Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Estórias na Caixa de Pandora

Obrigada

 

Obrigada a quem me leu num dia menos bom, a quem respeitou o meu silêncio e mesmo assim trouxe uma palavra ou gesto de conforto. Obrigada.

E um agradecimento ao Sapo, que pelos vistos me destacou o post dos dias menos fáceis. A vida comum, banal, com os seus dias mais sombrios afinal também tem lugar neste mundo virtual onde parece não caber nada para além do brilho, do glamour, da felicidade estampada nas fotos...

Por aqui continuarei em silêncio. Por mim. Para sossegar, encontrar o meu equilíbrio e tratar de mim, já que o meu corpo está com todos os sinais evidentes de um sistema nervoso a entrar em curto circuito.

 

Há dias menos fáceis

Quando nada se tem a dizer, o silêncio é o mais sensato.

Eu até tenho que dizer. Tanto para pôr para fora, num disparar de palavras que tentam definir sentires. Só que as palavras não saem, de tão parcas que são para estes sentires. E o tempo urge em milhentas outras coisas: é o trabalho que o chefe me passou e que me absorve as horas, deixando tudo o resto a acumular; é a dor de cabeça que por aqui se instalou já há três dias, e nem o Benuron ao pequeno almoço fez efeito; é o coração apertado porque avó do Gandhe está hospitalizada com prognóstico grave e reservado, e ele anda murcho, a murmurar que a avó não se safa; e também somos nós, no que poderá ser mais uma crise, porque as relações também são isso, crises e choques de (in)diferenças; sou eu a querer estar isolada numa ilha deserta, numa gruta no Tibete, no cu do mundo, quieta, em silêncio, a sossegar a alma, as tristezas e aflições, a lamber as feridas e chorar as angústias.

Quando não se tem nada a dizer, o silêncio é o mais sensato.

E num mundo onde se partilham as alegrias e boas experiências, as festas e os convívios, os passeios e as viagens, os sorrisos e os abraços (mesmo que sejam só para as fotos), nesse mundo perfeito e feliz não cabem as tristezas e os dramas das vidas comuns e banais.

Remeto-me ao meu silêncio. É o mais sensato.

 

 

Estou lá

Treino de hoje: outra vez pernas e glúteos. 

Agachamentos com pesos, exercícios de pernas e glúteos com elásticos, saltar à corda... ainda não recuperada da aula de terça, eis que hoje volta a insistir no mesmo. 

De maneira que estou apta a ir a um casting do Walkind Dead, não só pelo andar esquisito, arrastado e doloroso com que estou, como um certo ar de morta viva que me veste o semblante. 

 

 

Quase Cinderela

IMG_20160921_001750.jpg

Cerca de dois meses sem dançar.

Dores musculares nas pernas por causa da aula do dia anterior.

Numa nova turma (nível avançado).

Toda eu ontem, no regresso às aulas de dança, era uma pilha de nervos. Meio caminho andado para estar demasiado tensa a fazer a aula e as coisas não fluírem. Depois, isto de mudar de turma, cair de paraquedas numa turma de nível avançado, já se sabe que há quem vá olhar de lado, principalmente aqueles narizes empinados, que se acham as melhores da pista de dança.

Estavam reunidos os ingredientes para que a minha primeira aula fosse uma espécie de desastre. Mas vá, não parti os saltos. Um bom augúrio para o ano letivo.

 

Génio da lâmpada precisa-se

Se calhar, com tantos anos de convívio com gatos, fiquei como eles: vem o tempo mais murcho, parece que vai chover, mas não chove, está fresco, nublado, nada de sol a espreitar, e só me apetece enroscar nas mantas e dormir.

Esta semana é o regresso em pleno às rotinas e horários em contra relógio. Afinal as aulas de dança não retomaram na segunda, porque mudei de turma e agora as aulas são às quartas. Terças e quintas aulas de cardio fitness. Ontem, depois de uma aula bem puxada a trabalhar pernas e glúteos, ainda fui para casa passar a ferro. Deitei-me tarde. Custou a acordar. Hoje, com uma dor nas pernas que me faz ter um andar esquisito, tenho aula de dança. Turma nova, nível mais avançado. Auch!

Fui almoçar a casa e os sacanas dos gatos enroscados nas caminhas deles, entre as mantas que voltei a pôr-lhes, findo o calor do verão. Nem se levantaram. Ali ficaram, enroscados no quente, na sua rica vida. Que inveja!

Há por aí algum génio da lâmpada que me troque de lugar com um deles? 

 

Pág. 1/3