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Estórias na Caixa de Pandora

A Rapariga no Comboio, o filme

Li o livro há pouco mais de um ano. E gostei bastante. Quando soube da adaptação ao cinema, confesso que fiquei com muita vontade de o ir ver, acima de tudo pela curiosidade de ver como iam pôr na grande tela aquele enredo tão intrincado que nos é narrado na primeira pessoa por três vozes diferentes. Achei que o filme se ia centrar muito na parte da investigação criminal, e essa seria a linha condutora do enredo. Não podia estar mais enganada. 

Tal como no livro, o que mais gostei no filme foi conseguirem manter as perspectivas das três personagens narradoras. Para quem leu o livro, facilmente perceberá que estamos perante o mesmo esquema: o ponto de vista de cada uma das personagens nucleares, Rachel, Megan e Anna, que nos vai revelando os pormenores de uma trama, num desenvolvimento tenso dos acontecimentos. 

Gandhe não leu o livro, obviamente não lhe contei a história, e ele gostou bastante do filme. Não é um filme de ação, a dita investigação policial é muito secundária no filme, tal como o é no livro, já que não é pela investigação policial que vemos o desenrolar dos acontecimentos e chegamos à revelação do mistério.

Tendo em conta que a minha memória do livro não é assim tão fresca, considero que o essencial do livro está bem adaptado no filme. Emily Blunt faz uma performance soberba no papel de Rachel. O pormenor de terem alterado o cenário de Londres para os EUA não altera, tão pouco influencia, a intriga. Portanto não vejo grande relevância nesse aspeto quando leio as críticas ao filme sobre esse detalhe. 

Acredito que quem tenha a memória do livro bem mais fresca vá encontrar mais "defeitos" no filme. Mas há que ter em consideração que um livro tem sempre mais, muito mais detalhes e subtilezas que um filme, e nem sempre é fácil passar isso para o grande ecrã. Portanto, gostei muito do filme, achei a adaptação bem conseguida e destaco, sem sombra de dúvida, a performance de Emily Blunt. 

 Independentemente se leram ou não o livro, vão ver o filme. Vale a pena! 

 

 

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