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Estórias na Caixa de Pandora

Pandora, esta semana não há desafio de escrita criativa?

Há, pois!!!

O tema lançado para esta semana foi: espelho meu, espelho meu.

Tchiiiii que isto dá para desenvolver toda uma trilogia. 

Pois que dá, o tema é absolutamente delicioso e puxa à emotividade, à introspeção, a uma viagem pelo tempo, pelo ser, pelo íntimo. E sim, tudo isso me passou pela cabeça. Escrever sobre o tempo que passa e fica gravado na pele que vemos refletida no espelho.

Mas aqui a menina Pandora gosta de sair da caixa e ir pelo menos óbvio e expectável, o que decide fazer? Um poema. Ora, logo aqui saio totalmente da minha zona de conforto. Poesia não é, de todo, a minha praia na escrita. Mas escrevi um poema? Sim. Um poema daqueles de puxar o lenço e fazer chorar as pedras da calçada? Não. Um poema paródia, que se estou a sair, por um lado, da minha zona de conforto, que haja alguma coisa onde me sinta confortável. E em situações adversas eu vou pelo humor. Ora atentem lá na minha (parca) arte de versejar:

 

Espelho meu, espelho meu

Que mal te fiz eu?

Logo pela manhã, sem estar desperta,

Olho-te e levo um susto que me aperta.

 

Serei sonâmbula?

Deambularei pela casa sem destino?

Olho-te e vejo uma cara cor de lula,

E um cabelo em perfeito desatino.

 

Devo enfiar os dedos na tomada

Para acordar com esta fronha nada engomada.

Esfrego os olhos neste susto

Miro o reflexo deste busto.

 

Viro-te as costas com indiferença.

Vou mas é comer para acordar,

Ganhar cor e bem parecença.

Mas se me voltas a assustar…

 

Espelho meu, espelho meu

Nem sei que te faça eu.

O martelo ao Musga vou buscar

E mando os sete anos de azar cag…(ao) ar!

 

 

Nota: Musga é outro colega do grupo que, entretanto, partilhara o seu texto onde ameaçava o seu espelho com um martelo. Nitidamente, recorri a um jogo de intertextualidade. 

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