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Estórias na Caixa de Pandora

Detox

O dia 26 tive tolerância de ponto. Gandhe já está de férias.

Dia 26 aproveitámos a manhã para umas comprinhas no supermercado, meio sem querer andámos nas promoções no centro comercial, ele comprou dois pares de calças, eu fiz este pequeno estrago, mas quando regressámos a casa com as comprinhas, andámos os dois a fazer um detox ao roupeiro. 

Mais ele que eu, que volta e meia lá vou separando umas coisas, a verdade é que tirámos praticamente tudo, do que já não servia, ou por estar largo ou por estar apertado, foi logo para o lado. Depois foi mais aquele refletir sobre as peças que ainda servem mas, a primeira pergunta era logo: há quanto tempo não visto isto? Eu por exemplo, tinha calças de verão guardadas que não as visto há vários verões. Porquê? Sei lá. Nunca são primeira opção. Ou porque o tecido engelha muito, ou porque me obrigam a determinado tipo de calçado, normalmente saltos altos, que já não uso tanto como antes, ou porque o meu "estilo" mudou e já não gosto tanto, ou ou ou, a verdade é que nem me lembrava da última vez que as tinha vestido. Faz sentido tê-las no roupeiro? Não.

O resultado foi 3 sacos grandes de roupa, dois de roupa dele, um de roupa minha, e dois sacos de calçado, a maioria dele, que isto de fazer detox ao roupeiro entusiasmou-nos e levou-nos também ao calçado. 

A sensação de leveza é indescritível. E desengane-se quem achar que agora vou a correr para os saldos para preencher o espaço livre. Não. Cada vez mais estou apologista do minimalismo. Não que tenha só um par de calças, mas pretendo ter apenas o que realmente uso e visto e gosto, sem ser em quantidades absurdas. Tenho lido sobre o conceito armário cápsula. Ainda não estou propriamente a esse nível, mas estou nesse caminho, ao gerir o que já tenho, a selecionar o que fica e o que vai e a comprar com maior rigor e consciência. E este é o caminho que pretendo trilhar. Não é um objetivo de ano novo, é antes o afinar uma postura que já adquiri há algum tempo: da máxima "só entra novo quando sai velho" evoluo para um "sai tudo o que não uso sem pensar em substituir por novo". É um desprendimento libertador, garanto.

 

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