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Estórias na Caixa de Pandora

Cenas tristes

Eu até sou condutora que sempre que vê alguém numa passadeira, pára para ceder passagem. Quando ando a pé e quero atravessar, vou para a passadeira e espero que parem para eu passar. Lá porque há passadeira, não significa atravessar à maluca, porque só tenho prioridade se ma derem. 

Isto para contar a cena parva que vivi há pouco. Saio 5 minutos mais cedo para passar no centro de saúde na hora de almoço, que fica a caminho de casa. Aproximo-me do cruzamento onde tenho de virar para o centro de saúde e está um autocarro parado. Só me apercebo de um rapaz a começar a atravessar a passadeira quando passo pela dita, porque o autocarro tapava a visibilidade. Viro, estaciono e o cromo vem mandar vir comigo, mandar bocas porque não parei na passadeira, como se ele tivesse prioridade incontestável. Aqui a menina, que hoje não está para levar desaforo gratuitamente, aproxima-se do moçoilo, que de longe mandava papaias, e solta a vareira:

- Olha lá, estás armado em parvo ou achas que eu tenho visão raio-x para te ver atrás de um autocarro? 

Virei costas e fui fazer o que tinha a fazer, e confesso que entre dentes o estava a mandar à real merdinha. 

 

 

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