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Estórias na Caixa de Pandora

Pandora, o gajo e a mala

É muito bom ir laurear a pevide para fora uns dias, viajar, mesmo que seja ir para fora cá dentro uns diazinhos, poucos. Mas fazer a mala é coisinha para me fazer bufar um bocado. Principalmente quando o gajo é pior que eu para escolher o que levar, e leva sempre a mais porque pode precisar... "ah e tal posso sujar-me!"

Respira, Pandora, inspira! 

 

Leituras 2016

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Em 2015 li 8 livros.

Um dos poucos objetivos de ano novo que tracei para 2016 era ler, no mínimo, um livro por mês. Objetivo cumprido. Em 2016 li 12 livros, estou a meio do 13º, mas só o darei por terminado em 2017, pelo que não o incluo já nesta lista.

Claro que olhando para a Magda eu estou a anos luz de leituras realizadas. A Magda é uma leitora especial e ávida. Não sei como consegue, eu quando for grande também quero ser uma leitora assim. Vá, estou a melhorar. Aos poucos. 

Não leio para bater recordes, até me chateia um pouco quem o faz e quem tece pseudo críticas literárias, com direito a classificação numérica, como já aqui escrevi. Leio por prazer. Leio porque sempre gostei de ler, e sim, já fui uma ávida leitora, que devorava livros de 300 páginas em dois ou três dias, que nas pausas entre exames na faculdade lia livros para descontrair, e olhem que o meu curso era de literatura, não me faltavam muitos livros para ler. Mas a Magda, com o seu número impressionante de leituras, é diferente. Porque lê com paixão. Porque gosto imenso das opiniões que ela escreve sobre os livros que lê, e porque já me pôs a ler livros que eu não tinha ideia de ler, bem como me faz, algumas vezes, ir adicionar um ou outro à minha wishlist na WOOK. Obrigada, Magda, por seres uma verdadeira inspiração como leitora, e não só.

A rotina preenchida, o cansaço de tantos dias, outras tantas tentações para passar o pouco tempo livre e relaxar, tiraram-me tempo para me dedicar à leitura. E é um velho hábito que tento recuperar. Há dias que passo sem ler. Ainda não estou naquele nível de ler todos os dias, um pouco antes de dormir, pelo menos.

Este ano li um livro em dois dias, mas também estive às duas semanas sem ler. O meu ritmo de leitura anda incerto, inconstante, mas a tentar recuperar os velhos tempos de leitora sedenta, aos poucos, conforme o tempo e a disponibilidade o permitem.

Objetivo cumprido. Li 12 livros, dá a média de um por mês.

A grande descoberta de 2016 é, sem dúvida Carlos Ruíz Zafón, curiosamente, faz agora um ano que lia o primeiro livro dele, insistência da Magda, o primeio da saga Cemitério dos Livros Esquecidos, e um ano depois é com Zafón que mudo o ano e fecho a saga. 

Em 2016 li vários thrillers, reencontrei-me com duas das minhas escritoras favoritas, Isabel Allende e Joanne Harris. Desiludi-me com o clássico O Amante de Lady Chatterley. Em 2016 participei, pela primeira vez, num desafio de leitura conjunta (mais uma vez, obrigada Magda) e adorei. 

Para 2017 traço o mínimo de um por mês, um objetivo realista para mim. Mas espero daqui a um ano poder dizer que já consegui ler mais do que os 12 deste ano. 

 

Quase, quase, quase...

Entro hoje de férias. Há colegas que já estão de férias. Pelo que há tarefas deles para garantir, há as minhas que quero deixar em dia antes de uns dias de merecida pausa. Portanto o dia está a ser de loucos, mas caramba, com este gostinho a férias, o trabalho, ainda que intenso e em quantidade, tem outro sabor.

Serão umas mini férias, com direito a uma escapadela. Quero descanso, e abraços de quem tenho saudades e anseio por (re)ver, e sorrisos, e conversas à lareira, e uma passagem de ano diferente que me vai renovar a alma. 

Provavelmente vou estar afastada da Caixa, e prevendo isso, deixo já os meus votos de boas saídas e melhores entradas no novo ano. Que se renovem esperanças, que se carreguem energias, que se respire fundo e se encontre força e balanço para mais 365 dias de oportunidades e desafios.

 Feliz 2017!

Sejam felizes! É o único objetivo que importa traçar para o novo ano.

 

Detox

O dia 26 tive tolerância de ponto. Gandhe já está de férias.

Dia 26 aproveitámos a manhã para umas comprinhas no supermercado, meio sem querer andámos nas promoções no centro comercial, ele comprou dois pares de calças, eu fiz este pequeno estrago, mas quando regressámos a casa com as comprinhas, andámos os dois a fazer um detox ao roupeiro. 

Mais ele que eu, que volta e meia lá vou separando umas coisas, a verdade é que tirámos praticamente tudo, do que já não servia, ou por estar largo ou por estar apertado, foi logo para o lado. Depois foi mais aquele refletir sobre as peças que ainda servem mas, a primeira pergunta era logo: há quanto tempo não visto isto? Eu por exemplo, tinha calças de verão guardadas que não as visto há vários verões. Porquê? Sei lá. Nunca são primeira opção. Ou porque o tecido engelha muito, ou porque me obrigam a determinado tipo de calçado, normalmente saltos altos, que já não uso tanto como antes, ou porque o meu "estilo" mudou e já não gosto tanto, ou ou ou, a verdade é que nem me lembrava da última vez que as tinha vestido. Faz sentido tê-las no roupeiro? Não.

O resultado foi 3 sacos grandes de roupa, dois de roupa dele, um de roupa minha, e dois sacos de calçado, a maioria dele, que isto de fazer detox ao roupeiro entusiasmou-nos e levou-nos também ao calçado. 

A sensação de leveza é indescritível. E desengane-se quem achar que agora vou a correr para os saldos para preencher o espaço livre. Não. Cada vez mais estou apologista do minimalismo. Não que tenha só um par de calças, mas pretendo ter apenas o que realmente uso e visto e gosto, sem ser em quantidades absurdas. Tenho lido sobre o conceito armário cápsula. Ainda não estou propriamente a esse nível, mas estou nesse caminho, ao gerir o que já tenho, a selecionar o que fica e o que vai e a comprar com maior rigor e consciência. E este é o caminho que pretendo trilhar. Não é um objetivo de ano novo, é antes o afinar uma postura que já adquiri há algum tempo: da máxima "só entra novo quando sai velho" evoluo para um "sai tudo o que não uso sem pensar em substituir por novo". É um desprendimento libertador, garanto.

 

É que foi mesmo por acaso

Quase que posso dizer que caí de paraquedas nos saldos. Gandhe ia levantar uma encomenda a uma loja e fui com ele. Vi que as promoções tinham começado e lá fui eu espreitar a loja do demo Mango. Calculei que a confusão não fosse muita, ainda era de manhã e tal. Pois. Não era muita, mas já era alguma. E por isso deu para me estragar. Eu até só ia ver uma camisola de malha quentinha. E depois de pegar em várias, lá me decidi por uma e apenas uma. Mas depois viro-me para os vestidos e pronto, lá tinha que tropeçar num que implorou para vir para casa comigo. 73015535_94_B.jpg

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 Este sacaninha fica-me mesmo bem. 

Então e o Natal, Pandora?! - perguntam, eventualmente, vocês. Eh pá, graçádeus já passou e só daqui a um ano é que há mais.

Podia ter sido pior, podia, claro. Mas eu tinha ficado tão bem sossegadinha em casa, de pijama e meias quentinhas, a ver o que bem me apetecesse na televisão (e não seria a TVI nem o concerto do Marco Paulo, nem... é melhor nem lembrar). Não teria de aturar as lamúrias e queixinhas da senhora sogra, nem engolir em seco quando se põe a meter o filho como motorista privado dela para esta semana, fora o que vem por aí, tais foram as lamentações que tanto a afligem. Paciência. É o que desejo para um futuro breve. Toneladas de paciência. Que o meu dedo mindinho antevê cenários já antes vistos e não desejados.

 

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