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Estórias na Caixa de Pandora

Não fui ver os aviões, mas um passou-me por cima

Anos a magicar como fazer um pequeno home office na sala. Anos. Muitas ideias, um sem número de pesquisas, várias hipóteses que foram sendo descartadas, enfim.

Este ano começámos uma espécie de upgrade ao T2. Já trocámos o sofá, investimos num móvel por medida para o hall dos quartos, integrando sapateira e roupeiro para albergar casacos "a uso". Trocámos o exaustor da cozinha, que o que tínhamos já era do tempo da Maria Cachucha e exaustão de fumos e vapores? Ah ah ah. Já temos mais ou menos escolhidas as novas portas para o duche, aproveitamos e trocamos também a coluna do chuveiro. Ainda não foi, mas está para breve.

Só que o mini escritório era o que mais me andava aqui a ocupar a mente, a dar voltas e voltas ao miolo, a ir pesquisando mais e mais. E sabem aquela história de quando muito procuramos parece que nada serve e de repente, puf, aparece assim o que tanto queríamos? Pois foi o que aconteceu.

Na semana passada entrei no site do IKEA para ver as novidades, e eis que logo a abrir a página surge a secretária perfeita. Amor à primeira vista. E em promoção. O absurdo preço de 49,99€. Mostro-a ao Gandhe, que regra geral tem sempre gostos diferentes dos meus na decoração, e também ele gostou. Até quando era a promoção? 3 de setembro. Vamos lá? Bora. 

Portanto rumámos a Matosinhos, ao IKEA, em busca da secretária perfeita. Mas aquela loja é o demónio em forma de tentação e uma pessoa vai para gastar 50€ e gasta o dobro.

A ver, já que lá ia buscar a secretária, aproveitava para trazer alguns acessórios para o futuro mini home office: organizador de gavetas (que foi mesmo daqueles organizadores de talheres), uns arquivadores brancos para organizar papeladas e guardar na estante da sala, que é branca. E basicamente era esta a lista.

Só que não.

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Andávamos a ver a exposição, e naquelas minúsculas casas com tudo o que é preciso Gandhe vê aquela sapateira de parede. Ideal para o hall de entrada, já que temos o hábito japonês de mal entrar em casa tirar os sapatos e calçar os chinelos. Lá ficam os sapatos no hall e com esta pequena sapateira, tchanan, ficariam arrumadinhos. E caberá? O nosso hall é pequeno. Ah e tal, coiso, arriscámos. Perfeito. É que parece que foi feita à medida.

A passar nas cozinhas, saltou-nos à vista um tabuleiro de forno em inox, com grelha. E eu que andava mesmo a precisar de um tabuleiro de forno assim grande. Mais uma coisa para o carrinho. 

Já com tudo aviado dentro do carrinho, a vir para a caixa para pagar, eis que os meus olhinhos batem nesta estante de casa de banho.

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E eu com um cantinho tão jeitoso na casa de banho para a ter com os meus cremes e creminhos, champôs e condicionadores, mais caixas e caixinhas, tudo bonitinho, tudo arrumadinho. Lá veio a estante também.

E é isto. Uma pessoa vai comprar uma secretária e vem com um rol de coisas. Verdade, tudo útil, tudo coisas que vão dar um jeito do caraças para arrumação de pequenas coisas que, por muito minimalistas que tentemos ser, são itens do dia a dia, nada a fazer. 

Por ora a secretária ainda vai ficar por montar, mas já vou começar a fazer a verdadeira limpeza e seleção do que realmente vai passar para o mini home office. Ainda não vos apresentei a dita, pois não? É tão simples que dificilmente perceberão o meu entusiasmo, mas lá está, é perfeita para mim, para o que preciso, para o espaço que tenho e o ambiente que pretendo criar, e isso diz tudo.

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Próxima etapa, procurar a cadeira que tenho cá idealizada na mente.

E nesta visita ao santuário sueco do mobiliário e das ideias para a casa, acabámos também por escolher o móvel que nos faltava na sala para servir de bar. Mais uma vez, foi sem procurar nada em específico que nos apareceu "o tal". Não veio hoje porque não havia orçamento para o incluir nesta compra, e a cor que queremos também não há em stock. Vamos aguardar...

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E foi isto, em vez de ir ver os aviões, fui ao IKEA. Mas no regresso a casa, havia uma fila de trânsito demoníaca para entrar na Ponte da Arrábida. E porquê? Porque os senhores condutores iam em marcha lenta para ver os aviões. E a nós calhou-nos a "sorte" de estar em cima da ponte e passar um por cima, assim, em voo rasante. Oh que lindo. Nem por isso. 

 

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