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Estórias na Caixa de Pandora

O dia foi de neura

Daqueles dias de humor negro, totalmente imprópria para consumo. Daqueles dias em que tudo o que pode correr menos bem, acontece. Daqueles dias longos, sem fim à vista, num completo estado de nervos.
À noite a aula de dança cansou-me de tal forma o corpo que me anestesiou a alma.

 

Créditos Imagem: Google Imagens

Encontrei no facebook e gostei. Eu sou 6! E vocês?

 

 

 

** TESTE DE PERSONALIDADE DOS ASANAS **

Escolha o seu asana preferido dentre os da imagem, leia o texto correspondente abaixo e descubra um pouco mais sobre a sua maneira de ser;  

não pense muito, apenas escolha aquele com o qual,por algum motivo, você se identifica mais. 


Namastê!

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1 - ADHO MUKHA VRIKSHASANA (postura da árvore olhando pra baixo)
Persistência e Equanimidade

Certamente você é alguém que não desanima diante das dificuldades. Tem consciência de que tanto as coisas boas quanto as ruins fazem parte da vida, e que não é fácil fazer grandes conquistas. Por isso, você é dono de de uma tremenda força interior e vontade de vencer. Desistir é uma palavra que simplesmente não consta no seu dicionário.

2 - SIMHASANA (postura do leão)
Expansividade e Veracidade

Alegre, comunicativo e sincero, você sabe dizer claramente o que quer e o que pensa, e por isso faz amigos com facilidade. É uma pessoa muito querida por todos. É conhecido também por ser muito confiável, pois a busca pela verdade sempre será seu maior objetivo, e isso se expressa em tudo o que você faz.

3 - VIRABHADRASANA II (postura do guerreiro II)
Coragem e Aterramento

Você é muito determinado. Não tem medo das batalhas da vida, sejam elas quais forem. Encara todas de frente, com braços fortes e peito aberto. Sabe que o segredo da vitória é a expansão da consciência, sempre buscando enxergar além do que se vê. Seu lema é: "expandir o olhar mantendo os pés firmes no chão."

4 - ARDHA CHANDRASANA (postura da meia lua)
Equilíbrio e Concentração

Foco é a sua palavra de ordem. Dono de uma capacidade de equilíbrio surpreendente, a sua facilidade para resolver situações difíceis sem perder o centro sempre surpreende a todos. Parece que nada pode abalar a sua paz, mas você sabe bem que não é nada fácil agir assim. Mas, ao mesmo tempo que sabe que não é fácil, sabe também que com esforço e dedicação tudo é possível.

5 - UTTANASSANA (postura da intensa flexão à frente)
Humildade e Compaixão

Para você, servir é a coisa mais importante dessa vida. Mas não servir de forma submissa, e sim com muita energia de entrega. Você sabe que cada um tem um papel nesse mundo, e prefere unir forças do que competir, pois acredita que juntos são mais fortes. Você se considera feliz, mas não consegue ficar impassível diante do sofrimento do outro. Felizmente, isso não é um defeito, e sim a sua maior ferramenta para mudar o mundo.

6 - SUKHASANA (postura fácil)
Paciência e Retidão

Disciplinado, você ouve mais do que fala. Quando entra em um caminho, segue-o fielmente, e, mesmo que aconteçam pequenos desvios, você sempre se mantém fiel a uma verdade maior do que você. Se destaca por ser uma daquelas pessoas que tudo o que faz, faz bem feito, graças ao seu comprometimento com o lema: "não importa o que seja, farei sempre o meu melhor, da melhor maneira possível."

 

Será só a mim que estas coisas me metem confusão???!!!

Uma antiga colega de curso, que vive de explicações, anda a partilhar no facebook comentários dos seus alunos a elogiar o trabalho dela e a ajuda que lhes dá. Enobrecedor, sem dúvida, faz babar, eu sei, mas caramba, os ditos comentários dos seus explicandos estão cheios de erros ortográficos. 

Eu diria que isso é má publicidade para o negócio. Digo eu, que essa coisa dos erros ortográficos é de me arrepiar os pelos e a espinha.

 

Estórias esparsas



Andei numa fase um tanto ou quanto apática. Ou anestesiada. Fazia as coisas, algumas com verdadeiro prazer, mas no geral andava quieta. Não me apetecia escrever, nem ler, nem ver tv, nem falar sobre nada em especial, nem ir a lado algum.

Este fim de semana foi bom. E mau. Mau no sentido de no mesmo dia ter recebido a notícia da morte de duas pessoas, que não sendo do meu círculo, eram próximas de pessoas minhas próximas. E esta onda de morte vem dar que pensar. Vem apertar um pouco o coração e fazer-nos tomar consciência, como se levássemos uma valente bofetada, que somos tão pouco, tão frágeis, tão insignificantes. 

Um morreu na sequência de uma queda acidental estúpida. Caiu, bateu com a cabeça, formaram-se coágulos na cabeça, entrou em coma e aguentou uma semana. Os médicos não conseguiram operar. Deixa dois filhos, que assistiram à queda do pai.

O outro, um ano mais velho que eu, foi mais uma vida ceifada por esse cabrão do cancro. Galopante, ávido, mal deu tempo para o que quer que fosse. Deixa um filho de 4 anos. E centenas de amigos e conhecidos incrédulos.

A vida é isto. E é incrível como a desperdiçamos com tanta porcaria sem sentido nenhum.

O bom do fim de semana: jantar de pizzas caseiras, regado a caipirinhas do Gandhe, em casa de uns amigos. Soube tão bem aquele abraço. Soube tão bem as horas de conversa, numa parte meia taralhoca por causa do efeito secundário das caipirinhas (ah ah ah). E fica sempre o "soube a pouco, temos de fazer mais vezes".

Ontem ressaquei numa esplanada, com um corneto de limão. Na mesa ao lado 4 professoras (reconheci-lhes o rosto, reconheci o tema da conversa) desabafavam os medos e temores de poderem ficar sem trabalho daqui a pouco tempo. Já leccionavam quando eu era estudante. Se elas têm receio, que direi eu?! Aceitei que a minha vida não passa(rá) por uma escola, que não tenho alunos numa sala a quem ensinar a beleza da poesia, a riqueza da literatura, a ciência da língua. Vou fazendo o gosto à vocação nas explicações, mas é difícil conciliar essas horinhas com um trabalho a full time e a vida pessoal. Não me sinto com a disponibilidade que os alunos merecem. Vou até ao fim do ano com eles, está quase aí o exame. Mas não sei se continuarei no próximo ano lectivo. Ainda tenho tempo para pensar. 

Quero fazer tanta coisa. O meu formador de escrita criativa enviou-me informação para um novo curso. Três meses. Mas as aulas são num dia e numa hora que, de momento, é-me impossível acompanhar. Haverão novas turmas no futuro. E vou aguardar por um horário que se encaixe na minha agenda semanal. Por falar nisso, acabei de enviar mail ao formador. 

Um dia hei-de escrever um livro. Pelo simples prazer de escrever: porque escrever é pensar, é ser, é sentir!


Estórias dignas do Divã de Freud

Um blog, para mim (desde que comecei nestas andanças, com outro nome, noutro espaço), sempre foi uma espécie de diário. Escrevo o que sinto, penso, vivo nos meus dias, escrevo as minhas memórias, as cicatrizes que as pessoas que trilharam na minha vida me deixaram. Escrevo as minhas ironias e sarcasmos, escrevo as minhas opiniões, escrevo sobre o que gosto e não gosto. Sou eu. E assumo o que sou.

Quando me decidi a mudar de blog não foi para esconder o que sou. Foi apenas para que pessoas que retirei da minha vida não tivessem acesso a nada meu, e o blog é onde sou eu, exatamente como sou e sinto e penso e vivo. Sem filtros ou máscaras. Talvez por isso é que meninas que já referiram este blog no Follow Friday me tenham descrito como: curta e grossa. Encaro como elogio. Porque é como me assumo: transparente e genuína. Honesta até demais.

 

Estes dias houve algo que despertou um dos meus maiores esqueletos do armário, ou fantasmas (ao estilo de Scruges). E, coincidência ou não, leio este post da Maçã.

 

Em tempos levei com tanta coisa da minha família, que se contasse não acreditava. Um dia dei o grito do Ipiranga e estabeleci os meus limites. A ver se mais alguém se arriscou a abusar da minha boa vontade? 

 

Vejo-me ao espelho nesta afirmação da Maçã. Pelo menos na primeira parte, porque ainda não consegui dar o grito do Ipiranga com a única pessoa que me fez descer ao inferno, ver o que há de pior em mim, e fez-me acreditar que sou um monstro: a minha mãe. 

 

Talvez tenha mesmo de começar a exorcizar histórias do passado, histórias que me marcaram a alma como ferro em brasa. Histórias que, precisamente a meio da minha vida, aos 16 anos, culminaram numa primeira tentativa de suicídio. Dois anos mais tarde outra. E teriam havido outras se não tivesse ido buscar uma força não sei onde, agarrado uma esperança em não sei o quê e sobrevivido até, finalmente, ter saído de casa. 

Sair de casa não resolveu. Como sempre, há fases mais pacíficas, mas a tempestade virá. E vem. Sempre. Acreditei que o sair de casa colocaria ponto final nessas tempestades. Não pôs. 

 

Há meses que não vejo a minha mãe. O último contacto que houve foi meu e levei com os cães em cima, com calhaus e o telefone desligado na cara (e liguei-lhe apenas para a informar que o tio/padrinho dela, com quem está de relações cortadas há anos - basicamente está de relações cortadas com todos os familiares há imenso tempo -, tinha falecido). No Natal passei em casa dela, vi tudo fechado, trancado, às escuras. Vim embora pelo mesmo caminho. 

Dela nem sinal de vida, até ontem, quando me apercebi de uma chamada dela, que não atendi. Devo devolver a chamada. Um dever moral, diria. E tremo quando penso nisso. E não posso. Não sou uma miúda dependente dela, sem ter como me defender dos seus ataques. Tenho 32 anos, levo uma vida totalmente independente, e mesmo quando estou com problemas, ela é pessoa quem nem em sonhos me passa pela cabeça pedir ajuda. 

Talvez esteja mais que na hora. Devolvo-lhe a chamada e não me deixo abater. Não a deixo pôr a pata em cima, humilhar-me, fazer-me sentir a grande ingrata, o monstro que ela sempre pintou. Um dia tenho mesmo de enfrentar este esqueleto, pegar o touro pelos cornos e mostrar-lhe que há limites. Até para uma mãe há limites. 

 

 

"Tu matas-me!"

Disse-me o professor de dança, ontem, enquanto se ria às gargalhadas.

O contexto é simples. Ele insistia para que as meninas terminassem um passo com um ondular de corpo (assim em jeito de Shakira a serpentear o corpo).

- Meninas, façam a onda.

 

E eu fiz... a onda do futebol! 

 

 

 

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O lado bom das redes sociais

(Re)Encontrar antigos colegas, amigos, companheiros de escola ou outros contextos. 

Muitas vezes perdemos contacto com pessoas que fomos conhecendo e com as quais convivemos durante algum tempo. Não é por nada. É a vida que nos leva para caminhos diferentes, por vezes cidades (ou países) diferentes, o tempo vai passando e o contacto vai-se perdendo.

O facebook permitiu-me estes reencontros e vai-se recuperando algum contacto. 

Ora isto para dizer que tenho reencontrado colegas dos tempos idos da escola/liceu e hoje fico a saber que uma dessas colegas que reencontrei acabou de receber o seu diploma de yoga teacher. 

Ora não tenho mais desculpas para não ir experimentar o yoga. Já lhe dei o toque e ela está à minha espera.

Cá vou eu meter-me numa aventura. 

Com danças, corrida/bicicleta e yoga, chego aos 80 a dançar como a outra. (ou não chego aos 80, mas isso é outra conversa)

 

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