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Estórias na Caixa de Pandora

Sou youzzer e gosto! Até me sinto féxion a testar produtos :)

Ora bem, já não me lembro bem o que me levou a inscrever no site Youzz.net, mas inscrevi. Preenchi uns quantos inquéritos e acabei por ser seleccionada para duas campanhas. A primeira da Whiskas, a segunda da L'Oreal.

Basicamente somos seleccionados depois de responder a inquéritos de qualificação. Ao sermos seleccionados recebemos um kit de determinado produto, com amostras e vales de desconto para distribuir por amigos, familiares, conhecidos. Depois temos de ir ao site e dar o feedback do produto e da divulgação que fizemos.

A primeira campanha da Whiskas  foi um sucesso. Distribui amostras e vales de desconto. Os meus gatos, que até são esquisitinhos com a comida de saquetas, deliciaram-se. As pessoas a quem distribui também deram um feedback bastante positivo da reação dos seus felinos. Portanto recomendamos Whiskas simplesmente bom, sabores grelhados, porque até nós lambemos os beiços com aquele cheirinho, que dirão eles, que lhe põe o dente em cima?

 

Neste momento estou com a campanha da L'Oreal, Óleo Extraordinário de Rosto. Só o estou a usar há uma semana e uns dias e acho que já viciei. É muito bom. A pele fica com um toque sedoso, apesar de ser óleo, absorve muito bem, e sinceramente, acho que até a pele das mãos fica ótima. Podia ter um aroma mais agradável. Mas nada que inviabilize a aplicação do produto. Tenho posto apenas 2 gotas e não preciso de mais. Portanto é produto para render bastante tempo, o que compensa o investimento. Sobre o produto podem ler o que a Youzz partilha na campanha (clicar link acima), e eu, para já posso dizer que sim, no que diz respeito a nutrir e hidratar a pele, cumpre na perfeição, e pele bem nutrida é nitidamente mais luminosa, com um toque fabuloso. Já usei o óleo antes de aplicar o creme, e já o usei sozinho durante a noite. O resultado é sempre uma pele macia e hidratada. Estou rendida. 

 

E vocês, aproveitem e inscrevam-se como Youzzers. Assim também podem experimentar assim uns produtinhos, sem compromisso. Apenas vos é pedida a opinião sincera do produto. Nada mais.

 

Novas

Estive numa formação durante dois dias e adorei. Adorei. Adorei. Caramba, adorei!

Sinto-me evoluir nas aulas de dança e isso motiva-me ainda mais.

Descobri uma turma recente de Yoga. Uma hora por semana, 17€ por mês. Não sei se me meto nisso ou não. Tenho de ir experimentar.

Aliás, experimentar vai ser o mote dos próximos tempos:

  • experimentar uma nova clínica de laser para depilação definitiva com laser alexandrite;
  • experimentar uma nova escola e turma de danças;
  • experimentar uma aula de yoga;
  • experimentar uma aula de ginástica e localizada que decorre mesmo ao lado de casa;
  • experimentar o teste das intolerâncias alimentares.

Experimentar. Sair da zona de conforto. Tratar de mim. 

 

Mas é que nem sorriso amarelo, foi mesmo revirar os olhos

E mandar à merda mentalmente.

Lembram-se deste episódio?

Lá fui eu, ontem, na hora de almoço, ao mesmo supermercado. Tinha 3 coisas na mão. TRÊS!! Uma só caixa aberta, uma pessoa já a ser atendida com o tapete rolante cheio, uma de carrinho cheio à minha frente. Mal houve espaço livre no tapete começa a despejar o carrinho. E eu com TRÊS coisas na mão. Quanto está quase a terminar a saga de tira do carrinho e põe no tapete, diz-me toda sorridente: já pode pousar as suas coisas.

É que revirei os olhos, mesmo. Quero lá saber se me achou uma cabra arrogante e estúpida. Foda-se. Eu tinha 3 merdas na mão, e a simpatia dela foi depois de despejar as coisas do seu carro para o tapete, avisar-me que eu já podia pousar as coisas, obviamente atrás das dela. E no fim ainda demorou que tempos para pagar. Meta a simpatia naquele sítio que nunca vê o sol!

Mas como eu sou burra, hei-de continuar a ser a gaja do cesto ou carro com mais coisas que deixa passar quem tem TRÊS merdices na mão. 

 

Cansaço (do bom)

As aulas de dança recomeçaram em Setembro, mas eu nesse mês só fui mesmo a uma aula. Retomei em Outubro, com interrupções por motivos de saúde, mas agora espero que seja para manter a assiduidade, até porque fiz o esforço para apanhar o ritmo da turma e as aulas começaram a ser mais intensas: maior exigência de coordenação, de flexibilidade, de movimentação de pés e braços, e a julgar pelas dores de pernas com que fico, é agora que conquisto umas pernas à J.Lo. (sonhar não custa)

Ontem a aula foi fisicamente puxada. Cheguei a casa cansada, mas aquele cansaço bom, de quem descomprime debaixo de um chuveiro quente e vai, a seguir, até ao sofá relaxar o corpo. Novo episódio de uma série que comecei a ver, gatos aninhados, e a sensação que a vida é tão boa.

Por falar em dança, depois que descobri sapatos de dança à venda no E-Bay a preços da chuva, tem sido difícil resistir. Depois dos pretinhos lindos que fizeram sucesso no look Charleston, mandei vir outros, noutra cor. Devem estar a chegar. Quem me manda a mim ser apaixonada por sapatos?! Até os de dança não escapam!

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Estórias dignas do divã de Freud

Quando se nasce e cresce no seio de uma família disfuncional, anormal e com tantas complicações, intrigas, hipocrisias, ódios, o objectivo, quase sonho de vida, é vermo-nos livres e longe daquela insanidade, sob pena de ficarmos tão ou mais afetados como aquela gente e perpetuar o ciclo familiar doentio. Foi assim que cresci. Foi assim que aguentei muita coisa. Foi com este objetivo em mente que me mantive à tona, agarrada a uma tábua de salvação imaginária, que tantas vezes era tão frágil, tão ténue, tão pouco para aguentar tanto, que por pouco, muito pouco não sucumbi e me deixei afundar. Literalmente.

Há um alívio enorme quando nos sentimos livres. Qual pássaro que viveu aprisionado e tem a liberdade para respirar e voar. Mas há outro preço a pagar. E eu acredito que tinha noção desse preço. E continuo disposta a pagá-lo. É um permanente vazio e solidão que se sente. Há uma parte importante que falta. Verdade que nunca lá esteve, mas o que resta é um enorme buraco negro, vazio, frio, que nada nem ninguém pode preencher. E quando me perguntam porque nunca falo da minha família, eu respondo que sofro de uma espécie de orfandade de pais vivos.

Revi familiares neste casamento de um primo afastado. Temi sentir os olhares reprovadores, mas não. Pelo contrário. Senti que, finalmente, quase que por milagre, tios e primos têm noção de quem é o vilão e a vítima. E quando me perguntavam pela minha mãe e eu respondia apenas e só: não sei, há um ano que não nos vemos nem falamos - as pessoas, que por acaso também estão de relações cortadas com ela, passavam-me a mão no rosto, com um olhar que só agora, já eu adulta, independente e livre, me dão como conforto. "Deixa lá, estás bem agora!"

Pois estou. 

Mas custa esta solidão de não ter aquela porta onde bater, aquele, aquele calor afetivo; há um vazio que ninguém pode preencher, porque pai e mãe ninguém substitui. 

 

Eu e a minha boca grande

Por norma, quando estou a vir embora de uma festa de casamento tenho comentado algo assim do género: bem, não estou a ver quem possa casar nos próximos tempos, portanto tão cedo não tenho outro.

E por norma, dias ou semanas depois, pumba, toma lá um convite para casamento.

O próximo vai ser em Abril, intimista, pequeno, e vestido já tenho. Mas vou mudar os acessórios, só para variar um bocadinho. O que me lembrei de levar nos pézinhos de cinderela? Uns Mary Jane com que sonho há sei lá quanto tempo.

Agora resta saber onde vou desencantar uns Mary Jane nude. 

 

Dúvidas que me assolam o espírito por um minuto

Podia estar a tarde toda nisto: a papar imagens de varandas, terraços, de vários tamanhos e estilos decorativos, mais opulentos e luxuosos, mais simples e ao alcance das comuns carteiras. Mas eu olho para estas imagens dignas de revistas de decoração (by the way, imagens recolhidas via Google Imagens) e algumas dúvidas fazem eco:

  • transpondo estes terraços para a realidade da maioria dos comuns mortais, quem tiver um apartamento com um terraço já tem por que se sentir um sortudo, mas para ter terraço, normalmente faltam outras coisas, como lavandaria. Logo, onde raio encaixa o estendal nestas decorações? Curiosamente era esta questão que eu colocava quando via o Querido Mudei a Casa a transformar jardins: raramente o decorador se lembrava do estendal. Convenhamos que não encaixa na decoração de capa de revista;
  • tudo muito lindo e confortável e apetecível para os dias de sol, mas... e quando chove?? Pois...
  • está sempre tudo tão limpo e aprazível, mas e o vento que traz poeiras, folhas e outros lixos? Os passarinhos, tão bucólicos e campestres, mas que fazem do bonito terraço a sua casa de banho de luxo? Hum? Ricos sofás para deixar uma poia. Ah, vem a chuva e lava. Deve ser, deve.

 

 

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