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Estórias na Caixa de Pandora

I will survive

Não estou a contar os dias para o Natal, mas para umas mini férias. Ah se me apanho no dia 28 às 18h até penso que é mentira. Até lá carradas de trabalho. Hoje caiu-me mais uma tarefa em cima, daquelas que eu gosto à brava (not really). Um ficheiro que devia ter sido feito e atualizado com dados recolhidos ao longo do ano, que uns colegas começaram a fazer e a tratar, mas ficou parado, esquecido (convenientemente), e hoje o chefe lembra-se de me pedir resultados (valores) dos dados supostamente recolhidos nesse ficheiro. Não só pego numa tarefa "a meio", que nem a 1/4 está, como ainda tenho de limpar a merda que os outros fizeram do quase nada que fizeram. Lindo!

A par disso, há o trabalho diário a manter em dia, e que a bem verdade me ocupa as horas de serviço. 

As próximas semanas vão ser sofridas, cansativas, penosas. Ainda por cima vou ter formações pelo meio. Dias inteiros fechada numa sala de formação, o meu serviço à minha espera, mais o dos outros que devia ter sido feito e agora me caiu em cima. Apetece-me cortar os pulsos. 

Para ajudar, vai começar a saga dos jantares de Natal. É o das meninas da aula de ginástica já esta semana, é o da empresa, o dos amigos da dança, o da escola de dança, com um casal amigo... Não que não goste destes jantares, claro que sim. Mas para quem anda com os níveis de energia no limite da reserva, não sei onde vou buscar pedalada para tanto trabalho e eventos sociais. Isso e espaço para toda a comida que me espera. Chego a janeiro a rebolar.

 

Uma espécie de bipolaridade

Há muito e muitos anos que sou menina de agendas. Já as usei maiores, depois passei a usar as de bolso, por causa do espaço e peso na mala. E perdia-me a escolher a agenda que me iria acompanhar o resto do ano. Mas deixei de registar tudo e mais um par de botas na agenda, limitando-me a registar compromissos, eventos e marcações que tivesse. Sem falar na coleção de agendas de muitos anos que tinha numa caixa e, num daqueles momentos de despejo de tralha, lá foram elas para o ecoponto. Então experimentei a agenda do Google, que ainda por cima me envia um lembrete do que tenho marcado. Para 2016 comprei a agenda solidária da Animais de Rua. E dei por mim a não registar lá nada, por isso tirei-a da mala. E não me faz falta. O uso que dou à agenda atualmente é perfeitamente ajustado à agenda do Google. E assim a menina do papel rendeu-se, pelo menos na agenda, à tecnologia. 

Mas ainda assim, ando a espreitar agendas, a deliciar-me com elas, a ver qual poderia ser a minha, ainda que saiba de antemão que é amor platónico, porque iria ficar parada na minha gaveta. 

 

Pandora, em modo duende natalício

Se fosse duende do Pai Natal eu seria despedida. Sou uma desgraça. Na quarta fui comprar caixas de correio verde. Grandes são, falta-lhes altura. (Só me apetece dizer asneiras).

Corri três lojas... nada de postais de natal. A sério, já não se vendem postais de natal, assim, em cartão, com envelope vermelhinho e tal? Não???? 

Finalmente fui à loja do demónio natalício e era ver-me a pegar em coisas, a ficar com os braços carregados de coisas, e volta atrás e compara, e tenta decidir, e não pode ser, levar aquilo tudo: eu era ursos, eu era bonecos de neve, eu era pais natal, eu era renas, eu era lanternas, eu era árvores de madeira com pinhas, ou para levar velas, eu era tipo polvo, a agarrar em tudo... Lá me decidi por quatro, sim, apenas quatro novos elementos decorativos: um pai natal, um boneco de neve, uma rena e um globo de vidro com figuras de madeira lá dentro, tudo da coleção Forest.

Cheguei a casa e... o globo caiu-me ao chão quando estava a levar as coisas para a sala. 

Respira Pandora. Assim podes sempre voltar à loja para trazer mais umas coisinhas. Sorrisinho malandro.

Lá fomos para o jantar de aniversário e o meu embrulho fez sucesso. A aniversariante ia tirando sacos, de uma loja, de outra loja, de outra marca, já não sabia quando acabava. Adorou o voucher da massagem, até porque mal acabe as mudanças de casa, é mesmo isso que ela precisa. 

Ontem lá arrastei o homem para vestir a casa de natal. Trazer árvore e caixa de decorações da garagem, montar arraial na sala, decorar a árvore, este ano com bolas douradas e vermelhas, distribuir outros elementos natalícios, e no fim, eu suspiro e digo, com olhinhos de bambi:

- Podia ir comprar mais umas coisinhas para a decoração...

- Para quê??? Isto já está tão cheio. - Gandhe a cortar-me as orelhas de duende natalício. - Além disso, se comprares mais coisas, tens de comprar uma caixa de arrumação maior, que essa já está atafulhada. - Gandhe a jogar baixo e a atingir-me em cheio na minha costela minimalista.

Logo vou fazer a minha última tentativa de encontrar postais de natal, se bem que já andei a cuscar e na net encontram-se sugestões bem interessantes. Ainda me faltam uns miminhos para amigos. A prenda do Gandhe não está totalmente decidida, mas será comprada online, de maneiras que, ho ho ho, começou oficialmente a época natalícia, eu olho para a minha agenda e rebolo com a quantidade de jantares que aí vêm (três dos quais são seguidinhos, assim, tau, sexta, sábado e domingo). Chego à noite da consoada e como só as couves.  

 

 

Pandora, a idiota

Logo tenho um jantar de aniversário. Na verdade a aniversariante só o é amanhã, dia 1. Mas vá, véspera de feriado, jantamos sem pressas e depois da meia noite (ali não há cinderelas) canta-se os parabéns e come-se o bolo. Os amigos juntaram-se e vão-lhe oferecer uma massagem relaxante com óleos essenciais no Spa. Fui ao local para comprar o voucher de oferta, vim com um saquinho de amostras, mimos extra na prenda. Saquinho todo catita, voucher todo chique, amostras xpto. Mas algo ali falhava. É que mal ela visse o saco sabia o que era antes de abrir. E Pandora gosta de suspense.

Armou-se em idiota e arranjou outros sacos, de lojas várias, em diferentes tamanhos. E vai de fazer uma matrioska com sacos de papel. 

Tadinha, vai ter de abrir muitos sacos até chegar à real prenda. 

 

Gosto de

Já não como bolinhos de bacalhau com arroz de tomate há séculos. E gosto tanto. Pronto, fiquei com vontade de comer bolos de bacalhau com arroz de tomate, bem malandrinho.

Sou moça de gostos simples. E apetites vorazes. 

O meu Pai Natal Secreto já pode tirar aqui ideias. 

 

Já está!

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Pandora em modo Pai Natal Secreto já foi tratar do miminho. As ideias eram muitas, diferentes e díspares, umas vinham e iam e não mais voltavam, outras vinham, iam, voltavam, e ficavam aqui a pairar. Se fosse eu ia gostar de receber isto? Sim, não, talvez... Pensar no que aquela pessoa vai apreciar. Nestas alturas eu devia ter um dedo que adivinhasse. Assim, segue-se um pouco o instinto. 

E a resposta às vezes surge-nos onde menos esperamos e faz-se luz. É isto. E acredito que sim, vou agradar a quem me calhou na sorte. Agora só falta o docinho e o postal. Ah, e uma caixa dos CTT, que os envelopes de correio verde que comprei, afinal, não dão para as prendas que tenho de enviar por correio.

Entusiasmei-me! Ho ho ho