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Estórias na Caixa de Pandora

Falta-me o ferro

Associei este cansaço extremo ao muito trabalho, à rotina preenchida, aos dias em contra relógio. 

Hoje queixei-me deste cansaço extremo, desta falta de energia, de vontade, de apetite, de conseguir estar atenta ao que quer que seja, à nutricionista. Ligou-me lá ao aparelhómetro que mede vitaminas e nutrientes, e pumba, défice de ferro.

Ora, não é novidade. Tenho défice de absorção de vitamina C e, por consequência, de ferro. E, como já tenho partilhado por aqui, os meus cuidados alimentares devem-se essencialmente por motivos de saúde e bem estar, já que o meu calcanhar de Aquiles é todo o sistema digestivo. Começa com um refluxo gastro esofágico, vesícula e fígado sensíveis, e termina nuns intestinos que funcionam mal. Com experiências em planos alimentares, exames e testes a intolerâncias alimentares fui percebendo como a alimentação pode ajudar a sentir-me melhor e influenciar o meu bem estar e potenciar o funcionamento regular do meu aparelho digestivo. 

Ainda assim, uma pessoa tem cuidados redobrados, diminui glúten e lactose para não irritar intestino, come peixes e carnes brancas, que são melhor tolerados pelo intestino, diminui citrinos e ovos para não desencadear crises de vesícula ou fígado, consome com moderação certos e determinados alimentos, para não desencadear crises de intestino, varia nos legumes e frutas para não saturar o organismo de certos nutrientes, ainda assim, tem uma colite e redobra os cuidados. Agora toma lá, pessoa tem de comer aquilo que por norma lhe vai provocar sintomas pouco agradáveis nos intestinos, mas tem de ser para recuperar níveis decentes de ferro e vitamina C. 

Como dizia a minha avó, não é do cu é das calças. 

E com o estado de espírito com que estou, apetece-me rosnar a esses fundamentalistas da alimentação que crucificam glúten e lactose e o diabo a nove, quando certamente não têm qualquer problema do foro digestivo ou sofrem de alguma intolerância alimentar. Eu diria que a intolerância é na massa encefálica, mas pronto. 

Portanto, nos próximos tempos a missão é ingerir ferro. Estou seriamente a pensar tomar medidas drásticas. Em vez de ir ao supermercado, vou a uma loja de ferragens, em vez de ir ao talho ou ao mercado, vou ali a um ferro velho escolher umas boas peças de ferro, regadinhas a sumo de limão, marcham que é um mimo.

Lá estou eu a tentar brincar, mas a verdade é que ainda tenho presente esta experiência, e não foi fácil. E depois de repetir o teste às intolerâncias tive uma longa e detalhada lista, com níveis em percentagem, dos alimentos que tenho maior ou menor capacidade de tolerância. Baseada nesse teste, alterei algumas coisas na alimentação, sem fundamentalismos, porque também não é necessário. Mas aborrece tanto cuidado e volta e meia ando com crises, ou, como agora, ando bem de uma coisa, pioro da outra.

E já agora que o tema de conversa é sobre vitaminas, S. Pedro, ouve-me: estamos todos fartos de H2O. Vê se mandas vitamina D que também é necessária para o sistema imunitário. Agradecida! 

 

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