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Estórias na Caixa de Pandora

O rabo de Pandora

Não escondo que tenho assim um trauma com o meu traseiro. Desde sempre. Desde a adolescência que me queixo de rabo grande, quando jovem a mesma coisa, e nem o PDI me serenou a pancada. Aceito a celulite, as brancas no cabelo, a altura que faz de mim uma minion, eh pá, mas o rabo grande é coisa para continuar a dar-me cabo da cabeça. Conjugado então com cintura fina, dá-me dores de cabeça para encontrar calças, vestidos, enfim, roupa que assente e disfarce a coisa. Nem as figuras da J.Lo, da Beyonce ou mesmo da Kim Kardashian, conhecidas pelos traseiros que exibem, me tiram esta minha mania de não gostar do meu e querer "escondê-lo" a todo o custo.

Mas também é verdade que foi precisamente o meu rabo empinado, anca larga, que sempre foi elogiado por parte masculina e feminina. Uma professora de dança, da antiga escola onde andei, chegou a dizer que se matava no ginásio para ter um rabo como o meu, que ainda por cima para as danças africanas era quase um requisito obrigatório ostentar assim uma traseira.

Hoje, na sessão de laser, estava a técnica a fazer-me a depilação na traseira e diz-me que tenho um rabo bem jeitoso. WHAT??? Não gosto, nunca gostei - digo-lhe de imediato. Ai não diga isso, que há tanta gente a matar-se no ginásio a ver se fica com um rabo destes!

Ora porra, ando eu aqui a invejar o rabo da Sara Sampaio, e afinal, ela deve ser uma das que gostava de ter um como o meu. Toma lá, Pandora, para aprenderes. 

Não, Varufakis, não vou publicar foto do dito cujo para dizeres de tua justiça. Lamento. 

 

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