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Estórias na Caixa de Pandora

Pandora e o Halloween

Chegar a casa de um dia cansativo, acompanhado de bad mood. A preparar-me mentalmente para mais uma sessão de terapia ao braço, a última, em princípio, já que recuperei muito bem, e o problema que agora persiste não é da tendinite, e ter o Gandhe a dizer: olha, que dizes de irmos ver o Inferno?

Ahhhhhh que doçura nesta noite de travessuras. Ainda mais porque me agarrei às pipocas. Muuuuuuaaaaaahhhhh!

 

A Rapariga no Comboio, o filme

Li o livro há pouco mais de um ano. E gostei bastante. Quando soube da adaptação ao cinema, confesso que fiquei com muita vontade de o ir ver, acima de tudo pela curiosidade de ver como iam pôr na grande tela aquele enredo tão intrincado que nos é narrado na primeira pessoa por três vozes diferentes. Achei que o filme se ia centrar muito na parte da investigação criminal, e essa seria a linha condutora do enredo. Não podia estar mais enganada. 

Tal como no livro, o que mais gostei no filme foi conseguirem manter as perspectivas das três personagens narradoras. Para quem leu o livro, facilmente perceberá que estamos perante o mesmo esquema: o ponto de vista de cada uma das personagens nucleares, Rachel, Megan e Anna, que nos vai revelando os pormenores de uma trama, num desenvolvimento tenso dos acontecimentos. 

Gandhe não leu o livro, obviamente não lhe contei a história, e ele gostou bastante do filme. Não é um filme de ação, a dita investigação policial é muito secundária no filme, tal como o é no livro, já que não é pela investigação policial que vemos o desenrolar dos acontecimentos e chegamos à revelação do mistério.

Tendo em conta que a minha memória do livro não é assim tão fresca, considero que o essencial do livro está bem adaptado no filme. Emily Blunt faz uma performance soberba no papel de Rachel. O pormenor de terem alterado o cenário de Londres para os EUA não altera, tão pouco influencia, a intriga. Portanto não vejo grande relevância nesse aspeto quando leio as críticas ao filme sobre esse detalhe. 

Acredito que quem tenha a memória do livro bem mais fresca vá encontrar mais "defeitos" no filme. Mas há que ter em consideração que um livro tem sempre mais, muito mais detalhes e subtilezas que um filme, e nem sempre é fácil passar isso para o grande ecrã. Portanto, gostei muito do filme, achei a adaptação bem conseguida e destaco, sem sombra de dúvida, a performance de Emily Blunt. 

 Independentemente se leram ou não o livro, vão ver o filme. Vale a pena! 

 

 

Ah, o fim de semana prolongado!

Está quase a acabar e é tempo de aproveitar o restinho que sobra para descansar.

É que por estes lados o fim de semana foi em modo non stop.

Na sexta rumámos um grupo de amigos a Montemor para um jantar surpresa de aniversário. A aniversariante andava desconfiada, mas ainda assim, viu a casa inundada de familiares e amigos e foi bem divertido. Deitei-me a passar das 3h da manhã.

Sábado foi dia de limpezas e arrumações, aproveitei para dar uma boa geral ao quarto/escritório e pus o homem a destralhar coisas que guarda e acumula e me faz arrepios de nervos com tanta tralha e tralhinha que consegue juntar. À noite fomos ao cinema:

Eu já tinha visto a Branca de Neve e o Caçador, e tirando a enjoadinha da Kristen Stewart, gostei muito. Adorei este, o argumento foi muito bem encaixado no do filme anterior, sem se prender a ele. Jessica Chastain e Emily Blunt estão soberbas, Charlize Theron é magnífica, e apesar de não aparecer muito neste filme, a sua performance é arrebatadora, ou demoníaca, como preferirem. Uma rainha maquiavélica absolutamente fascinante. Gostei do argumento, dos momentos de humor, gostei da ligação com o filme anterior. Enfim, quando vou ao cinema é para me distrair e entreter e foi um ótimo filme. A banda sonora e a fotografia do filme são fascinantes. Um épico com toques de humor, fantasia, emoção e humanidade. 

Domingo foi dia de rumar um pouco mais a norte e almoçar com amigos com quem já não estava à meses. Boa comida, boa companhia, boa conversa, o primeiro gelado do ano, a primeira caminhada junto ao mar do ano, e vai a menina de decote que estava calor e fica bronzeada no colo. Estou com bronze à trolha, diga-se. 

Para terminar em beleza, hoje rumámos depois de almoço novamente ao cinema. Desta vez para um filme mais ao gosto dele, mas que também aprecio. 

Um elenco cativante, uma pena Ryan Reynolds não ter mais tempo de cena, que aquilo é de encher as vistinhas, adiante... Kevin Costner como há muito não o via num papel tão bom. O argumento muito bem conseguido para aquilo que se podia prever "mais do mesmo". Neste filme o que mais sobressai é, sem sombra de dúvida, a performance de um fantástico Kevin Costner. Que papelão ele desempenha.

 

Agora, se me permitem, vou ali descansar o esqueleto, que eu bem queria mais um dia de folga, mas não pode ser. Amanhã o despertador toca cedo e a rotina semanal recomeça em força.

 

As Cinquenta Sombras de Black

Na sexta à noite fui ver o filme com o Gandhe, que não viu As Cinquentas Sombras de Grey, e os amigos com quem fui ver o original.

Paródia do princípio ao fim. Uma paródia essencialmente ao filme As Cinquenta Sombras de Grey, mas não só. É também uma sátira, no melhor humor negro (ah ah ah) ao próprio racismo, às ideias pré concebidas dos hábitos de gente branca e gente negra. 

Se quiserem uma daquelas idas ao cinema para rir de disparates, de coisas completamente non sense, sim, este é o filme. Não esperem um humor inteligente, não é. É uma paródia, mais que sátira, que usa um pouco dos lugares comuns (não estivessem eles no filme original) que caem um pouco no brejeiro e ordinário. Mas vale a pena, pelas gargalhadas que nos faz dar. 

 

 

Pandora e os domingos

Pois que este domingo não fugiu à regra dos anteriores. Pela manhã aqui a Pandora anda em modo fada do lar: é fazer a sopa para a semana, é fazer um almoço mais caprichado, e em quantidade para marmitas, é pôr roupa a lavar, passar a ferro a que já estiver seca, é enviar Gandhe ao supermercado com a lista de compras, mas estar atenta ao telemóvel, que ele vai ligar com dúvidas ou perguntas absurdas. 

Depois foi almoçar nas calmas, degustar uma bela taça de morangos para sobremesa, deixar o homem arrumar a cozinha enquanto me instalava no sofá com a gataria. Ontem ouvia-se um desfile carnavalesco qualquer a passar perto. Aninhei-me ainda mais debaixo da manta, mexendo-me o menos possível para não incomodar os gatinhos. E depois vem o Gandhe e escolhemos o filme para nos preencher a tarde. Ontem, na galeria do Showbox, escolhemos o filme O Caso de Spotlight. Grande elenco. Grande enredo. Grande filme. O filme está muito bem construído, focando a equipa de jornalistas que investigou e pôs a descoberto um dos grandes escândalos da Igreja Católica, logo ali, no virar de século, pouco depois do marcante 11 de Setembro de 2001. O enredo não está, por isso, tão focado nas histórias dos abusos, nas vítimas e nos pedófilos, mas sim na equipa de jornalistas e a sua crescente investigação e descobertas. Uma vertente muito humana dos jornalistas, mas que apesar de toda a revolta e conflito interior que iam vivendo, mantiveram-me extremamente profissionais, procurando provar tudo o que tinham em mãos, com factos, testemunhos e documentos.

Gostei muito do filme.   

Ainda não foi este fim de semana que fiz os scones, uma receita de uma amiga, mas estive a fazer um tabuleiro de granola para os meus snacks de iogurte ou fruta, um tabuleiro que me rendeu uma boa dose de granola para os próximos tempos.

Ao fim da tarde a cozinha perfumou-se de cheiro a canela, mel e frutos secos, croissants de massa folhada e chá de jasmim que fizeram as delícias do nosso lanche.

Gosto destes domingos... 

Adeus janeiro

No último fim de semana do mês, despedi-me de janeiro tal como o iniciei. Pijama e tardada no sofá. Vimos o filme Regressão, pelo Showbox. Lanchámos regueifa doce com chá (ainda não foi desta que fiz os scones). Adormeci a meio do primeiro episódio dos X-Files. Vi os episódios que me faltavam das novas temporadas de Scorpion e Mentes Criminosas.

Experimentei uma receita nova de salmão com batata doce e adorei. 

No sábado andei a limpar o teto e as paredes da casa de banho da suite. Lavei o terraço. Andava numa de esfregar tudo o que me aparecesse à frente. Mas acabei por não ter assim tanta energia. Para o almoço ele trouxe sandes de porco no espeto. Lambuzámos os dedos e acompanhámos com uma mini. 

O sol escondeu-se. Não houve sol no fim de semana. Também não houve chuva. 

Em janeiro coloquei 8€ na lata das moedas, li metade de um livro, que sim, estou a adorar, mas leio conforme o tempo e a vontade, que infelizmente não tem sido muito para as leituras.

Agora venha fevereiro...

 

 

Magic Mike XXL

 

 

Ontem foi um dia cheio de imprevistos e stresses. Mas o cinema com as meninas manteve-se e foi extremamente divertido.

Mais divertido e cómico do que pensava, um argumento simples, mas bem sucedido, o filme não desilude. Deu para largar umas boas gargalhadas e para ficar a babar com a performance final dos jeitosos.

Jada Pinkett Smith esteve soberba e fez-me lembrar a sua personagem Fish Money em Gotham, mas mais soft. Channing Tatum no seu melhor. Joe Manganiello num papel bem divertido, que tanto nos faz soltar umas boas gargalhadas, e uns grandes suspiros também. 

O filme ideal para se ver com amigas, numa ida ao cinema para descontrair e divertir.