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Estórias na Caixa de Pandora

Gosto de...

 

 

Chegar a casa e tirar os sapatos.

Há qualquer coisa de relaxante de entrar em casa e tirar os sapatos, calçar uns chinelos ou umas pantufas. Fico logo com uma sensação de leveza, pelo menos nos pés.

E depois que comprei nos saldos umas pantufas hiper fofas que até sonho pela hora de chegar a casa e as calçar. Deve ser assim que os anjos se sentem quando andam nas nuvens.

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Sexta feira

Finalmente!

Uma semana de doidos, intensa a vários níveis, esgotou-me. A gripe que ainda cá vai dando os seus sinais, o trabalho com dias cheios de tudo, e tudo urgente, as emoções à flor da pele, os nervos em franja, a vontade de fugir e me esconder num qualquer lugar.

Felizmente a tempestade vai passando, ainda que hajam alertas laranja para a orla marítima da minha cidade. Isso e o vento, raios o parta, que eu devia era pôr ventosas nos sapatos para garantir que não voava. 

A ânsia de sossego é tanta que na hora de almoço nem a tv liguei. Silêncio. Os gatos também não vieram ter comigo. Claro, enfiados na cama com o dono a dormir, iam lá sair do quentinho para vir ter com a dona? Ajudou ao sossego que eu queria. 

Para ser perfeito era poder fazer uma sestinha. Mas como a perfeição não existe, a sesta fica para outro dia.

Logo à noite há jantar de aniversário e festa com dança. Um amigo das danças faz anos e vai tudo montar arraial à maneira para festejar. Até a prenda foi personalizada para ajudar à festa. Espero arrebitar logo, que agora estou em modo cheiadasono-estavabemadormirasesta.

 

Pensamento do dia

Insistir numa coisa (ou pessoa) que nunca dá certo é como calçar uns sapatos que já não servem. Dói, faz bolhas, às vezes até sangra.

Percebes que o melhor é ficar descalço. Deixar totalmente livre o coração enquanto vives. Deixar livres os pés, enquanto cresces. Porque enquanto cresces, o mundo muda. E o que insistias em calçar já não te serve mais.

Às vezes na vida, tens de esquecer o que queres, para começar a entender o que realmente mereces.

 

Caio F Abreu

Século XXI, where are you?!

As redes sociais estão pejadas de opiniões todos os dias. Tudo é motivo para mandar bitaites, para acender polémicas. Nada contra a liberdade de nos podermos expressar e de haver opiniões para todos os gostos. Mudam-se os tempos e vamos acompanhando. Ahhhh, não, só em algumas coisas. Que isto de nos modernizarmos é só no que dá jeito.

Ora a polémica do dia é mais um chumbo da lei da adopção por casais homossexuais.

A panóplia de argumentos é vasta, mas esprimido resulta em meia dúzia de pseudo argumentos, sem sentido, sem validade, sem razão, sem conteúdo intelectual algum. 

Bem, vou tentar dissecar alguns dos argumentos mais gastos de quem se manifesta contra.

  1. As crianças não têm exemplo de família normal (gostava que me definissem família normal) e vão ser todas gays: presumo que os gays todos que existem à face da terra foram também eles criados por gays, o que me leva à eterna questão da galinha e do ovo: qual nasceu primeiro?
  2. Não é natural: se fosse, os gays poderiam ter filhos. Ora presumo que os gays possam ter filhos enquanto pessoas que são, ainda que não uns com os outros, mas por essa ordem de ideias, com o casa e descasa de hoje em dia, não deve ser muito natural (e diria equilibrado, mas isso depende da gestão que cada família faz) uma família hetero ter vários meios-irmãos e várias casas por onde as crianças vão saltitando nos fins-de-semana e férias. 
  3. Os gays andam pela casa a comer-se e a apalpar-se. Ora presumo que os hetero tenham relações sexuais à distância, não se apalpem (ou beijem, como demonstração de afeto e carinho) e só copulam para procriação. Ou a intimidade de um casal (e não estou a definir se é hetero ou homo) com filhos não fica "confinada" a espaços onde as crianças não assistam ao vivo e a cores como se fazem bebés? 
  4. Desgraçadas das crianças institucionalizadas, vão ser todas entregues a gays e lésbicas. Como se todos os homossexuais quisessem adoptar, o que não me parece o caso. Apenas querem ter o mesmo direito de escolha e opção que os outros casais (hetero), alguns deles por infortúnio e contra natura não podem ter filhos (ou devemos penalizar esses porque não são naturais, e se não podem ter filhos é porque não é para os ter e nada de adoptar?).
  5. As crianças vão ser, claro está, abusadas pelos gays. Pois, até parece que estão institucionalizadas porque os pais biológicos são uns santos.
  6. Os gays são aberrações. Sem comentários. A minha inteligêcia fica aquém de tamanha estupidez.

E podia estar aqui horas, mas não vale a pena.

Génese do problema: se há crianças institucionalizadas e disponíveis para adopção será porque as famílias biológicas eram "perfeitas e normais", capazes de garantirem a segurança, crescimento e desenvolvimento saudável das crianças? 

Resolução do problema: se há pessoas, repito, PESSOAS, que querem e reúnem as condições para criar, educar e providenciar tudo o que uma criança precisa para o seu crescimento e desenvolvimento, qual é o problema?! 

 

As mezinhas para gripes e constipações

Não faltam receitas de mezinhas caseiras para as maleitas do inverno. Ontem recebi umas quantas, e à noite, enquanto jazia na quentura das mantas, vegetava no facebook e resolvi partilhar as receitas. Curioso foi analisar as diferentes receitas por género.

Ora, no feminino temos: sumo de limão com mel, xarope de cenoura com mel (ou açúcar amarelo), leite com mel, leite com mel e gema de ovo.

No masculino temos: bagaço... com mel.

 

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