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Estórias na Caixa de Pandora

As máscaras

Poderia ser um post sobre o Halloween, essa espécie de carnaval temático, uma tradição importada que pouco ou nada tem a ver com a nossa cultura. Mas não. Mera coincidência.

Falo das máscaras que usamos na vida, no dia a dia, na sociedade. Não que usar essas máscaras seja sinónimo de falsidade, mentiras. Ou pelo menos não de forma generalizada.

Eu tenho as minhas máscaras. Como pessoa tímida e insegura, uso a máscara do humor para quebrar gelo. Uso o humor comigo própria, para relativizar coisas que de certa forma me afetam. Antes do humor eu ficava-me mesmo por uma certa distância, quieta no meu canto, facilmente me catalogavam como antipática e arrogante... até o gelo se quebrar, eu me sentir um pouco mais à vontade e deixar cair a máscara que usava como defesa. 

Mas tem dias que qualquer coisa faz a nossa máscara de defesa cair. E a minha caiu-me aos pés este fim de semana. No rosto estava bem estampada a frustração que me invadia. Uma tristeza imensa por me ver assaltada por fantasmas do passado. Abriu-se o armário de esqueletos e revivi certas sensações que me frustraram, magoaram, marcaram. Não há humor que lhe valha. Só este ficar quieta no meu canto, calada, de cara fechada, que seja a antipática, a arrogante; as pessoas só vêem o que querem mesmo, e a arrogante que julgam ver é, nem mais nem menos, uma miúda assustada, com vontade de fugir e chorar.

 

Cenas tristes

Eu até sou condutora que sempre que vê alguém numa passadeira, pára para ceder passagem. Quando ando a pé e quero atravessar, vou para a passadeira e espero que parem para eu passar. Lá porque há passadeira, não significa atravessar à maluca, porque só tenho prioridade se ma derem. 

Isto para contar a cena parva que vivi há pouco. Saio 5 minutos mais cedo para passar no centro de saúde na hora de almoço, que fica a caminho de casa. Aproximo-me do cruzamento onde tenho de virar para o centro de saúde e está um autocarro parado. Só me apercebo de um rapaz a começar a atravessar a passadeira quando passo pela dita, porque o autocarro tapava a visibilidade. Viro, estaciono e o cromo vem mandar vir comigo, mandar bocas porque não parei na passadeira, como se ele tivesse prioridade incontestável. Aqui a menina, que hoje não está para levar desaforo gratuitamente, aproxima-se do moçoilo, que de longe mandava papaias, e solta a vareira:

- Olha lá, estás armado em parvo ou achas que eu tenho visão raio-x para te ver atrás de um autocarro? 

Virei costas e fui fazer o que tinha a fazer, e confesso que entre dentes o estava a mandar à real merdinha. 

 

 

Pandora, pés de salsa!

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 Próximo sábado rumo ao evento do ano nestas andanças salseiras. 

Para quem estiver curioso ou interessado, consultar página oficial do evento

Lá vou eu ver os pros (aka profissionais) a dançar e a ficar bem encostadinha no canto, porque nem aos 100 atinjo aquele nível de performance. Mas é de ficar de queixo caído a olhar para eles a dançar, lá isso é. E pronto, se for à pista de dança dar o ar de minha (des)graça, pode ser que não me calque a mim própria, como já aconteceu. Mais do que uma vez. 

Shame on you, Pandora!

 

Este vídeo é uma paródia, é certo, ou pelo menos eu tenho noção (mais ou menos) do tamanho que visto e não tento vestir dois tamanhos abaixo só porque acho que sou magra (aka trinca espinhas).

Ainda assim os jeans e as lojas do demo dão cabo da cabeça (e das coxas) a uma gaja. 

Primeiros: nós temos a mania que precisamos de ter no roupeiro assim uns 20 pares de jeans, just in case. E depois usamos sempre o mesmo par, na loucura dois pares.

Eu não tenho 20 pares de jeans, mas confesso que tenho alguns e confesso que uso sempre os mesmos azuis e os mesmos pretos. Os outros lá estão. Novos. E chega o momento da segunda confissão: descobri há uns 4 anos um modelo de skinny jeans da Mango que me assentam que é uma maravilha, vai daí em saldos e depois no Outlet foi um tal de comprar aquele modelo, antes que saísse de circulação. Como já tinha um par em preto, mandei vir mais dois pares, uns em azul escuro, outros num azul com uma lavagem mais clara. Mesmo modelo, mesma referência, mesmo tamanho, e os cabrões são os três diferentes: as pretas vestem impecavelmente bem, as azuis escuras, com alguma ginástica de compressão, passam nas ancas, as azuis mais claras, pra esquecer, mal passam das coxas. Assim, e porque naquela coisa do ah e tal vou emagrecer e vão-me servir, lá têm estado os dois pares de jeans azuis. Ontem foi o dia. Voltei a experimentar. Os azuis escuros passam o cabo das ancas e apertam o botão. E sim, respiro. Os azuis claros, esses cabrões, mal passam das ancas. Mesmo modelo, mesmo tamanho dos outros. Uns servem, outros não. E depois as malucas são as gajas?!

Uns jeans novos. Nunca usados. Ali, no minímo há três anos, esquecidos no roupeiro. Fizeram-me falta? Nada. Comprei-os porque eram o tal modelo que eu já tinha e gostava, porque foram em outlet, porque era para um suposto stock, e olhem lá a ideia peregrina de merda: agora uns jeans novos que nunca usei e não me servem. Estão lá de lado, até ver o que lhes faço, se arranjo a quem dar, se deposito naqueles contentores de roupa, sei lá.

Apetece-me dar-me dois pares de estalos e três pontapés.

Agora, só por causa das coisas e a aprender a lição, usar todos os jeans que tenho no roupeiro e não sempre os mesmos dois ou três. E nada, mas absolutamente NADA de andar a olhar para jeans novos com ideias de comprar. 

Mas agora também dava jeito que as lojas tentassem uniformizar os tamanhos, porque é uma grande neura no mesmo modelo eu vestir 36 numa cor e 38 noutra cor (e sim, isto já me aconteceu em diferentes lojas, mesmo modelo, cor diferente, tamanho diferente). Já para não falar naqueles 36 que mais parecem 32. 

 

Adenda: eu nem pensei mal, porque o dito modelo foi descontinuado. 

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