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Estórias na Caixa de Pandora

Às vezes é preciso desligar

Ando um pouco sumida. Das redes sociais, porque não há pachorra, a bem da minha sanidade mental, para tanto disparate e polémicas ocas; da blogosfera porque também ando sem paciência para mais do mesmo: publicidades e mais publicidades, passatempos, cenas fashions, cenas que não interessam nem ao menino Jesus nas palhas estendido. E por arrasto, até os blogs que mais gosto, aqueles de pessoas com vida e conteúdo, acabam por levar por tabela, porque leio na diagonal e saio de fininho.

Digamos que estou a fazer um detox. Não tenho nada de interessante para vir para aqui escrever, não tenho nada de interessante para comentar no que vou lendo, e ando assim, totalmente desprovida de qualquer interesse. O problema sou eu, que ando mesmo alheada e sem paciência.

Os dias correm na sua rotina e pasmaceira, nada de novo, nada que se destaque, nada que eu ache interessante para partilhar. 

A gripe já passou, ainda aqui persiste uma tosse e uma voz de Pato Donald. O calor veio e eu já pus os pés numas sandálias, antes que a chuva volte. E milagre dos milagres, encontrei uns calções que me servem sem me apertarem as carnes e me deixarem com as nádegas a espreitar, como se estivessem aflitas para saltarem fora dos calções. Só por causa das coisas comprei logo em duas cores diferentes, e vontade de comprar as cores todas disponíveis tinha eu, mas vá, contenção e bom senso também é preciso. O livro que decidi ler, um clássico, anda-me a dar sono. Se aquilo é um clássico do erotismo, eu vou ali até à manifestação dos amarelos e já venho. Teimosa como sou, persisto e insisto na leitura, ainda que a passo de caracol, na esperança que a coisa arrebite (ah ah ah, esta é boa, a coisa arrebite) quando a Lady Chatterley começar finalmente a dar umas cambalhotas a sério, porque até agora só apetece espetar com ela e com o egoísta e chato do marido numa cabana em Trás-os-Montes, fechados com o José Cid, numa amena tertúlia sobre temas de interesse para a humanidade, como a artista de renome Ana Malhoa, ou a saúde dentária dos transmontanos.

Como disse, nada de interessante, mas fica para registo: Pandora em modo "imprópria para consumo"!

 

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