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Estórias na Caixa de Pandora

A ditadura dos tamanhos

Não sou nenhuma modelo. Com metro e meio de altura também era difícil. 

Não sou nenhuma beldade de fazer parar o trânsito.

Tenho as minhas manias em relação ao corpo, coisas que não gosto (o rabo) e mudaria se pudesse. 

Já fui mais neurótica com a celulite, mas ela está cá, faça o que fizer, faz parte do meu corpo e é, acima de tudo, consequência da nada espetacular retenção de líquidos que faço.

A última vez que tirei as medidas na consulta da nutricionista o cenário era: peito 90cm - cintura 70 cm - anca 93 cm.

Já tive 60 cm de cintura. Numa fase em que emagreci para além da conta, tive menos de 60cm de cintura. Também já tive mais de 100 de anca. Quando o intestino não funciona e dá problemas, noto logo alterações a nível da cintura. Se oscilo em termos de peso, é na anca que se nota. 

Visto maioritariamente 36 ou S. Salvo algumas exceções, visto 38 ou M, dependendo do modelo ou do tamanho pequeno com que fazem a roupa. 

Agora digam-me... com estas medidas, que fazem o meu tipo de corpo ser o ampulheta, supostamente o tipo de corpo ideal para tudo cair bem, digam-me porque é que eu vou à Calzedónia, experimento um biquíni 36 parte de cima, M parte de baixo, e sinto-me uma autêntica baleia prenha de gémeos?

Em que tipos de corpos se baseiam para fazer os malditos biquínis?

Estou furibunda. É que ando a cair nisto há uns anitos. Bato os olhos num biquíni, fico a babar, dou-me ao direito de perder o amor aos €€€ e depois levo um banho de água fria no provador. 

Alguém consegue comprar lá biquínis??? Chiça!!!

 

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