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Estórias na Caixa de Pandora

Ondas de Calor

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Sou fã da série Castle. Vi todas as temporadas, todos os episódios, e tive muita pena que a série tivesse acabado, até porque aquele final arranjado às trêss pancadas em cima do joelho deixou muito a desejar.

Gostos são gostos, por isso fico sem perceber como continuam com séries como Walking Dead (grande vómito), e o meu divertido e adorado Castle foi às urtigas. Gostos. 

Fiquei aos pulinhos quando soube que os livros que o Castle escreveu ao longo da série ganharam forma na vida real. Ondas de Calor foi o primeiro, miminho do Dia dos Namorados do Gandhe que, numa tentativa de ser romântico e fazer um trocadilho, escreveu na dedicatória que era para me aquecer as tardes de inverno no sofá. 

Sobre o livro, foi lido a um ritmo inconstante, ao sabor da minha disponibilidade e vontade, que já perceberam tem andado pelas ruas da amargura nos últimos tempos. Ainda assim, quando lhe pegava queria sempre mais. Tal como quando via os episódios. Era só mais um, a seguir ao outro, sempre que possível.

Não é uma obra prima do romance criminal ou do suspense. Não é. Mas para os fãs da série, é como estar a ler o guião de um dos episódios, adivinhando reações de personagens, as suas expressões, os diálogos, os olhares e sorrisos, a tensão e adrenalina, a forma de conduzir a investigação, os interrogatórios a testemunhas e suspeitos.

Como fã da série, sim, adorei o livro e sem dificuldade adivinhei a identidade do assassino. Não é assim tão previsível, mas eu papei a série toda, normal que já estivesse meia formatada para ler nas entrelinhas e subtilezas, pensar fora da caixa e ir mais além do apresentado como potencialmente óbvio.

Uma leitura ligeira, mas deveras interessante, porque me levou a recordar uma das minhas séries de eleição que, tristemente, perdi. 

 

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