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Estórias na Caixa de Pandora

Adeus Verão

Qual verão??

Mal o vi passar, mal o senti na pele. A sério que estamos a dizer-lhe adeus, quando eu mal lhe disse olá?

Semana passada dei comigo a ficar surpreendida por sair à rua perto das 20h45 e já estar escuro. As manhãs, para quem sai de casa antes das 8h30, já não dispensam um agasalho mais confortável e sair de pés ao léu é uma aventura no desconhecido. As noites já pedem uma mantinha nas pernas quando me sento no sofá ainda com pijama de calções.

Este ano o meu verão foi uma bosta. Fui dois míseros dias à praia, levei com vento nas trombas e areia em cada cm de pele. Nem os pézinhos fui molhar ao mar, quanto mais o resto.

Dois míseros dias que não souberam a nada e ainda por cima não foram lá muito bons para estar na praia.

Não tive mergulhos de mar, nem de piscina, não houve pele salgada a secar ao sol, nem pés na areia até cansar. Nem as caipirinhas de verão, a sensação de leveza que o calor e o sol me traz, a sensação de liberdade e bem estar, de mais e maior energia e vontade de conquistar o mundo (pronto, menos).

As tão desejadas férias demoraram eternidades a chegar, e toda eu era exaustão pura. Quando finalmente chegaram não me trouxeram paz, nem leveza, nem dias felizes, nem serviram para carregar baterias e sentir-me com energia para conquistar o mundo. As férias foram uma merda, e não se fala mais disso. 

Este verão foi um sopro, que mal senti e nada aproveitei. Não sei com que energia vou enfrentar o outono e inverno que se avizinham. Faltou-me tanto o sol e o sal na pele. Faltou-me o cabelo desgrenhado na sua rebeldia das ondas, faltou-me a leveza dos dias longos, faltou-me ser livre sem horários nem preocupações nem rotinas. Faltou-me ser feliz, como só se é feliz no verão e nas férias.

Aqui estou, numa pirraça pueril a negar o fim do verão, quando, para mim, nem sequer chegou a começar. 

 

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