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Estórias na Caixa de Pandora

Já se acabou a isenção do IMI

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E depois de me sair um foda-se bem expressivo, ainda que pouco libertador, penso que se atualmente num T2 tenho de pagar aqueles valores, que valores teria de pagar se avançasse daqui a um ou dois anos para a compra de uma moradia. Safoda a moradia. 

Ah, mas uma moradia é mais... é mais, pois. Mais espaço para arrumar, limpar e acumular tralha, mais despesas e gastos, mais trabalho, mais impostos. Sonhamos com uma moradia com jardim, zona lounge com churrasqueira para umas belas churrascadas e tardes de puro deleite. Sim, a expetativa. A realidade é andar a cortar relva, limpar, arrumar, regar, varrer. 

Ainda me estou a tentar recuperar do susto que levei quando vi o valor do IMI para pagar. Mas que já serviu de um belo de balde de água fria aos sonhos/projetos para o futuro, já. E ando numa fase em que é notícia de merda atrás de notícia de merda. 

A sério, vai dar para respirar em breve, ou ainda vem aí mais merda?

 

Karma is a bitch, take 2

Na quinta abri a newsletter da Mango. Promoções primavera. Os botins pretos que tinha guardado na wishlist estavam em promoção. Bolas, uns botins pretos como eu procuro, em pele, por 29,99€ não pensei duas vezes. Safoda, encomenda feita, pagamento feito. Aguardava mail para os ir levantar à loja. Pois que no dia seguinte recebo um mail, sim, mas de aviso de reembolso feito. WTF??? A porra dos botins no tamanho 35 ficaram indisponíveis. É a primeira vez que tal acontece com encomendas online na Mango, e confesso que sou cliente habitual. Mas pronto, uma falha na gestão de stocks, mas o reembolso foi de imediato feito, menos mal.

Fiquei foi sem saber se havia de rir, chorar, dizer palavrões... ou chorar a rir enquanto proferia impropérios.

O karma não quer mesmo que eu gaste dinheiro. Está visto. Resta saber se a mensagem que me recuso a ler na subtileza das entrelinhas é que eu não posso gastar dinheiro comigo porque me espera uma bomba relógio nas mãos que me pode pôr a gastar (muito) dinheiro por causa da falta de responsabilidade de outras pessoas. Lá diz o Zé Povinho que quem se fode é o mexilhão. 

 

Pandora Kahlo

Se há coisa em que sou muito comichosa é com pêlos. Odeio pêlos. Onde pude, já fiz laser e já me livrei da grande maioria. Mas as sobrancelhas são aquele calcanhar de Aquiles, não encontrei sítio que as faça a laser, o motivo é óbvio: segurança. Então resta-me a pinça, esse fabuloso instrumento de tortura chinesa.

Problema n.º 1: odeio pêlos, logo ando sempre de pinça na mão a tirar os sacaninhas que aparecem fora das sobrancelhas delineadas.

Problema n.º 2: volta e meia lá vou fazer as sobrancelhas à esteticista, para ficarem bem feitinhas, mas como ando sempre a arrancar pelitos que vão nascendo, a coisa controla-se até certo ponto.

Problema n.º 3: perco o controlo quando os pelos começam a aparecer desenfreadamente, que eu sou moçoila de sobrancelhas fartas, e já não consigo arrancar só um pelito ou outro. Não, eu armo-me de pinça em riste e vá de desbastar.

Problema n.º4: por norma, o meu frenético desbastar dá merda, ou para ser mais explícita, é normal acabar com as sobrancelhas diferentes. 

Solução: deixar crescer as sobrancelhas até ir novamente à esteticista acertar tudo bem direitinho.

Portanto agora ando aqui com uma espécie de sobrancelhas à Khalo, Frida Khalo. Adoro! (not really)

 

Karma is a bitch

Sexta feira saí tarde. Para não variar. Sexta feira quis ir afogar a neura e fui até à Seaside para ir ver, ao vivo e a preto, uns botins que tinha visto no site, mas só tinham a imagem na cor camel, e eu quero preto. Lá vou eu pimpona, passo a loja a pente fino e nada de encontrar botins. Como sou gaja prevenida, levei anotada num post it a referência dos ditos. Lá vou ter com a menina da caixa e pergunto se os tem em stock. Pois que não. E em preto no tamanho 35 só na loja de Vila Real. Ou então online. E eu que até sou das que faz compras online, e sim, já comprei na Seaside online, na verdade queria ver os botins ao vivo e em preto, que eu sou muito esquisitinha com calçado preto, deve ser por isso que o único par de botins que tenho em preto têm um salto agulha um tanto ou quanto alto para poder pavonear-me com eles no dia a dia e sentir-me confortável (já lá vai o tempo, oh se vai, que aguentava o dia todo e a noite em cima de uns stilletos). Depois também são assim pró chic coiso, e eu queria algo mais casual e com um salto médio/confortável. Pronto, eram estes:

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Depois pensei cá com os meus botões que isto era uma mensagem clara do karma: Pandora, parvalhona, deixa lá os botins que a primavera está à porta, compra mas é as sapatilhas prateadas da Stradivarius que tanto gostaste.

E Pandora ouviu o karma. No sábado arrasto o homem até ao centro comercial, entro na Stradivarius e procuro, qual radar de antenas no ar, as ditas sapatilhas. C'orror! Aquilo é uma mísera tela, as estrelas perfuradas, são muito giras, sim senhora, mas é ventilação aberta permanentemente. As desgraçadas das sapatilhas nem forradas são para valerem o preço, e Gandhe remata com um sensato: isso é muito lindo em novo, começas a usar, começa a ficar com as marcas onde dobram e não me admiraria que acabassem por abrir. Ah e esse metalizado quando começar a ficar com marcas de uso e riscos também deve ficar muito lindo. 

Ah, a sabedoria fashionista do gajo a ceifar qualquer devaneio consumista da gaja.

Já numa de #quesafoda, vou até à loja de desporto, única em Aveiro, que tem os modelos Originals da Adidas. Os meus olhinhos brilharam quando bati de caras com as Adidas Superstar white/gold. Ahhhh e modelo júnior. A luz ao fundo do túnel. Pergunto pelo tamanho mais pequeno disponível. 36. Experimento na mesma. Pois que as putas ficam-me grandes, bem podia deixar crescer as unhas dos pés. Respiro fundo 33 vezes e pergunto qual é o tamanho mais pequeno que existe naquele modelo, assim em jeito de tira teimas. 35 1/2. Yeah. O meu tamanho, quase. E há? Não temos. Pois, não têm eles nem encontro em mais lado nenhum, fartinha que ando de rastrear essa internet. O 36 encontro, um pouco a custo, mas encontro. Mas 35 1/2, escafodeu-se!

O karma, esse grande camelo armado em parvo: uma gaja aqui a querer gastar dinheiro numa compra fútil, e nada do que eu gosto e quero há disponível. 

Regresso à ideia dos botins. Vi uns na Mango que também lhes pisquei o olho: pretos, salto médio, em pele, preço simpático.

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Vejo disponibilidade em loja, porque isto de calçado preto sou esquisitinha, já disse, e queria realmente ver ao vivo e a preto. Pois, preto na loja de Aveiro não há. Podia haver num qualquer tamanho, só queria mesmo vê-los ao vivo para decidir sim ou não e encomendava o meu tamanho online. Assim, ou dou ouvidos às mensagens insistentes deste karma armado em forreta, ou arrisco a encomendar online, não gostar, devolver, e sinceramente, ando sem pachorra (e tempo) para esses trabalhos. 

Agora lixado, lixado (com F grande) é quando uma pessoa anda curta de € e tudo o que vê gosta e serve. Que pariu!!!

Ontem, para ajudar à festa, estive todo o dia, desde que acordei até que me deitei, com uma enxaqueca daquelas. Até tonturas me dava. Assim que pude estiquei-me no sofá, Gandhe pôs o Machester by the Sea que eu tanto queria ver, e o filme é tão bom mas tão bom para dormir, que adivinhem? Claro que adormeci.

Então e as coisas no trabalho, como vão?

Ahhhhhhhhhh uma pessoa pensa que está a apanhar ritmo, a despachar serviço, e hoje caem-me no mapa de trabalho mais não sei quantos processos novos. Aquilo é um poço sem fundo. Ainda por cima foi dia de alguns imprevistos, que me desviaram dos meus planos de trabalho para hoje. Uma pessoa bem tenta dar vazão, mas quer-se dizer, só se eu fosse uma espécie de centopeia, com 100 braços, para despachar tanta merda dentro do SLA completamente absurdo, tendo em conta tanto procedimentozinho da trampa, que só quadruplica o tempo que uma pessoa demora a despachar um assunto. 

Perdoem-me o vernáculo. É a TPM. 

 

Há publicidades e há verdades

Ora bem, vou começar já por dizer que estou danada. Portanto, não esperem um texto meigo, com subtilezas ou eufemismos. Aliás, a vantagem de ser uma blogger fora da ribalta é esta liberdade de poder escrever sobre o que penso, sobre as minhas experiências, sem ficar a dever nada a parcerias e companhias. E talvez por isto mesmo pretendo continuar a ser a ovelha tresmalhada deste rebanho, longe de parcerias e semelhantes. Lamento, leitores, aqui não verão passatempos e publicidades encapotadas. 

Vamos a factos. Meia blogosfera tem divulgado as maravilhas da plataforma ZORI. Subscrevi newsletter e ia acompanhando as campanhas promocionais. Longe de me encantar com marcas xpto a preço simpático, a verdade é que nesta demanda pelas prendas de Natal, acabei por prestar mais atenção às newsletters, e houve uma que me despertou interesse particular: brinquedos da Science 4 you. Encontrei dois artigos que eram perfeitos para oferecer às duas crianças, filhas de amigos, que tinha na minha lista. No mesmo dia que inicia a campanha, submeto a encomenda, efetuo o pagamento, e aguardo a entrega. Lamentavelmente, recebo um e-mail, alguns dias depois, com palavreado muito simpático, indicando que um dos artigos encomendados (e pagos) se encontra em ruptura de stock no fornecedor, sem data prevista de reposição, apresentando como solução a emissão de uma nota de crédito na minha conta cliente para debitar numa futura compra. 

Lindo! A sério. 

Há uma coisa chamada gestão de stocks. Em campanhas promocionais, regra geral, a promoção está limitada ao stock existente. E sublinho o existente. Parte-se do princípio que há um número de artigos disponíveis para venda naquela campanha, com aquele preço. Ora, vender, receber o valor da venda e esperar que o fornecedor responda ao volume de vendas é algo semelhante a eu ir ali sentar-me no sofá à espera que me saia o euromilhões sem sequer ter apostado.

Vamos aos bons exemplos, que felizmente os tenho. Sou consumidora de compras online. Uma das plataformas onde mais compro é a Mango online. Em alturas de saldos é normal eu sentar-me e, descansadinha da vida, andar a passear pelo site, ver artigos, ir adicionando ao carrinho, comparar preços, comparar artigos, refletir se a compra é válida ou se é mero consumismo, e quando finalmente me decido pelo que comprar e submeto a encomenda, já aconteceu receber no imediato a informação que um dos artigos adicionados ao carrinho já não se encontra disponível. Alguém foi mais rápido que eu no gatilho, arrecadou o último artigo em stock, e eu ou substituo por outro, ou submeto novamente a encomenda sem esse artigo, pago o que há disponível e recebo o que encomendei e paguei. Um boa gestão de stocks. Avisa na hora o cliente da indisponibilidade do artigo, evitando o transtorno do pagamento de um artigo que o cliente não irá receber, porque não há stock. 

Quando compro por catálogo, por exemplo Yves Rocher, faço a encomenda, se por acaso algum artigo que encomendei não vem por ruptura de stock, paciência, só pago o que vem daquilo que encomendei.

Portanto, é lamentável, e atrevo-me a dizer inadmissível, nos dias que correm, uma plataforma como a ZORI, que pelos vistos compra boa publicidade por esta blogosfera, vender artigos em campanhas promocionais não tendo real stock dos artigos apresentados. Uma coisa é ter 100 artigos em stock para vender na campanha. Outra é vender 500 e esperar que o fornecedor dê resposta. Se não dá, emite-se nota de crédito para o cliente voltar a comprar no futuro.

Permitam-me a opinião de consumidora, é uma forma um tanto ou quanto irresponsável de vender. Pelo menos para mim é, e estou no meu direito de me sentir totalmente defraudada e não tencionar voltar a recorrer a tal plataforma para compras. Por isso mesmo, já solicitei o reembolso imediato, porque não tenho qualquer interesse em ficar com valor empatado, quando agora tenho todo o transtorno de ter de procurar alternativa ao artigo que encomendei e paguei, já que o mesmo se destinava a um presente de Natal. 

Estou danada. 

 

I will survive

Não estou a contar os dias para o Natal, mas para umas mini férias. Ah se me apanho no dia 28 às 18h até penso que é mentira. Até lá carradas de trabalho. Hoje caiu-me mais uma tarefa em cima, daquelas que eu gosto à brava (not really). Um ficheiro que devia ter sido feito e atualizado com dados recolhidos ao longo do ano, que uns colegas começaram a fazer e a tratar, mas ficou parado, esquecido (convenientemente), e hoje o chefe lembra-se de me pedir resultados (valores) dos dados supostamente recolhidos nesse ficheiro. Não só pego numa tarefa "a meio", que nem a 1/4 está, como ainda tenho de limpar a merda que os outros fizeram do quase nada que fizeram. Lindo!

A par disso, há o trabalho diário a manter em dia, e que a bem verdade me ocupa as horas de serviço. 

As próximas semanas vão ser sofridas, cansativas, penosas. Ainda por cima vou ter formações pelo meio. Dias inteiros fechada numa sala de formação, o meu serviço à minha espera, mais o dos outros que devia ter sido feito e agora me caiu em cima. Apetece-me cortar os pulsos. 

Para ajudar, vai começar a saga dos jantares de Natal. É o das meninas da aula de ginástica já esta semana, é o da empresa, o dos amigos da dança, o da escola de dança, com um casal amigo... Não que não goste destes jantares, claro que sim. Mas para quem anda com os níveis de energia no limite da reserva, não sei onde vou buscar pedalada para tanto trabalho e eventos sociais. Isso e espaço para toda a comida que me espera. Chego a janeiro a rebolar.