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Estórias na Caixa de Pandora

Pandora, respira!

Comprei (comprámos) carro novo, é um facto. Tivémos o mesmo carro durante 11 anos, foi comprado com 3 anos. Teve os seus problemas, alguns arranjos dispendiosos, mas no geral foram 11 anos bem usados e gozados com a viatura. A decisão do carro novo foi tomada para aproveitar não só o desconto de funcionário do Gandhe, como uma campanha promocional nos últimos meses de 2015, já que o modelo em questão vai ser atualizado. Nos próximos 5 ou 6 anos não teríamos oportunidade igual, de comprar o carro que comprámos, pelo valor que o conseguimos. Portanto, arriscámos e investimos. Não somos pessoas de trocar de carro constantemente, por isso que este dure tanto ou mais como o que tínhamos, e que vendemos, em bom estado, para dar entrada no novo. Não comprámos nenhuma bomba, um carrão xpto de encher os olhos como se tivéssemos ganho a lotaria do natal. Comprámos o que gostamos, dentro do que havia disponibilidade de escolha e financeira. 

Mas vir trabalhar de carro novo dá logo azo a comentários e piadas. Vou fazendo os meus sorrisos amarelos, brincando quando acho que é mera brincadeira, ignorando quando é boquinha parva.

Hoje temos jantar de equipa. O colega ranhoso cá do sítio, que tem um carrão bem superior, perguntou-me se logo lhe dava boleia para o jantar. E eu fiquei indecisa na resposta a dar-lhe:

a) comprei um carro, não um táxi;

b) quando eu tinha o meu bolinhas de 14 anos nunca me pediste boleia (e já tivemos almoços e jantares de equipa);

c) e se fosses à merda?!

Limitei-me a responder-lhe, com o tom mais irónico que consegui, que o meu novo carro é como os japoneses: os sapatos ficam à porta.

Para bom entendedor, meia palavra basta.

 

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