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Estórias na Caixa de Pandora

A culpa não é minha

Ah e tal, era suposto começarmos a correr amanhã. Pois, com esta chuva, é já a correr que vou correr. 

Yada yada yada

 

Isto promete.

 

Mas em minha defesa, já ando a tratar da logística necessária:

  • bolsinha para andar à cintura com telemóvel, chaves e o que for mesmo indispensável (será que dá para colocar a vontade também lá dentro?);
  • sapatilhas de corrida encomendadas (vai para 6 anos que não compro umas sapatilhas e as que tenho são mais de ginásio, próprias para indoor);
  • e chega, que umas calças de fitness ou os leggings de desporto e uma t-shirt servem bem para ir dar umas corridas. Era o que me faltava começar a comprar equipamento xpto... tá bem, abelha. 

Hoje é dia de aula de dança. Mas confesso que, adoentada como estou, com 4 horas dormidas no lombo (puta da insónia de domingo à noite) a vontade de arrochar no sofá, a ver os episódios que me faltam de uma série que descobri este fim de semana, é grande demais!

 

Mantra a repetir: o sofá não favorece a celulite que tenho colada ao rabo; o sofá não favorece a celulite que tenho colada ao rabo; o sofá... aaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrggggggggghhhhhhh!!!! Que se piiiiiii a pu-iiiiiii da celulite!

 

 

Há muito que não me apaixonava assim por um blog

À nora com a sogra.

 

Já o li de fio a pavio, ajuda o facto de ser um blog recém nascido. Descobri-o na última sexta, pois alguém falou dele no Follow Friday.

Amor à primeira vista. Criou-se logo ali uma empatia enorme. Talvez porque abordam um tema que é tão sensível e muitas vezes tabu, de forma simples e realista, tal e qual as coisas acontecem.

De quem me acompanha do outro blog sabe que tenho uma sogra do demo. Já tive as minhas histórias e episódios críticos, já estive no limiar de uma separação por causa da "santinha". E foi nessa altura que pus os pontos nos i's ao Gandhe: ela na casa dela, eu na minha, e distância que não contasse comigo para nada relacionado com a santa da mãezinha. Claro que posterior a isso ela já precisou e eu estive lá para o estritamente necessário. Abusos: jamé! (como diria o outro). Ela só vai até onde eu permito. 
Ainda assim, fica difícil ir levando com umas coisas, ir assistindo ao mais do mesmo e manter-me calada, porque, não tenho nada a ver com isso. Ainda assim é difícil falar sobre o assunto sem riscos de me pôr a mim mesma em dúvida, como se estivesse a ser uma grande cabra. E vale-me haver a Coisa e a Criatura que vêm partilhar as suas experiências, para que noras como eu, não se sintam tão sós, tão confusas em relação a esta coisa das sogras.

Há pessoas más. Muito más mesmo. E não é por serem sogras que merecem tratamento especial. Nem sogras, nem qualquer outro grau de parentesco. Se houve grande lição de vida que aprendi, com a bosta de família que me saiu na rifa, foi que a que o que verdadeiramente importa são os laços de afeto que as pessoas criam, não os de sangue.

Os relatos da Coisa e da Criatura são simples, despretenciosos, com um leve toque de humor que revela bem que andam nisto há anos e atingiram um certo desprendimento. Este exercício de escrita e partilha das suas histórias soam-me, e bem, a uma espécie de terapia de grupo. Do que já li houve situações que me recordaram a minha infância, as sogras dos meus pais e, por consequência, minhas (supostas) avós. Outras recordaram a minha sogra. Mas no geral o sentimento é de: eu não sou a besta, eu não estou sozinha. E sabe bem!

Eu recomendo. Vou acompanhar. E sinto que vou rir, vou arrepiar-me, talvez chegue a ficar com as lágrimas nos olhos, porque as sogras são também avós. E que avós!!!! E acho que é isso que mais me comove, porque me lembra as avós que tive, porque me lembra as avós que, um dia, um filho meu terá (sim, porque não é só a minha sogra que é do demo, a minha mãe não lhe fica atrás).

 

 

Só acredito vendo

Esta semana quase que fui a um ginásio, arrastada por uma amiga, para me inscrever.

Mas céus, eu odeio ginásios. Eu não aguento 3 meses num ginásio, fechada, cheios de corpos transpirados, ar abafado, a sofrer horrores para conseguir respirar e no dia seguinte até os fios do cabelo doem. Odeio ginásios porque são caros e acho um desperdício de dinheiro. Para mim, que odeio ginásios. Há quem goste e faça bom uso do dinheiro que lá investe. Não é o meu caso.

Tanto rabiei, torci o nariz, argumentei, que acabei por ceder a outra proposta da minha amiga, que anda comigo nas danças e diz precisar de mais exercício (e eu concordo). Vamos correr. Nos dias que não temos danças, vamos correr.

Ai que se me deu uma coisinha má. Eu?? Correr??! A ser verdade, é o fim do mundo em cuecas.

Olha eu a correr. Ahh ahhhh ahhhh vou só ali rebolar um bocadinho, sim?!

 

Pronto, voltei. Ah, chega de mariquices. Correr é de borla. E faz bem às pernas e à bunda, à puta da celulite, dizem que faz bem à mente e eu vou acreditar que sim, que vou permitir que essa boa sensação me invada e eu não sinta as dores nas pernas, nos pés, no abdómen, a dor de burro, a falta de ar, o olhar esgazeado e a vontade de bater na doida que me levou a dizer "sim, vamos correr!"

 

Em minha defesa, entre  ginásio e o ir correr, eu que odeio ginásios, a escolha era óbvia. Ah, e é de borla. 

 

Eu? Correr??!

 

E prontes

Acabei por decorar a casa e vai de pôr ali na entrada umas tulipas, a minha flor preferida. Continua clean, minimalista, arejado, mas com aquele toque pessoal. A casa nova é, a cada dia que passa, a minha casa. 

 

Quanto ao nome para me referir ao macho lá de casa, fica Gandhe.

Por ser original, no sentido de não parecer uma imitação manhosa do que se vê por aí, por reunir duas das suas características: ser grande/alto e ter uma paciência digna de Gandhi. É o meu Gandhe: desarrumadinho, big foot, enfim, o mêgaijo Gandhe!

 

 

Dúvidas

Estou aqui com dúvidas sobre o nome a usar quando quiser falar do namorado/companheiro/marido sem casar.

Troquei ideias com uma amiga, com ideias tão malucas como as minhas, e eis algumas sugestões:

 

  • Mimatcho
  • Mêóme ou Òuóme
  • Mêgajo 
  • Gaijo (sem sombra de dúvidas, à nourte carago)
  • Desarrumadinho (piadola irónica, mas que é característica que define o espécie em questão)
  • S* (inicial do nome)
  • MSC (marido sem casar)
  • Epimeteu (o marido de Pandora na mitologia grega)
  • Big Foot (alusão ao nº 46 que ele calça)
  • Mr. Big (alusão ao 1,96, mas isto soa a Sex and City e eu nunca fui fã da série nem da Carrie)
  • Gandhe (mistura de Grande com Gandhi, dada a sua paciência infinita)

Vamos a votos?! E a lista está em aberto.

 

 

 

 

Adoro poder ir almoçar a casa

Não vou comer comida feita na hora, não há tempo para a fazer e os meus gatos não sabem cozinhar (um dia quando inventarem uma bimby para bicharada), é chegar, preparar o prato e abençoado microondas. Mas o prazer de sentar na mesa, comer, saltitar pelos canais, tomar café enquanto espreito o facebook no telemóvel (ou não, nem sempre ligo o facebook ao almoço), brincar com os felinos, tratar deles, fazer alguma coisa que haja para fazer, ou simplesmente desfrutar de uns minutos de silêncio e sossego em casa. Retempera as energias.

E de vez em quando sabe bem ir ter com uma amiga que trabalha próximo e quebrar a rotina, ir almoçar fora. Com companhia. E nesses dias a hora de almoço transforma-se nuns míseros 5 minutos.

 

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