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Estórias na Caixa de Pandora

Falei cedo demais

Sobre o baby shower... pois que já estou a torcer o nariz. Quem está a assumir o comando das tropas deve achar que está a preparar uma despedida de solteira com jantarada só para gajas. Em vez de fraldas e biberões ainda vamos ter a demonstração da mala vermelha, querem ver?!

Quem já esteve, participou, ajudou a organizar uma festa destas, por favor, informações: o que se costuma fazer, quem costuma participar/ser convidado, almoço, lanche ou jantar all night long (uuuhhhhhh caipirinhas)? Estou completamente fora destes assuntos.

Agradecida!

 

Haja paciência!!

Estar numa fila única para um balcão de atendimento ao público, a queimar precioso tempo da sua parca hora de almoço, e eis que a pessoa mesmo à nossa frente é conhecida da pessoa que está a atender e põe-se ali numa amena cavaqueira a pôr a conversa em dia, ah e tal, o seu filho o que faz, onde está... 

... até que alguém (eu) revira os olhos, olha impacientemente para o relógio e já se preparava para perguntar se aquilo era o balcão de um Banco ou de uma pastelaria.

Mas depois o karma, ah esse cabrão. Pois que afinal eu tinha de ser atendida pela mesma pessoa que me atendeu há duas semanas, mas de momento estava a almoçar. Ah que bom, a sério?! 

Entretanto chegou. E já estava ali com todas as vagaresas até eu dizer que hoje, ao contrário da última vez, não estava de férias, estava a queimar a minha hora de almoço e ao contrário de outras pessoas, não tinha almoçado e pelo andar do comboio era provável que não almoçasse. Fez-se luz. Lá encontrou o código do cartão, lá disse que o formulário com o pedido de reembolso das anuidades cobradas indevidamente tinha seguido e o reembolso devia estar para ser executado. Há duas semanas que aguardo que corrijam um erro, que como é óbvio, teve de ser reclamado para ser corrigido. 

Há dias que a paciência é uma cena que não me assiste. Hoje é um desses dias.

 

Já são dois...

Primeiro foi a máquina de café. Ao almoço funcionou perfeitamente, à noite nem pio. E isto em véspera de férias (em casa). Really? Andei a ressacar por falta de cafeína nos dias em que me afundei no sofá e me recusei a sair de casa (mesmo para tomar café... a trabalheira que dava tirar o pijama e vestir algo decente para ir à rua).

Por sorte a bichinha estava na garantia e lá foi ela. No dia em que nos emprestaram uma máquina de café, adivinhem? Nem mais. Recebemos mensagem para ir levantar a nossa. 

Ontem foi o aspirador. No dia anterior funcionou, aspirou, nenhum indício que fizesse antever uma anomalia. No dia seguinte, nem pio. Silêncio total por parte do bicho.

Agora vejam lá o que é uma casa com quatro gatos e eu sem aspirador?!! Pois... 

Por azar, a garantia já passou há muito. É ver se tem arranjo e compensa, ou ir, à pressa, comprar um novo. E qual escolher, dentro de um orçamento limitado nesta altura? E tinha de ser agora, que uma pessoa investiu em novo mobiliário? 

Será uma conspiração da casa a querer uma renovação total? Eu também queria, mas a conta bancária não permite.

Oh vida de pobre!!! 

 

 

Pavio curto

Ando de pavio curto. Não será novidade, dadas as voltas e mudanças da minha vida a partir de fevereiro e de como isso me afetou e me trouxe crises de ansiedade e stress ao mais alto nível. Mas pensava eu que estava a regressar à calma e ao meu equilíbrio, só que não. Ando sem paciência para merdices, reviro os olhos por tudo e por nada, às vezes dou por mim a refilar com os meus botões, hoje estava a atualizar o mapa de trabalho e aquela porra vai três vezes abaixo sem me guardar nada. Às páginas tantas solto uma daquelas asneiras feias... e um colega armou-se em púdico. Ai como eu adoro (not) aquela equipa de trabalho na qual fui despejada sem ser consultada se queria ou não queria. Quando preciso de ajuda, raramente recorro a esses colegas diretos, da mesma equipa. Oh cambada de hipócritas, tudo muito polido, armados em finos e importantes, cheios de ares superiores e entendidos em merda nenhuma. 

 

Já se acabou a isenção do IMI

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E depois de me sair um foda-se bem expressivo, ainda que pouco libertador, penso que se atualmente num T2 tenho de pagar aqueles valores, que valores teria de pagar se avançasse daqui a um ou dois anos para a compra de uma moradia. Safoda a moradia. 

Ah, mas uma moradia é mais... é mais, pois. Mais espaço para arrumar, limpar e acumular tralha, mais despesas e gastos, mais trabalho, mais impostos. Sonhamos com uma moradia com jardim, zona lounge com churrasqueira para umas belas churrascadas e tardes de puro deleite. Sim, a expetativa. A realidade é andar a cortar relva, limpar, arrumar, regar, varrer. 

Ainda me estou a tentar recuperar do susto que levei quando vi o valor do IMI para pagar. Mas que já serviu de um belo de balde de água fria aos sonhos/projetos para o futuro, já. E ando numa fase em que é notícia de merda atrás de notícia de merda. 

A sério, vai dar para respirar em breve, ou ainda vem aí mais merda?

 

Karma is a bitch, take 2

Na quinta abri a newsletter da Mango. Promoções primavera. Os botins pretos que tinha guardado na wishlist estavam em promoção. Bolas, uns botins pretos como eu procuro, em pele, por 29,99€ não pensei duas vezes. Safoda, encomenda feita, pagamento feito. Aguardava mail para os ir levantar à loja. Pois que no dia seguinte recebo um mail, sim, mas de aviso de reembolso feito. WTF??? A porra dos botins no tamanho 35 ficaram indisponíveis. É a primeira vez que tal acontece com encomendas online na Mango, e confesso que sou cliente habitual. Mas pronto, uma falha na gestão de stocks, mas o reembolso foi de imediato feito, menos mal.

Fiquei foi sem saber se havia de rir, chorar, dizer palavrões... ou chorar a rir enquanto proferia impropérios.

O karma não quer mesmo que eu gaste dinheiro. Está visto. Resta saber se a mensagem que me recuso a ler na subtileza das entrelinhas é que eu não posso gastar dinheiro comigo porque me espera uma bomba relógio nas mãos que me pode pôr a gastar (muito) dinheiro por causa da falta de responsabilidade de outras pessoas. Lá diz o Zé Povinho que quem se fode é o mexilhão. 

 

Pandora Kahlo

Se há coisa em que sou muito comichosa é com pêlos. Odeio pêlos. Onde pude, já fiz laser e já me livrei da grande maioria. Mas as sobrancelhas são aquele calcanhar de Aquiles, não encontrei sítio que as faça a laser, o motivo é óbvio: segurança. Então resta-me a pinça, esse fabuloso instrumento de tortura chinesa.

Problema n.º 1: odeio pêlos, logo ando sempre de pinça na mão a tirar os sacaninhas que aparecem fora das sobrancelhas delineadas.

Problema n.º 2: volta e meia lá vou fazer as sobrancelhas à esteticista, para ficarem bem feitinhas, mas como ando sempre a arrancar pelitos que vão nascendo, a coisa controla-se até certo ponto.

Problema n.º 3: perco o controlo quando os pelos começam a aparecer desenfreadamente, que eu sou moçoila de sobrancelhas fartas, e já não consigo arrancar só um pelito ou outro. Não, eu armo-me de pinça em riste e vá de desbastar.

Problema n.º4: por norma, o meu frenético desbastar dá merda, ou para ser mais explícita, é normal acabar com as sobrancelhas diferentes. 

Solução: deixar crescer as sobrancelhas até ir novamente à esteticista acertar tudo bem direitinho.

Portanto agora ando aqui com uma espécie de sobrancelhas à Khalo, Frida Khalo. Adoro! (not really)

 

Karma is a bitch

Sexta feira saí tarde. Para não variar. Sexta feira quis ir afogar a neura e fui até à Seaside para ir ver, ao vivo e a preto, uns botins que tinha visto no site, mas só tinham a imagem na cor camel, e eu quero preto. Lá vou eu pimpona, passo a loja a pente fino e nada de encontrar botins. Como sou gaja prevenida, levei anotada num post it a referência dos ditos. Lá vou ter com a menina da caixa e pergunto se os tem em stock. Pois que não. E em preto no tamanho 35 só na loja de Vila Real. Ou então online. E eu que até sou das que faz compras online, e sim, já comprei na Seaside online, na verdade queria ver os botins ao vivo e em preto, que eu sou muito esquisitinha com calçado preto, deve ser por isso que o único par de botins que tenho em preto têm um salto agulha um tanto ou quanto alto para poder pavonear-me com eles no dia a dia e sentir-me confortável (já lá vai o tempo, oh se vai, que aguentava o dia todo e a noite em cima de uns stilletos). Depois também são assim pró chic coiso, e eu queria algo mais casual e com um salto médio/confortável. Pronto, eram estes:

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Depois pensei cá com os meus botões que isto era uma mensagem clara do karma: Pandora, parvalhona, deixa lá os botins que a primavera está à porta, compra mas é as sapatilhas prateadas da Stradivarius que tanto gostaste.

E Pandora ouviu o karma. No sábado arrasto o homem até ao centro comercial, entro na Stradivarius e procuro, qual radar de antenas no ar, as ditas sapatilhas. C'orror! Aquilo é uma mísera tela, as estrelas perfuradas, são muito giras, sim senhora, mas é ventilação aberta permanentemente. As desgraçadas das sapatilhas nem forradas são para valerem o preço, e Gandhe remata com um sensato: isso é muito lindo em novo, começas a usar, começa a ficar com as marcas onde dobram e não me admiraria que acabassem por abrir. Ah e esse metalizado quando começar a ficar com marcas de uso e riscos também deve ficar muito lindo. 

Ah, a sabedoria fashionista do gajo a ceifar qualquer devaneio consumista da gaja.

Já numa de #quesafoda, vou até à loja de desporto, única em Aveiro, que tem os modelos Originals da Adidas. Os meus olhinhos brilharam quando bati de caras com as Adidas Superstar white/gold. Ahhhh e modelo júnior. A luz ao fundo do túnel. Pergunto pelo tamanho mais pequeno disponível. 36. Experimento na mesma. Pois que as putas ficam-me grandes, bem podia deixar crescer as unhas dos pés. Respiro fundo 33 vezes e pergunto qual é o tamanho mais pequeno que existe naquele modelo, assim em jeito de tira teimas. 35 1/2. Yeah. O meu tamanho, quase. E há? Não temos. Pois, não têm eles nem encontro em mais lado nenhum, fartinha que ando de rastrear essa internet. O 36 encontro, um pouco a custo, mas encontro. Mas 35 1/2, escafodeu-se!

O karma, esse grande camelo armado em parvo: uma gaja aqui a querer gastar dinheiro numa compra fútil, e nada do que eu gosto e quero há disponível. 

Regresso à ideia dos botins. Vi uns na Mango que também lhes pisquei o olho: pretos, salto médio, em pele, preço simpático.

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Vejo disponibilidade em loja, porque isto de calçado preto sou esquisitinha, já disse, e queria realmente ver ao vivo e a preto. Pois, preto na loja de Aveiro não há. Podia haver num qualquer tamanho, só queria mesmo vê-los ao vivo para decidir sim ou não e encomendava o meu tamanho online. Assim, ou dou ouvidos às mensagens insistentes deste karma armado em forreta, ou arrisco a encomendar online, não gostar, devolver, e sinceramente, ando sem pachorra (e tempo) para esses trabalhos. 

Agora lixado, lixado (com F grande) é quando uma pessoa anda curta de € e tudo o que vê gosta e serve. Que pariu!!!

Ontem, para ajudar à festa, estive todo o dia, desde que acordei até que me deitei, com uma enxaqueca daquelas. Até tonturas me dava. Assim que pude estiquei-me no sofá, Gandhe pôs o Machester by the Sea que eu tanto queria ver, e o filme é tão bom mas tão bom para dormir, que adivinhem? Claro que adormeci.

Então e as coisas no trabalho, como vão?

Ahhhhhhhhhh uma pessoa pensa que está a apanhar ritmo, a despachar serviço, e hoje caem-me no mapa de trabalho mais não sei quantos processos novos. Aquilo é um poço sem fundo. Ainda por cima foi dia de alguns imprevistos, que me desviaram dos meus planos de trabalho para hoje. Uma pessoa bem tenta dar vazão, mas quer-se dizer, só se eu fosse uma espécie de centopeia, com 100 braços, para despachar tanta merda dentro do SLA completamente absurdo, tendo em conta tanto procedimentozinho da trampa, que só quadruplica o tempo que uma pessoa demora a despachar um assunto. 

Perdoem-me o vernáculo. É a TPM.