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Estórias na Caixa de Pandora

Pandora bitch

Não sou pessoa mimalha. Sou meiga com quem me merece a meiguice, mas não sou pessoa de distribuir abraços gratuitamente por aí, a quem conheço e desconheço. É preciso ir ganhando confiança para me dar mais, me mostrar mais, e claro, quebrar as barreiras e ser mais meiga. Mas não sou mimalha. 

Ter uma mãe que vive na vitimização constante, com a mania que o universo conspira contra ela, que tudo gira em torno da sua existência, deu-me cabo dos nervos, mas também me deu armaduras de gelo contra pessoas que passam a vida nas lamúrias, no ai que desgraçadinha que eu sou, ai que ninguém gosta de mim, ai que que ninguém se preocupa comigo, ai todos me ignoram, ai tadinha de mim.

Tenho algo que atrai as pessoas para desabafarem. Eu bem digo que noutra vida fui padre, a quem todos se confessavam. Mas uma coisa é estender a mão, dar o ombro, limpar as lágrimas a quem passa por um momento mau, mas que aceita ser motivado, que reage, que não fica ali, no fundo do poço, à espera que alguém lá vá dar colinho e tirar de lá. Outra coisa é andar meses a ouvir as mesmas queixas, as mesmas lamúrias, e então quando começam a soar os meus alertas de "pessoa com a mania que é vítima" eu começo a eriçar os pelos e a perder a pachorra. Pior é quando começam a atirar para todos os lados e para toda a gente, em estilo de "tudo e todos estão contra mim, não me entendem, blá blá blá".

A sério, não.

Gente que gosta de estar no charco só para ter atenção de todos, colinho de todos é uma cena que me afasta dessa pessoa. Não tenho mesmo paciência nem arcaboiço para os coitadinhos desta vida. Lamento.

 

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