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Estórias na Caixa de Pandora

Let it be...

O blog é o meu diário de bordo. Reflete os meus dias e estados anímicos. Portanto é sobejamente conhecida, para quem por aqui passa, a maré de azar que anda por estes lados. Nuvem negra, tempestade, má fase, dêem-lhe os nomes que quiserem.

O ano passado foi um ano duro, complicado, levou-me aos limites a nível de stress emocional. E para quem já teve uma depressão, é fácil reconhecer os alertas e sinais iminentes da sua chegada. E eu reconheci. E antes que voltasse a sucumbir à doença, reuni as energias que me restavam para um derradeiro esforço: vale tudo (até o Gustavo Santos, se necessário) para me reunir das ferramentas necessárias para sair da espiral depressiva em que me estava a afundar.

Uma vez mais, aproveitei a energia contagiante que se vive no ano novo, aquela vontade indómita de conquistar objetivos e sonhos, para me reaminar. A par da minha lista de resoluções de ano novo, decidi experimentar o diário de gratidão. Quando se passa por uma tempestade na vida, em que tudo corre mal, em que os imprevistos se sucedem e não deixam tempo para uma pessoa respirar e recuperar de uma pancada, porque vem logo outra de seguida, totalmente inesperada, é difícil ver o outro lado, um lado melhor, mais positivo, um lado que mostra que mesmo por entre as nuvens mais densas e carregadas, é possível vislumbrar um raio de sol. O objetivo do diário de gratidão é mesmo esse: todos os dias ter os meus cinco minutos para pensar no dia que vivi e agradecer algo de positivo. 

É um desafio interessante. Mais difícil do que aparenta. Principalmente quando, lá está, se anda numa fase em que os dias são difíceis, e as más notícias sucedem-se em catadupa. 

Ao 23º dia vejo como me tem ajudado este refletir o dia e agradecer algo bom. Mesmo que seja o chá que tomo todas as noites, ou a conversa inesperada com uma amiga que está longe e não vejo há imenso tempo, como num dia particularmente difícil ver que ainda há mãos que se estendem e oferecem ajuda. E vou controlando a minha ansiedade. Vou quebrando esta corrente de negatividade. Vou acreditando que as boas notícias também surgem e que mesmo os azares podem não ser assim tão maus.

Estou a aprender a respirar fundo e a deixar acontecer. Confiar no universo. O que tiver de ser, será. E para tudo a vida encontra uma solução.

 

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