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Estórias na Caixa de Pandora

Inspira-me, M.J.

 M.J. lança novo repto. E eu, meto mãos à obra.

 

Caríssimos futuros habitantes da terra

 

Acredito que, algures no vosso tempo, haverá uma exposição a correr mundo a espalhar história para vosso gaudio. Criarão o museu destinado aos objetos obsoletos da humanidade antiga. Verão cassetes e disquetes, telefones com fios e computadores com fios, ratos e teclados. Verão panelas e tachos, onde se cozinhava antes das bimbys e das yammis, verão moinhos de café, do tempo em que o café era em grão e não em cápsulas. E há um objeto que faz parte das casas de banho (ou quartos de banho) do tempo das vossas tetravós: os bidés.

E perguntarão vocês, o que são bidés?

Pandora deixa-vos a resposta: bidé é um tipo de loiça sanitária, semelhante a uma sanita, mas sem tampa e sem autoclismo, e a sua função básica era para o chamado banho checo, ou o lavar por baixo, isto é, lavar as partes pudibundas. Já no meu tempo o bidé é um objeto obsoleto nas casas de banho (ou quartos de banho), só serve para limpar, mesmo sem ser usado. Eventualmente serve para despejo de roupa suja, no limite para lavar os pés, ou cortar as unhas dos pés. Na verdade serve como anti-stress: pegar num martelo e fodê-lo à martelada. 

Fui clara, ou quereis ilustrações?

 

Ide em paz. Nada a agradecer.