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Estórias na Caixa de Pandora

Perceber, até percebo, mas custa a engolir!

Desde que terminei o curso que já trabalhei em muitos sítios. Pronto, alguns, vários. A recibos verdes, a contratos por empresas de trabalho temporário, e tem sido esta a saga.

Atualmente estou por regime de outsoursing. A alegria de me terem prolongado a estadia depois do termo do contrato nunca é completa, porque é sempre na alçada do serviço externo, prestadora de serviços, blá blá blá. Há anos que digo, meia a brincar, meia a sério, que para trabalhar visto a farda completa, mas para as regalias, não sou da empresa, não posso vestir a camisola. Não tenho direito. O meu vínculo contratual não é na empresa onde pico cartão todos os dias, cumpro horário e funções. 

Portanto ao longo dos anos foi-se tornando banal aquela coisa de só haver formações para colaboradores, os externos não podem. Cabazes de natal, jantares de natal, só para colaboradores, externos não são da empresa. 

Foi com grande surpresa que, quando entrei na atual empresa onde trabalho, vi que os temporários e externos eram convidados para a festa de natal, para o dia de aniversário da empresa, e levavam cabazes de natal iguais aos de todos os colaboradores. Fiquei deveras surpreendida. Nunca tinha tido esse direito antes.

Mas eis que este ano a política mudou, e volto a ser a prestadora de serviços externa que não tem direito a cabaz de natal.

Nada que já não tivesse vivido antes. Nada que não entenda, porque entendo: estas coisas são da empresa para os colaboradores, eu e outros colegas somos externos, o nosso vínculo contratual é com outra empresa.

Mas caramba, estou a sentir-me a criança a quem deram um doce e agora o arrancam das mãos.

Mais uma para a minha "coleção especial" de Natal: Christmas fucks

 

 

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