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Estórias na Caixa de Pandora

Dúvidas que me assolam a mente por alguns segundos

Blá blá blá alimentação saudável. Hashtags como #foodlover, #eatclean ou #healthyfood pululam por essas redes sociais afora. É a euforia. 

Alimentação saudável tenho eu desde que me lembro ser gaiata e passar a vida em hospitais por causa do refluxo gastroesofágico e das crises de fígado e vesícula. Comer muita fruta e legumes, carnes magras e peixe, grelhados e cozidos, pouca gordura, tem sido a minha sina desde tenra idade. Mas pronto, vale-me a febre do momento para procurar receitas diferentes e saudáveis para poder variar a alimentação. Só que ou muito me engano ou a malta do #eatcleanandhealthy só come ao pequeno almoço e nos lanches pré treino e pós treino. Almoços e jantares, hã?? O que é esta gente mega saudável come? Só encontro muitas dicas e ideias de panquecas, papas de aveia, snacks low carb e free sugar.

Agora almoço e jantar, comidinha do bem no prato, isso é raro encontrar. Eu sei que o pequeno almoço é a refeição mais importante do dia, mas não é a ÚNICA, certo? Até porque já toda a gente percebeu que passar fome e fazer longos períodos de jejum não faz bem nem emagrece. 

 

Sopa

É muito saudável comer uma sopinha ao almoço, não é?!

É.

Depois é que vem o problema. Fico com uma fome que como este e o outro mundo. Já perdi a conta às bolachas que marcharam e acabei de comer uma mega fatia de bolo de chocolate que a menina do bar fez.

E também comi a gelatina e o iogurte que trouxe para o lanche.

 

Segurem-me que acho que hoje janto uma francesinha. Picanha... e isto porque não estou perto de Alvarenga, senão agarrava-me ao bife!

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Sopinha ao almoço, hã?! Belo resultado!!

 

 

A saga dos jantares vegetarianos

Esta semana Gandhe tem de fazer 5 jantares só à base de legumes. Nada de proteína nem hidratos.

Porquê este castigo?

Ora bem, ele durante anos praticou desporto, era jogador federado e aquilo era treinos todos os dias e jogos ao fim de semana. Por vicissitudes da vida adulta e profissional, quando foi trabalhar para o turno da noite, foi-se o desporto. Algumas tentativas de ginásio, mas que saíam sempre furadas, porque ele gosta pouco de ginásios. Gosta mesmo é de desportos de equipa. Ainda se meteu a fazer BTT com colegas do trabalho, mas os horários incompatíveis fizeram-no abandonar esse hobbie.

Resultado: engordou e não foi pouco.

Lá se foi convertendo a uma alimentação mais saudável, a acompanhar-me em refeições com legumes, saladas, mais peixe e carnes brancas, habituou-se à sopa. O problema era a quantidade de comida ingerida e os snacks entre refeições.

Há quase dois anos decidiu voltar ao ginásio. E depressa começou a desmotivar, porque a ideia que bastava lá ir fazer uns treinos e emagrecia estava errada. Lá o convenci a ir à nutricionista que me acompanha, e ela, de acordo com os horários dele, com as rotinas e os dias de ginásio, estabeleceu-lhe planos de refeições completos, com horários definidos. Os resultados não tardaram a aparecer, e ele até ganhou novo animo para o ginásio.

Entretanto teve um problema muscular, depois mudou de horário, e ficou difícil encaixar o ginásio na nova rotina. Novos planos alimentares, novos horários de refeições, mas faltava o exercício físico. Eu dava-lhe na cabeça porque andava a pagar e não ia ao ginásio, ao menos tomar banho, que poupava água em casa. A nutricionista a dar-lhe na cabeça porque o corpo dele reage muito bem ao exercício físico, e se queria recuperar os resultados de outrora, teria de voltar aos treinos. E voltou. Há dois meses que regressou ao ginásio e tem andado atinadinho.

Esta semana, por motivos profissionais, não pode ir ao ginásio, e como ainda não recuperou peso e as medidas, esta semana a nutricionista prescreveu-lhe este plano com jantares só de vegetais, para que não houvesse retrocessos.

E assim me vejo na aventura de andar a criar refeições vegetarianas. Com algum gozo, confesso, principalmente porque o desgraçado come mas falta o que ele gosta. 

Ontem fiz abóbora assada no forno com batata doce, acompanhei com espinafres salteados. E o homem suspirou por uns lombos de salmão grelhados que ficavam ali tão bem.

 

O karma é tramado!

Quando, para sair da rotina alimentar, variar um bocadinho, decido fazer um jantar assim livre de proteína animal, a privilegiar os legumes e a dar azo a receitas vegetarianas, o homem tem destas saídas

Mas o karma é tramado e vai que no plano alimentar para uma semana a nutricionista prescreveu cinco, CINCO jantares só com legumes.

A saga começou ontem. Fiz uns brócolos salteados com cogumelos, uns temperos, no fim polvilhei com pinhões e estava uma delícia. 

Ele lá dizia que faltava qualquer coisa. Se calhar era por faltar qualquer coisa que ele se serviu por três vezes. 

 

 

 

Castigo?

Comia eu os dois últimos oopsies ao lanche e terminava com uma gelatina de limão. Pela mente passavam-me imagens de natas, polvilhadas de canela. O bar mesmo ali ao lado. Teria ainda natas? Não teria? Não fui ver. Resisti, com pouca devoção, à tentação das natas, caso as houvesse. Mas enquanto degustava a gelatina amarela com sabor a limão, não sei como, nem porquê, eu estava a pensar nas natas, e foi-me gelatina pela fossa nasal acima.

Amanhã se o CM noticiar uma pessoa que espirrou e largou gelatina amarela pelas narinas, sou eu!

Entretanto a ideia das natas esfumou-se. 

 

Falta-me o ferro

Associei este cansaço extremo ao muito trabalho, à rotina preenchida, aos dias em contra relógio. 

Hoje queixei-me deste cansaço extremo, desta falta de energia, de vontade, de apetite, de conseguir estar atenta ao que quer que seja, à nutricionista. Ligou-me lá ao aparelhómetro que mede vitaminas e nutrientes, e pumba, défice de ferro.

Ora, não é novidade. Tenho défice de absorção de vitamina C e, por consequência, de ferro. E, como já tenho partilhado por aqui, os meus cuidados alimentares devem-se essencialmente por motivos de saúde e bem estar, já que o meu calcanhar de Aquiles é todo o sistema digestivo. Começa com um refluxo gastro esofágico, vesícula e fígado sensíveis, e termina nuns intestinos que funcionam mal. Com experiências em planos alimentares, exames e testes a intolerâncias alimentares fui percebendo como a alimentação pode ajudar a sentir-me melhor e influenciar o meu bem estar e potenciar o funcionamento regular do meu aparelho digestivo. 

Ainda assim, uma pessoa tem cuidados redobrados, diminui glúten e lactose para não irritar intestino, come peixes e carnes brancas, que são melhor tolerados pelo intestino, diminui citrinos e ovos para não desencadear crises de vesícula ou fígado, consome com moderação certos e determinados alimentos, para não desencadear crises de intestino, varia nos legumes e frutas para não saturar o organismo de certos nutrientes, ainda assim, tem uma colite e redobra os cuidados. Agora toma lá, pessoa tem de comer aquilo que por norma lhe vai provocar sintomas pouco agradáveis nos intestinos, mas tem de ser para recuperar níveis decentes de ferro e vitamina C. 

Como dizia a minha avó, não é do cu é das calças. 

E com o estado de espírito com que estou, apetece-me rosnar a esses fundamentalistas da alimentação que crucificam glúten e lactose e o diabo a nove, quando certamente não têm qualquer problema do foro digestivo ou sofrem de alguma intolerância alimentar. Eu diria que a intolerância é na massa encefálica, mas pronto. 

Portanto, nos próximos tempos a missão é ingerir ferro. Estou seriamente a pensar tomar medidas drásticas. Em vez de ir ao supermercado, vou a uma loja de ferragens, em vez de ir ao talho ou ao mercado, vou ali a um ferro velho escolher umas boas peças de ferro, regadinhas a sumo de limão, marcham que é um mimo.

Lá estou eu a tentar brincar, mas a verdade é que ainda tenho presente esta experiência, e não foi fácil. E depois de repetir o teste às intolerâncias tive uma longa e detalhada lista, com níveis em percentagem, dos alimentos que tenho maior ou menor capacidade de tolerância. Baseada nesse teste, alterei algumas coisas na alimentação, sem fundamentalismos, porque também não é necessário. Mas aborrece tanto cuidado e volta e meia ando com crises, ou, como agora, ando bem de uma coisa, pioro da outra.

E já agora que o tema de conversa é sobre vitaminas, S. Pedro, ouve-me: estamos todos fartos de H2O. Vê se mandas vitamina D que também é necessária para o sistema imunitário. Agradecida!