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Estórias na Caixa de Pandora

Karma is a bitch

Sexta feira saí tarde. Para não variar. Sexta feira quis ir afogar a neura e fui até à Seaside para ir ver, ao vivo e a preto, uns botins que tinha visto no site, mas só tinham a imagem na cor camel, e eu quero preto. Lá vou eu pimpona, passo a loja a pente fino e nada de encontrar botins. Como sou gaja prevenida, levei anotada num post it a referência dos ditos. Lá vou ter com a menina da caixa e pergunto se os tem em stock. Pois que não. E em preto no tamanho 35 só na loja de Vila Real. Ou então online. E eu que até sou das que faz compras online, e sim, já comprei na Seaside online, na verdade queria ver os botins ao vivo e em preto, que eu sou muito esquisitinha com calçado preto, deve ser por isso que o único par de botins que tenho em preto têm um salto agulha um tanto ou quanto alto para poder pavonear-me com eles no dia a dia e sentir-me confortável (já lá vai o tempo, oh se vai, que aguentava o dia todo e a noite em cima de uns stilletos). Depois também são assim pró chic coiso, e eu queria algo mais casual e com um salto médio/confortável. Pronto, eram estes:

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Depois pensei cá com os meus botões que isto era uma mensagem clara do karma: Pandora, parvalhona, deixa lá os botins que a primavera está à porta, compra mas é as sapatilhas prateadas da Stradivarius que tanto gostaste.

E Pandora ouviu o karma. No sábado arrasto o homem até ao centro comercial, entro na Stradivarius e procuro, qual radar de antenas no ar, as ditas sapatilhas. C'orror! Aquilo é uma mísera tela, as estrelas perfuradas, são muito giras, sim senhora, mas é ventilação aberta permanentemente. As desgraçadas das sapatilhas nem forradas são para valerem o preço, e Gandhe remata com um sensato: isso é muito lindo em novo, começas a usar, começa a ficar com as marcas onde dobram e não me admiraria que acabassem por abrir. Ah e esse metalizado quando começar a ficar com marcas de uso e riscos também deve ficar muito lindo. 

Ah, a sabedoria fashionista do gajo a ceifar qualquer devaneio consumista da gaja.

Já numa de #quesafoda, vou até à loja de desporto, única em Aveiro, que tem os modelos Originals da Adidas. Os meus olhinhos brilharam quando bati de caras com as Adidas Superstar white/gold. Ahhhh e modelo júnior. A luz ao fundo do túnel. Pergunto pelo tamanho mais pequeno disponível. 36. Experimento na mesma. Pois que as putas ficam-me grandes, bem podia deixar crescer as unhas dos pés. Respiro fundo 33 vezes e pergunto qual é o tamanho mais pequeno que existe naquele modelo, assim em jeito de tira teimas. 35 1/2. Yeah. O meu tamanho, quase. E há? Não temos. Pois, não têm eles nem encontro em mais lado nenhum, fartinha que ando de rastrear essa internet. O 36 encontro, um pouco a custo, mas encontro. Mas 35 1/2, escafodeu-se!

O karma, esse grande camelo armado em parvo: uma gaja aqui a querer gastar dinheiro numa compra fútil, e nada do que eu gosto e quero há disponível. 

Regresso à ideia dos botins. Vi uns na Mango que também lhes pisquei o olho: pretos, salto médio, em pele, preço simpático.

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Vejo disponibilidade em loja, porque isto de calçado preto sou esquisitinha, já disse, e queria realmente ver ao vivo e a preto. Pois, preto na loja de Aveiro não há. Podia haver num qualquer tamanho, só queria mesmo vê-los ao vivo para decidir sim ou não e encomendava o meu tamanho online. Assim, ou dou ouvidos às mensagens insistentes deste karma armado em forreta, ou arrisco a encomendar online, não gostar, devolver, e sinceramente, ando sem pachorra (e tempo) para esses trabalhos. 

Agora lixado, lixado (com F grande) é quando uma pessoa anda curta de € e tudo o que vê gosta e serve. Que pariu!!!

Ontem, para ajudar à festa, estive todo o dia, desde que acordei até que me deitei, com uma enxaqueca daquelas. Até tonturas me dava. Assim que pude estiquei-me no sofá, Gandhe pôs o Machester by the Sea que eu tanto queria ver, e o filme é tão bom mas tão bom para dormir, que adivinhem? Claro que adormeci.

Então e as coisas no trabalho, como vão?

Ahhhhhhhhhh uma pessoa pensa que está a apanhar ritmo, a despachar serviço, e hoje caem-me no mapa de trabalho mais não sei quantos processos novos. Aquilo é um poço sem fundo. Ainda por cima foi dia de alguns imprevistos, que me desviaram dos meus planos de trabalho para hoje. Uma pessoa bem tenta dar vazão, mas quer-se dizer, só se eu fosse uma espécie de centopeia, com 100 braços, para despachar tanta merda dentro do SLA completamente absurdo, tendo em conta tanto procedimentozinho da trampa, que só quadruplica o tempo que uma pessoa demora a despachar um assunto. 

Perdoem-me o vernáculo. É a TPM. 

 

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