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Estórias na Caixa de Pandora

Pandora de rastos

Se há adjetivo que me define nas últimas semanas é cansada. Íssima. Hoje passou de nível: ESGOTADA.

Hoje saí às 20h45. Tinha dito ao Gandhe que hoje tinha reunião de equipa, que deveria estar em casa às 20h15. Pois sim. Ele bem que enviou sms a pedir que eu avisasse quando saísse para pôr o peixe a grelhar. Ainda bem que o fez, senão comia o peixe frio. Estava a enviar-lhe sms a avisar que estava a sair e recebo um eufórico telefonema sobre um jantar que estava combinado para dia 22 de abril, sábado. Apeteceu-me cortar os pulsos. Amanhã tenho um jantar de despedida de um colega de trabalho (da minha anterior equipa) que se reformou. Nem imaginam o esforço que tive de fazer para dizer que sim. Porque tenho tanta vontade de ir como de furar os olhos com um prego ferrugento.

Sinto-me tão esgotada, mas tão esgotada que só quero sossego. Que me deixem em paz, que me esqueçam, que me deixem dormir, estar sozinha, em silêncio, sei lá. Odeio sentir-me assim. A falhar completamente com as pessoas. Mas não consigo ter forças para mais. Não sinto pontinha de energia para o que quer que seja. 

Alguém me ligue às máquinas, porque está difícil manter-me de pé.

A parte boa (ou não): continuo a emagrecer. Confirmado ontem em mais uma consulta na nutricionista. Podia rejubilar por ter perdido cms de anca e de cintura, por ter perdido peso. Podia. Mas isto é um dos reflexos do estado degradante em que me encontro... e isso não é propriamente motivo para júbilo.

 

 

Ondas de Calor

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Sou fã da série Castle. Vi todas as temporadas, todos os episódios, e tive muita pena que a série tivesse acabado, até porque aquele final arranjado às trêss pancadas em cima do joelho deixou muito a desejar.

Gostos são gostos, por isso fico sem perceber como continuam com séries como Walking Dead (grande vómito), e o meu divertido e adorado Castle foi às urtigas. Gostos. 

Fiquei aos pulinhos quando soube que os livros que o Castle escreveu ao longo da série ganharam forma na vida real. Ondas de Calor foi o primeiro, miminho do Dia dos Namorados do Gandhe que, numa tentativa de ser romântico e fazer um trocadilho, escreveu na dedicatória que era para me aquecer as tardes de inverno no sofá. 

Sobre o livro, foi lido a um ritmo inconstante, ao sabor da minha disponibilidade e vontade, que já perceberam tem andado pelas ruas da amargura nos últimos tempos. Ainda assim, quando lhe pegava queria sempre mais. Tal como quando via os episódios. Era só mais um, a seguir ao outro, sempre que possível.

Não é uma obra prima do romance criminal ou do suspense. Não é. Mas para os fãs da série, é como estar a ler o guião de um dos episódios, adivinhando reações de personagens, as suas expressões, os diálogos, os olhares e sorrisos, a tensão e adrenalina, a forma de conduzir a investigação, os interrogatórios a testemunhas e suspeitos.

Como fã da série, sim, adorei o livro e sem dificuldade adivinhei a identidade do assassino. Não é assim tão previsível, mas eu papei a série toda, normal que já estivesse meia formatada para ler nas entrelinhas e subtilezas, pensar fora da caixa e ir mais além do apresentado como potencialmente óbvio.

Uma leitura ligeira, mas deveras interessante, porque me levou a recordar uma das minhas séries de eleição que, tristemente, perdi. 

 

Autocensura

Escrevi um longo post, literalmente a vomitar os dramas que me invadiram a vida e me derrubaram a paz nas últimas semanas. Escrevi num frenesim de quem quer expurgar as preocupações, as ansiedades e os medos. De quem quer, desesperadamente, voltar a ter controlo sobre a vida, acreditar que tudo vai correr bem e resolver-se. Que entre mortos e feridos, hei-de escapar. Que os planos e projetos que desenhámos no arranque do novo ano não estão, de todo, perdidos. Ainda que os tenhamos de reformular, refazer, redefinir, sim é possível lutar por eles. 

Mas está ali, guardado nos rascunhos, sem coragem de o publicar. Já desabafei inúmeras vezes sobre estórias dos meus dias, das minhas tristezas e preocupações, das minhas dores e angústias. Mas são as minhas estórias, se publiquei publicamente, foi sobre mim e foi decisão minha expor-me. Desta vez não sou a protagonista. Sou um dano colateral, e por isso está a custar publicar algo que envolve outras pessoas, ainda que sob anonimato, ainda que sem nomes, nem iniciais, nem nada que as possa identificar. E é absolutamente irónico eu ter esta espécie de respeito por quem não teve uma gotinha dele por mim (nós). Nem respeito, nem consideração nem merda nenhuma. 

A tensão tem aumentado. Começo a soltar faíscas, sabendo que não tarda o rastilho será aceso e vai explodir. Não consigo prever com exatidão os danos. As consequências. Mas vou fazendo uma ideia, daquilo que conheço dos principais intervenientes, daquilo que já senti na pele. E este ter de esperar e não poder fazer nada, este tentar precaver-me e salvaguardar-me antecipando as prováveis reações e consequências está a dar comigo em doida. 

Vai tudo correr bem. Acreditar e confiar. Eu quero, muito. Mas está difícil. 

Entretanto, sinto-me um pouco mais leve por ter exorcizado pela escrita o que me angustia. Mas por enquanto ficará ali, nos rascunhos, fechado a sete chaves, sem saber se alguma vez será publicado.

 

Já se acabou a isenção do IMI

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E depois de me sair um foda-se bem expressivo, ainda que pouco libertador, penso que se atualmente num T2 tenho de pagar aqueles valores, que valores teria de pagar se avançasse daqui a um ou dois anos para a compra de uma moradia. Safoda a moradia. 

Ah, mas uma moradia é mais... é mais, pois. Mais espaço para arrumar, limpar e acumular tralha, mais despesas e gastos, mais trabalho, mais impostos. Sonhamos com uma moradia com jardim, zona lounge com churrasqueira para umas belas churrascadas e tardes de puro deleite. Sim, a expetativa. A realidade é andar a cortar relva, limpar, arrumar, regar, varrer. 

Ainda me estou a tentar recuperar do susto que levei quando vi o valor do IMI para pagar. Mas que já serviu de um belo de balde de água fria aos sonhos/projetos para o futuro, já. E ando numa fase em que é notícia de merda atrás de notícia de merda. 

A sério, vai dar para respirar em breve, ou ainda vem aí mais merda?

 

Karma is a bitch, take 2

Na quinta abri a newsletter da Mango. Promoções primavera. Os botins pretos que tinha guardado na wishlist estavam em promoção. Bolas, uns botins pretos como eu procuro, em pele, por 29,99€ não pensei duas vezes. Safoda, encomenda feita, pagamento feito. Aguardava mail para os ir levantar à loja. Pois que no dia seguinte recebo um mail, sim, mas de aviso de reembolso feito. WTF??? A porra dos botins no tamanho 35 ficaram indisponíveis. É a primeira vez que tal acontece com encomendas online na Mango, e confesso que sou cliente habitual. Mas pronto, uma falha na gestão de stocks, mas o reembolso foi de imediato feito, menos mal.

Fiquei foi sem saber se havia de rir, chorar, dizer palavrões... ou chorar a rir enquanto proferia impropérios.

O karma não quer mesmo que eu gaste dinheiro. Está visto. Resta saber se a mensagem que me recuso a ler na subtileza das entrelinhas é que eu não posso gastar dinheiro comigo porque me espera uma bomba relógio nas mãos que me pode pôr a gastar (muito) dinheiro por causa da falta de responsabilidade de outras pessoas. Lá diz o Zé Povinho que quem se fode é o mexilhão. 

 

Pandora Kahlo

Se há coisa em que sou muito comichosa é com pêlos. Odeio pêlos. Onde pude, já fiz laser e já me livrei da grande maioria. Mas as sobrancelhas são aquele calcanhar de Aquiles, não encontrei sítio que as faça a laser, o motivo é óbvio: segurança. Então resta-me a pinça, esse fabuloso instrumento de tortura chinesa.

Problema n.º 1: odeio pêlos, logo ando sempre de pinça na mão a tirar os sacaninhas que aparecem fora das sobrancelhas delineadas.

Problema n.º 2: volta e meia lá vou fazer as sobrancelhas à esteticista, para ficarem bem feitinhas, mas como ando sempre a arrancar pelitos que vão nascendo, a coisa controla-se até certo ponto.

Problema n.º 3: perco o controlo quando os pelos começam a aparecer desenfreadamente, que eu sou moçoila de sobrancelhas fartas, e já não consigo arrancar só um pelito ou outro. Não, eu armo-me de pinça em riste e vá de desbastar.

Problema n.º4: por norma, o meu frenético desbastar dá merda, ou para ser mais explícita, é normal acabar com as sobrancelhas diferentes. 

Solução: deixar crescer as sobrancelhas até ir novamente à esteticista acertar tudo bem direitinho.

Portanto agora ando aqui com uma espécie de sobrancelhas à Khalo, Frida Khalo. Adoro! (not really)

 

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