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Estórias na Caixa de Pandora

A Última a Saber - leitura concluída!

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As últimas leituras que me empolgaram foram policiais. Pronto, tendo em conta que as séries que gosto de ver também são nessa onda criminal, está visto que as leituras acompanham a tendência televisiva.

A Última a Saber de Elizabeth Adler foi a minha última leitura. Oferta de aniversário de um casal de amigos, foi escolhido o livro pela sinopse, e por saberem que gosto de livros de mistério, suspense e policiais. 

Não conheço de todo a autora, pelo que foi a minha estreia. No facebook uma amiga disse que a autora é espetacular, mas este livro fugia ao registo habitual dela, pelo que podia ter as expectativas demasiado elevadas e dececionar-me. Respondi-lhe que como não conhecia a autora, esse não seria, decerto, motivo de deceção.

Demorei um pouco a apegar-me ao livro. Não pela narrativa em si, mas porque lia hoje um capítulo, daí a uns dias outro, e andava assim muito despegada da leitura por cansaço, por ter os dias sempre tão cheios e corridos, que tempo e disposição para leituras era pouco ou nenhum. Até que há uma noite que me apetecia ler, não tinha sono e não era assim muito tarde. E pronto, difícil foi parar. Ontem estava na disposição de só parar na última página, mas o sono venceu-me. O calor de hoje atirou-me para debaixo do guarda sol no terraço e concluí o livro.

Gostei. Já li romances policiais, de suspense e mistério melhores, ou mais surpreendentes, daqueles que as revelações constantes são um twist e nos fazem pensar e pensar e o desfecho deixa-me com aquela sensação de total surpresa, do tipo, what the fuck, por esta eu não esperava. Neste livro isso não aconteceu. Mas nem por isso a história prendeu menos. 

A história começa com o protagonista, um famoso e competente detetive de homicídios, a fazer um retiro na sua casa do lado após a separação amorosa. Em conflito com as suas dúvidas sobre o que quer realmente da sua vida no futuro, num cansaço enorme pelo desgaste da sua profissão, que o absorve e pouco espaço deixa para a vida pessoal, eis que está ele a tentar desligar-se de tudo quando, precisamente no pacato lago onde ele está há um misterioso incêndio, numa casa onde vivem duas misteriosas mulheres, mãe e filha, acabando a mãe por morrer e a filha por ser salva pelo mesmo detetive. A partir daqui desenrola-se toda uma investigação e sucessivos mistérios e crimes que vão acontecendo, envolvendo uma família simpática e adorada por todos. 

Confesso que este enredo podia perfeitamente ser o guião de um episódio (duplo) de Castle, eventualmente de Mentes Criminosas, ou do CSI Miami. 

Cada capítulo é uma perspetiva diferente de cada uma das personagens envolvidas, trazendo revelações e mais mistérios para responder. A perspetiva do próprio assassino também surge, em relato de primeira pessoa, e é pela sua voz que os leitores são confrontados com a verdade, a revelação dos vários mistérios e algumas explicações. O assassino é previsível desde cedo. Ainda assim, como as revelações vão surgindo ao longo da narrativa, acabamos por ficar presos à leitura, nem tanto para responder à pergunta quem é o assassino, mas para desvendar os mistérios que vão surgindo, numa teia bem intrincada. Ainda assim, achei que houve pormenores e aspetos que podiam ter sido mais explorados, senti que ficaram algumas pontas soltas, pouco esclarecidas ou pouco desenvolvidas.

No geral, uma boa leitura. Para quem é apreciador de romances policiais, com suspense e mistério à mistura, não espere deste livro muita emoção e voltas à cabeça para deslindar o enredo. É mais superficial, mais leve, tal como um episódio de Castle ou de CSI, mas nem por isso desprovido de interesse ou alguma emoção. 

 

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