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Estórias na Caixa de Pandora

Uma questão de classe

Ontem, depois de uma manhã a turistar pela nossa bela cidade, num maravilhoso passeio pela Ria de Aveiro a bordo da Lancha Praia da Costa Nova, acabámos a almoçar num desses restaurantes tradicionais, com balcão à tasqueiro, grelhados divinais na hora, travessas a abarrotar com comida da boa. 

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Lá está, o tuga style gourmet.

Ora pois que escolhemos entrecosto na brasa e aqui a menina, armada em fina, tentou comer de faca e garfo. Mas convenhamos que comer entrecosto de faca e garfo é como comer sardinha assada nos Santos Populares em baixela da Vista Alegre com talheres de prata. Pandora desiste da faca e do garfo e agarra-se, literalmente, com unhas e dentes ao entrecosto.

Uma loira (quarentona) sentada numa mesa perto, que desconfio que estava de partida para a Gala dos Globos de Ouro, dado o outfit cheio de glamour, olhava para mim com um certo desdém. Até tinha a sua razão, não a retiro, até ao momento que, cheia de classe, tira da sua pochete uma garrafinha de água, provavelmente encheu-a com água da torneira antes de sair de casa, bebeu um gole, e voltou a guardar.

Classe por classe antes agarrar o entrecosto com os dedos que Deus me meu para comer aquilo que ia pagar no fim, do que levar a garrafinha da água na pochete e bebê-la em pleno restaurante. Dizem que a água está cara! Pois está!!  

Haja paciência!!

Estar numa fila única para um balcão de atendimento ao público, a queimar precioso tempo da sua parca hora de almoço, e eis que a pessoa mesmo à nossa frente é conhecida da pessoa que está a atender e põe-se ali numa amena cavaqueira a pôr a conversa em dia, ah e tal, o seu filho o que faz, onde está... 

... até que alguém (eu) revira os olhos, olha impacientemente para o relógio e já se preparava para perguntar se aquilo era o balcão de um Banco ou de uma pastelaria.

Mas depois o karma, ah esse cabrão. Pois que afinal eu tinha de ser atendida pela mesma pessoa que me atendeu há duas semanas, mas de momento estava a almoçar. Ah que bom, a sério?! 

Entretanto chegou. E já estava ali com todas as vagaresas até eu dizer que hoje, ao contrário da última vez, não estava de férias, estava a queimar a minha hora de almoço e ao contrário de outras pessoas, não tinha almoçado e pelo andar do comboio era provável que não almoçasse. Fez-se luz. Lá encontrou o código do cartão, lá disse que o formulário com o pedido de reembolso das anuidades cobradas indevidamente tinha seguido e o reembolso devia estar para ser executado. Há duas semanas que aguardo que corrijam um erro, que como é óbvio, teve de ser reclamado para ser corrigido. 

Há dias que a paciência é uma cena que não me assiste. Hoje é um desses dias.

 

Já são dois...

Primeiro foi a máquina de café. Ao almoço funcionou perfeitamente, à noite nem pio. E isto em véspera de férias (em casa). Really? Andei a ressacar por falta de cafeína nos dias em que me afundei no sofá e me recusei a sair de casa (mesmo para tomar café... a trabalheira que dava tirar o pijama e vestir algo decente para ir à rua).

Por sorte a bichinha estava na garantia e lá foi ela. No dia em que nos emprestaram uma máquina de café, adivinhem? Nem mais. Recebemos mensagem para ir levantar a nossa. 

Ontem foi o aspirador. No dia anterior funcionou, aspirou, nenhum indício que fizesse antever uma anomalia. No dia seguinte, nem pio. Silêncio total por parte do bicho.

Agora vejam lá o que é uma casa com quatro gatos e eu sem aspirador?!! Pois... 

Por azar, a garantia já passou há muito. É ver se tem arranjo e compensa, ou ir, à pressa, comprar um novo. E qual escolher, dentro de um orçamento limitado nesta altura? E tinha de ser agora, que uma pessoa investiu em novo mobiliário? 

Será uma conspiração da casa a querer uma renovação total? Eu também queria, mas a conta bancária não permite.

Oh vida de pobre!!! 

 

 

Breve resenha


  • Estou viva.

  • Voltei à rotina dos dias cheios e corridos.

  • Estou a dar formação a uma nova colega (esta dá para rir e material para um só post).

  • O tempo é escasso e tenho preferido investir o pouco tempo livre noutras atividades que não implique estar em frente a um computador.

  • Tenho saudades do blog. 

  • Espero voltar em breve a uma presença mais assídua. Só não sei é quando.

Dolce Fare Nienti

Ora e as férias estão na reta final, isto passa que é um instante.

Nada há de interessante a registar. O grande objetivo era descansar e tratar de umas pendências. Done and done.

Hoje já fomos tratar do novo sofá para a sala. Encomendado. Escolhido e personalizado à medida, com as cores que queremos, com as funcionalidades que idealizamos. E um dos móveis que tínhamos desenhado e pedido orçamento também está encomendado. Que comece a little makeover home edition. Algumas ideias ficaram pelo caminho, outras soluções vão surgindo nesta cabecinha, mas o que já estava decidido passou à fase de concretização. 

Ontem S. Pedro deu-me um dia de chuva e mais chuva. Ótimo para um dia de ronha, de dolce fare nienti. Acordámos tarde e más horas, fizémos um brunch caseiro, aterrámos no sofá com os gatos e foi ver filmes. Pronto, não foi só. Aproveitei para arquivar uma papelada e outra tanta foi para o ecoponto. 

Quanto ao aniversário, dia banalíssimo. Troquei o bolo de aniversário por um jantar de sushi, a dois. Que barrigada!!! 

E é isto. Não há relatos e fotos de hóteis com spa, massagens e piscina, não há relatos nem fotos de passeios giros a sítios interessantes, dignos de recomendação. Há simplesmente esta banalidade de pessoa tão comum e irrelevante. 

 

Primeiro dia de férias

Que maravilha que sabe acordar mais tarde, despreocupada, sem ter de enfrentar uma segunda feira que abre portas a toda uma semana de muito trabalho, stress e incertezas quanto às horas de sair e que condiciona todas as outras coisas da minha vidinha.

Adiante. O plano é basicamente não ter planos. No ano passado também tirámos esta semana de férias, aproveitámos para uma escapadela de três dias fora. Este ano outras prioridades se levantaram ao nosso orçamento. Queremos fazer alguns investimentos em casa e, como não se pode ter tudo, optámos por fazer férias caseiras. Uma semaninha que vai passar a voar, eu sei, mas é aproveitar para descansar, relaxar dos últimos tempos de loucos que tenho vivido, aproveitar para tratar de alguns assuntos pendentes que, por falta de tempo e cabeça, têm ficado adiados. E aproveitar para, claro, também dar uns passeios. Vamos ver se o S. Pedro colabora, mas sem grande fé que já me chegou um zunzum de previsões de chuva.

Hoje fomos feirar até Espinho. Bater perna com a amiga do peito pelas bancas da feira enquanto se põe a letra em dia, almoçar um delicioso hambúrguer artesanal com umas batatas fritas divinais. À tarde rumei ao Porto para ir ver ao vivo e a cores sofás, já que um dos nossos projetos é investir num novo sofá para a sala. Já tinha posto este sofá nos meus favoritos, e não me enganei. Ao vivo é perfeito para a nossa sala, tem as funcionalidades que procuramos para rentabilizar o espaço e arrumação. Enfim, está no topo dos favoritos. Ainda há outras possibilidades que queremos equacionar, portanto, ainda nada decidido em definitivo. 

Ah e tal foste à Feira de Espinho e compras? Pois que quase nada. Ofereci um conjuntinho ultra fofinho ao bebé da minha amiga, a quem carinhosamente chamamos "mau feitio", já que a criança não deixa ver se é um ele ou uma ela. Vira o rabiosque e a malta que se roa com a curiosidade. Para mim apenas umas leggings curtas, todas psicadélicas, para as minhas aulas de cardio fitness. Para quem só usava preto, agora é ver-me com os estampados mais coloridos que se pode imaginar. É. Assim distraio a malta e ninguém repara nos buracos da celulite. 

Agora vou ali refastelar-me no sofá, ver um filme, sem preocupação das horas a que durmo e tal... férias são férias.