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Estórias na Caixa de Pandora

A honestidade das crianças

Ontem, na minha estreia como runner, lá sigo em trupe com a minha amiga, o labrador dela e a irmã de 7 anos, que está acima do peso e precisa de perder uns quilitos, a bem da sua saúde. Diz-me a catraia, que já se sabe como é a canalha, diz sempre a verdade e tem olhos nas pontas dos dedos:

- Tu tens a barriga lisinha (e passa a mão na minha barriga), já o cu tá gordo (e põe a mão no dito cujo).

Ah, as crianças não mentem!!

 

Chego a casa e pergunto ao Gandhe:

- Olha lá, tenho o cu grande?

Resposta:

- Tens, mas eu também tenho a mão grande!

 

Ah bom, já me sinto melhor.

{#emotions_dlg.snob}

 

Quanto à minha estreia, estou viva, inteira e sem grandes dores. Verdade que foi mais caminhada em passo acelarado, com um ou outro sprint pelo meio. Para começar, uma horinha e sem chegar ao fim de bofes na boca ou com dor de burro. Até estou bem a nível de resistência, tenho é de tratar do cu gordo. {#emotions_dlg.angry} 

 

Ontem, na aula de dança

O professor quis ensinar um  novo passo às meninas, daqueles todos cheio de styling, excessivamente artísticos para nós, simples amadoras e nada aspirantes a bailarinas profissionais. Ensinou duas versões do passo: a simples e a versão com salto. Bem, às páginas tantas parecíamos uma manada de póneis enfurecidos, aos pinotes e a mandar coices. 

 

Diz que hoje começa a corrida. As sapatilhas que comprei online já chegaram (tão fofinhas, vêm destruir a minha teoria sobre as sapatilhas de corrida serem dolorosamente feias). Não há desculpas. Se o S. Pedro não se lembrar de vazar a nuvem, hoje estreio-me no "maravilhoso" mundo do running. Vamos lá ver se sobrevivo para contar a estória.

 

Posso sempre enriquecer a corrida com o passo de dança que aprendi ontem. Certamente quem me vir vai pensar que estou possuída por um qualquer espírito de pónei selvagem, indomável, enlouquecido. 

 

 

A culpa não é minha

Ah e tal, era suposto começarmos a correr amanhã. Pois, com esta chuva, é já a correr que vou correr. 

Yada yada yada

 

Isto promete.

 

Mas em minha defesa, já ando a tratar da logística necessária:

  • bolsinha para andar à cintura com telemóvel, chaves e o que for mesmo indispensável (será que dá para colocar a vontade também lá dentro?);
  • sapatilhas de corrida encomendadas (vai para 6 anos que não compro umas sapatilhas e as que tenho são mais de ginásio, próprias para indoor);
  • e chega, que umas calças de fitness ou os leggings de desporto e uma t-shirt servem bem para ir dar umas corridas. Era o que me faltava começar a comprar equipamento xpto... tá bem, abelha. 

Hoje é dia de aula de dança. Mas confesso que, adoentada como estou, com 4 horas dormidas no lombo (puta da insónia de domingo à noite) a vontade de arrochar no sofá, a ver os episódios que me faltam de uma série que descobri este fim de semana, é grande demais!

 

Mantra a repetir: o sofá não favorece a celulite que tenho colada ao rabo; o sofá não favorece a celulite que tenho colada ao rabo; o sofá... aaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrggggggggghhhhhhh!!!! Que se piiiiiii a pu-iiiiiii da celulite!

 

 

Só acredito vendo

Esta semana quase que fui a um ginásio, arrastada por uma amiga, para me inscrever.

Mas céus, eu odeio ginásios. Eu não aguento 3 meses num ginásio, fechada, cheios de corpos transpirados, ar abafado, a sofrer horrores para conseguir respirar e no dia seguinte até os fios do cabelo doem. Odeio ginásios porque são caros e acho um desperdício de dinheiro. Para mim, que odeio ginásios. Há quem goste e faça bom uso do dinheiro que lá investe. Não é o meu caso.

Tanto rabiei, torci o nariz, argumentei, que acabei por ceder a outra proposta da minha amiga, que anda comigo nas danças e diz precisar de mais exercício (e eu concordo). Vamos correr. Nos dias que não temos danças, vamos correr.

Ai que se me deu uma coisinha má. Eu?? Correr??! A ser verdade, é o fim do mundo em cuecas.

Olha eu a correr. Ahh ahhhh ahhhh vou só ali rebolar um bocadinho, sim?!

 

Pronto, voltei. Ah, chega de mariquices. Correr é de borla. E faz bem às pernas e à bunda, à puta da celulite, dizem que faz bem à mente e eu vou acreditar que sim, que vou permitir que essa boa sensação me invada e eu não sinta as dores nas pernas, nos pés, no abdómen, a dor de burro, a falta de ar, o olhar esgazeado e a vontade de bater na doida que me levou a dizer "sim, vamos correr!"

 

Em minha defesa, entre  ginásio e o ir correr, eu que odeio ginásios, a escolha era óbvia. Ah, e é de borla. 

 

Eu? Correr??!