvel disponível. 

Mas tanto chateou, que ele lá foi finalmente a casa buscar o raio dos tomates, e eu já a benzer-me a pensar que, tamanha aflição e urgência, só podia vir dali uma tonelada (quase) de tomates e que haveria eu de fazer a tanto tomate (já me imaginava no meio de la tomatina).

Eis que ele me aparece em casa com dois tomates. DOIS! Tanta aflição por causa de DOIS tomates?!

Pronto, eu poupo-vos a piadas ordinárias que agora podia fazer com os dois tomates da sogra...

 

Breves

Duas semanas de trabalho e eu já preciso de férias novamente.

Ainda não escolhi próximo livro a ler.

Ontem foi mais uma aula de elásticos e hoje pouco me doi. Se a teoria da proporção da dor ser equivalente ao trabalho feito estiver correta, ontem não fiz merda nenhuma. 

Comunicações todas repostas em casa. Ontem finalmente fizeram a portabilidade do meu cartão móvel. Ao fim de cinco dias sem telemóvel, eis que o bicho ressuscitou. E eu sobrevivi sem dramas.

Ontem fiz umas batatas doces no forno que ficaram deliciosas. Comia o tabuleiro inteiro e cedia a alheira que tinha grelhado. 

No fim de semana tenho de ir à Decathlon comprar umas t-shirts para as aulas de fitness. Internem-me! Na semana passada comprei umas sapatilhas novas para as aulas. A sério, façam-me um exorcismo! 

Tenho tanto serviço para fazer. Não me apetece. 

 

A ressaca literária

Quando acabo um livro que me absorveu totalmente, me consumiu, me fez cativa, sem descansar enquanto não o terminasse, o resultado é sempre o mesmo: fico aqui numa sensação de ressaca, de ter de fazer uma pausa para digerir o que me deixou siderada ao mesmo tempo que fico com aquela sensação que o que vier a seguir não lhe vai chegar aos calcanhares...

Portanto, bem que olho para a minha estante da vergonha e não me consigo decidir pelo livro a seguir. E curiosamente tenho o último da mesma autora (Isabel Allende) e nem esse estou com coragem de pegar, com receio de ficar aquém da elevada expetativa. Ou voracidade. 

Mas ainda não é hoje que escreverei sobre O Jogo de Ripper... preciso serenar esta euforia pelo livro. 

 

Hoje rosnei ao chefe

Não é por nada, mas estamos com meia equipa, restantes colegas estão de férias. Andamos a salvaguardar as funções prioritárias, o que significa que uma boa parte do que andamos a fazer durante o dia não é de todo função habitual dos que estão ao serviço, pelo que andamos a arranhar e a deixar parte das nossas funções para trás.

Hoje o chefe passou-me um trabalhinho que é só para validar consumos dos últimos dois anos de cerca de 200 clientes. Coisa pouca, portanto.

Rosnei-lhe a perguntar o que é prioritário, pois claro, que isto de acudir vários fogos ao mesmo tempo tem que se lhe diga. 

A resposta foi que obviamente o que ando a fazer é prioridade, e que isto pode ser feito numa semana. Espera lá que vais com sorte. Ainda só verifiquei seis clientes. Faltam 194. Coisa pouca!

 

Em busca do galheteiro perfeito

Os dramas de uma dona de casa à bulha com o azeite.

De há uns tempos para cá tenho comprado azeite em garrafão. Sai mais barato. Acontece que não é tão prático dosear o azeite ou levar à mesa no garrafão, pelo que comprei galheteiro. Mas já perdi a conta aos galheteiros que fui comprando, porque todos eles escorrem o azeite para fora, é uma porcaria pegada. 

Em desespero de causa, lanço o repto: há algum modelo de galheteiro que seja mesmo anti-gota, que não fique ali a escorrer azeite bordas fora?!