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Estórias na Caixa de Pandora

Pandora em isolamento

Estou sem comunicações. Como é que, nos dias de hoje, se vive sem net, sem telemóvel, sem televisão??!!! Pois...

Ora, vou tentar controlar a vontade de só dizer palavrões e chamar nomes feios ao pessoal da NOS. 

Basicamente o que aconteceu foi: a fidelização do nosso pacote NOS terminava dia 13 deste mês. Renegociámos contrato, vimos outras propostas na concorrência, e analisadas as várias opções, decidimos mudar de operadora. Para o efeito, assinámos rescisão da NOS, com cancelamento de serviços agendado para o dia 13 de setembro. Atentem nesta data: 13 de setembro.

Pois que os filhos da puta decidiram cortar os serviços ontem, dia 21 de agosto. Três semanas antes do acordado. E nós, sem qualquer comunicação, que remédio senão rumar, numa tarde de domingo solarenga, para uma loja NOS, onde não resolvem merda nenhuma. Primeiro nem sequer sabiam explicar o porquê do cancelamento dos serviços com tanto tempo de antecedência, e guess what? Impossível anular. Para voltarmos a ter serviço teríamos de fazer novo contrato (ide para a rameira que vos pariu) e só ficaria ativo depois de 48h (estão a gozar com as pessoas, certo?). Munidos dos contratos, formulário de cancelamento, com datas e tudo bem explícito, nada mais a fazer que puxar do belo livro de reclamações, mandá-los encherem-se de moscas, e ir à loja da operadora concorrente, com quem já tínhamos assinado contrato, a solicitar antecipação da ativação de serviços. Vão instalar hoje, mas os cartões de telemóvel vão demorar um pouco mais por causa das portabilidades. 

Um domingo fabuloso, não?!

Pois... por acaso até foi, porque no meio disto tudo, acabei o livro de Isabel Allende que me andava a consumir horas preciosas para dormir. Ainda estou em ressaca literária, porque, independentemente de eu ser fã de Isabel Allende, este livro, O Jogo de Ripper, é genial. Surpreendente. Apaixonante. Sei lá, ainda estou a digerir aquele desfecho porque, mesmo eu tendo desconfiado desde cedo de quem seria o vilão, fiquei completamente boquiaberta com o desenrolar dos acontecimentos e o desfecho, com a exposição do assassino e seus motivos. Allende não é escritora de policiais, nem pretendeu que este livro fosse um policial, mas caramba, já li policiais sem metade da qualidade narrativa, das peripécias, do suspense, da trama bem intrincada, sem qualquer preocupação pela psicologia forense. Ainda estou alucinada com o livro. Allende no seu melhor, sempre a surpreender. 

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