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Estórias na Caixa de Pandora

Pandora de rastos

Se há adjetivo que me define nas últimas semanas é cansada. Íssima. Hoje passou de nível: ESGOTADA.

Hoje saí às 20h45. Tinha dito ao Gandhe que hoje tinha reunião de equipa, que deveria estar em casa às 20h15. Pois sim. Ele bem que enviou sms a pedir que eu avisasse quando saísse para pôr o peixe a grelhar. Ainda bem que o fez, senão comia o peixe frio. Estava a enviar-lhe sms a avisar que estava a sair e recebo um eufórico telefonema sobre um jantar que estava combinado para dia 22 de abril, sábado. Apeteceu-me cortar os pulsos. Amanhã tenho um jantar de despedida de um colega de trabalho (da minha anterior equipa) que se reformou. Nem imaginam o esforço que tive de fazer para dizer que sim. Porque tenho tanta vontade de ir como de furar os olhos com um prego ferrugento.

Sinto-me tão esgotada, mas tão esgotada que só quero sossego. Que me deixem em paz, que me esqueçam, que me deixem dormir, estar sozinha, em silêncio, sei lá. Odeio sentir-me assim. A falhar completamente com as pessoas. Mas não consigo ter forças para mais. Não sinto pontinha de energia para o que quer que seja. 

Alguém me ligue às máquinas, porque está difícil manter-me de pé.

A parte boa (ou não): continuo a emagrecer. Confirmado ontem em mais uma consulta na nutricionista. Podia rejubilar por ter perdido cms de anca e de cintura, por ter perdido peso. Podia. Mas isto é um dos reflexos do estado degradante em que me encontro... e isso não é propriamente motivo para júbilo.

 

 

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