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Estórias na Caixa de Pandora

Um do li tá, não sei de qual gosto mais!

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As clássicas

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As douradas

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As prateadas

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As fashion com glitter prata

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Douradas, again

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Metalizadas

 

O meu coração divide-se entre as Superstar e as Stan Smith. E depois divide-se entre as diferentes versões, sendo que nitidamente estou com uma tendência para os dourados ou os prateados.

O meu coração divide-se. A carteira nem por isso. Vale-lhe não encontrar o meu nº e ficar-me só pela contemplação de um amor platónico.

 

É isto!

Visionava eu, entre o absorta e o incrédula, este novo spot publicitário da Planta, quando, terminado este, me viro para o Gandhe, em jeitinho de provocação:

- Quando é que me serves assim o pequeno almoço na cama? (risinho maroto)

- Não tenho um tabuleiro daqueles. 

 

Pergunta para queijinho: mas alguém repara no raio do tabuleiro???

 

A culpa é de andar a ver Homify

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Pelo menos recuperei um pouco os planos de renovação do lar, doce lar, procurando soluções mais adequadas às nossas necessidades, de forma a rentabilizar melhor o espaço.

Estou apaixonada por este sofá, com arca de arrumação, perfeita para guardar mantas e almofadas, e ainda com cama integrada, solução inteligente para garantir descanso a potenciais visitas.

A secretária com estante integrada arrancou-me um profundo suspiro. Seria o meu home office perfeito, encaixaria na perfeição num espaço da sala que ainda tenho vazio, precisamente a pensar em criar o ambiente de mini home office. A parte difícil? Convencer o Gandhe que sim, fica bem, enquadra-se bem, é prático, funcional, preenche as nossas necessidades, não descurando o estilo decorativo da sala, as linhas minimalistas e cores escolhidas.

Posso sempre fechá-lo na garagem para ele tratar de destralhar as toneladas de tralhas DELE que por lá andam a ocupar espaço (e paciência, minha). Que apure o sentido estético e funcional da decoração a começar por uma boa limpeza e organização da garagem. 

 

 

...

Novo vício: Homify

Tanto me deslumbra, como me deixa com vontade de atirar tudo janela fora e fazer uma extreme makeover home edition lá no T2. Ou deixar o T2 e ir para um T3, T4, T5, uma moradia, jardim, piscina... ah!

Depois acordo e lembro-me que sou pobre. E as Finanças acreditam que eu vivo numa das soberbas alas do Palácio de Versailles. 

 

Pandora de rastos

Se há adjetivo que me define nas últimas semanas é cansada. Íssima. Hoje passou de nível: ESGOTADA.

Hoje saí às 20h45. Tinha dito ao Gandhe que hoje tinha reunião de equipa, que deveria estar em casa às 20h15. Pois sim. Ele bem que enviou sms a pedir que eu avisasse quando saísse para pôr o peixe a grelhar. Ainda bem que o fez, senão comia o peixe frio. Estava a enviar-lhe sms a avisar que estava a sair e recebo um eufórico telefonema sobre um jantar que estava combinado para dia 22 de abril, sábado. Apeteceu-me cortar os pulsos. Amanhã tenho um jantar de despedida de um colega de trabalho (da minha anterior equipa) que se reformou. Nem imaginam o esforço que tive de fazer para dizer que sim. Porque tenho tanta vontade de ir como de furar os olhos com um prego ferrugento.

Sinto-me tão esgotada, mas tão esgotada que só quero sossego. Que me deixem em paz, que me esqueçam, que me deixem dormir, estar sozinha, em silêncio, sei lá. Odeio sentir-me assim. A falhar completamente com as pessoas. Mas não consigo ter forças para mais. Não sinto pontinha de energia para o que quer que seja. 

Alguém me ligue às máquinas, porque está difícil manter-me de pé.

A parte boa (ou não): continuo a emagrecer. Confirmado ontem em mais uma consulta na nutricionista. Podia rejubilar por ter perdido cms de anca e de cintura, por ter perdido peso. Podia. Mas isto é um dos reflexos do estado degradante em que me encontro... e isso não é propriamente motivo para júbilo.

 

 

Ondas de Calor

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Sou fã da série Castle. Vi todas as temporadas, todos os episódios, e tive muita pena que a série tivesse acabado, até porque aquele final arranjado às trêss pancadas em cima do joelho deixou muito a desejar.

Gostos são gostos, por isso fico sem perceber como continuam com séries como Walking Dead (grande vómito), e o meu divertido e adorado Castle foi às urtigas. Gostos. 

Fiquei aos pulinhos quando soube que os livros que o Castle escreveu ao longo da série ganharam forma na vida real. Ondas de Calor foi o primeiro, miminho do Dia dos Namorados do Gandhe que, numa tentativa de ser romântico e fazer um trocadilho, escreveu na dedicatória que era para me aquecer as tardes de inverno no sofá. 

Sobre o livro, foi lido a um ritmo inconstante, ao sabor da minha disponibilidade e vontade, que já perceberam tem andado pelas ruas da amargura nos últimos tempos. Ainda assim, quando lhe pegava queria sempre mais. Tal como quando via os episódios. Era só mais um, a seguir ao outro, sempre que possível.

Não é uma obra prima do romance criminal ou do suspense. Não é. Mas para os fãs da série, é como estar a ler o guião de um dos episódios, adivinhando reações de personagens, as suas expressões, os diálogos, os olhares e sorrisos, a tensão e adrenalina, a forma de conduzir a investigação, os interrogatórios a testemunhas e suspeitos.

Como fã da série, sim, adorei o livro e sem dificuldade adivinhei a identidade do assassino. Não é assim tão previsível, mas eu papei a série toda, normal que já estivesse meia formatada para ler nas entrelinhas e subtilezas, pensar fora da caixa e ir mais além do apresentado como potencialmente óbvio.

Uma leitura ligeira, mas deveras interessante, porque me levou a recordar uma das minhas séries de eleição que, tristemente, perdi. 

 

Autocensura

Escrevi um longo post, literalmente a vomitar os dramas que me invadiram a vida e me derrubaram a paz nas últimas semanas. Escrevi num frenesim de quem quer expurgar as preocupações, as ansiedades e os medos. De quem quer, desesperadamente, voltar a ter controlo sobre a vida, acreditar que tudo vai correr bem e resolver-se. Que entre mortos e feridos, hei-de escapar. Que os planos e projetos que desenhámos no arranque do novo ano não estão, de todo, perdidos. Ainda que os tenhamos de reformular, refazer, redefinir, sim é possível lutar por eles. 

Mas está ali, guardado nos rascunhos, sem coragem de o publicar. Já desabafei inúmeras vezes sobre estórias dos meus dias, das minhas tristezas e preocupações, das minhas dores e angústias. Mas são as minhas estórias, se publiquei publicamente, foi sobre mim e foi decisão minha expor-me. Desta vez não sou a protagonista. Sou um dano colateral, e por isso está a custar publicar algo que envolve outras pessoas, ainda que sob anonimato, ainda que sem nomes, nem iniciais, nem nada que as possa identificar. E é absolutamente irónico eu ter esta espécie de respeito por quem não teve uma gotinha dele por mim (nós). Nem respeito, nem consideração nem merda nenhuma. 

A tensão tem aumentado. Começo a soltar faíscas, sabendo que não tarda o rastilho será aceso e vai explodir. Não consigo prever com exatidão os danos. As consequências. Mas vou fazendo uma ideia, daquilo que conheço dos principais intervenientes, daquilo que já senti na pele. E este ter de esperar e não poder fazer nada, este tentar precaver-me e salvaguardar-me antecipando as prováveis reações e consequências está a dar comigo em doida. 

Vai tudo correr bem. Acreditar e confiar. Eu quero, muito. Mas está difícil. 

Entretanto, sinto-me um pouco mais leve por ter exorcizado pela escrita o que me angustia. Mas por enquanto ficará ali, nos rascunhos, fechado a sete chaves, sem saber se alguma vez será publicado.