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Estórias na Caixa de Pandora

I'm not alone

A Mula escreveu e eu subscrevi. 

As pessoas não entendem esta minha aversão ao inverno. Ah sabe tão bem as mantinhas, o chá quente, a lareira, estar no sofá com a chuva a cair lá fora.

Blá blá blá.

Pois sabe. Claro que sabe. Mas gente, a vida real impele-nos para fora de portas. Trabalhar, por exemplo, entre outras coisas.

O inverno suga-me a energia. Sem exagero. Sinto-me numa sonolência permanente, sem energia, sem vontadinha de nada que não seja dormir. No inverno eu acordo e a primeira coisa que me ocorre na mente é: quantas horas faltam para voltar para a cama?

No inverno falta-me a paciência para socializar. Jantar fora, tomar um copo, passear... a sério? O meu cérebro congela. E então se estiver a chover, aí é uma espécie de morte lenta em agonia arrancarem-me de casa. 

Não é mau feitio. Não sei explicar porque me sinto assim. Não sou pessoa de frio e chuva. E todo o meu corpo dá evidentes sinais disso. Piora quando a hora muda e às 17h já está a anoitecer. Fico logo com vontade de tomar um banho quente, vestir o pijama, comer uma sopa a ferver e enfiar-me debaixo das mantas. 

 Eu não sou eu quando está frio. E chuva. E os dias são estupidamente pequenos. 

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