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Estórias na Caixa de Pandora

Antes & Depois

 

Antes:

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Depois:

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Finalmente o sofá novo chegou, o outro seguiu para a nova casa. Depois de muitas ideias trocadas, lá nos decidimos a trocar o sofá por um multifunções (tem sofá cama, tem baú de arrumação integrado). Depois de muitos catálogos vistos, algumas visitas, acabámos a comprar num vendedor de móveis já nosso conhecido. Escolhemos o modelo, as cores, fizémos upgrades, alterações, tudo por medida, personalizado, e nem por isso ficou mais caro em comparação com os prontos a entregar das grandes superfícies de mobiliário.

Estou bastante satisfeita com a troca. A ironia é que a nova coqueluche do T2 vai ter de esperar para ser devidamente apreciada, pois se a semana foi um caos, exaustiva, a chegar tarde e más horas a casa, o fim de semana vai ser fora de portas, com uma agenda social preenchida. Pudesse e era menina para estar em dois eventos ao mesmo tempo. 

Bom fim de semana!! 

 

Expetativa vs realidade

Ando eu viciada no site Homify e perco-me a ver os diversos post's. Suspiros profundos, desejos e vontades de fazer transformações giras no T2. Giras e caras, não me venham com merdas. Só não me candidato ao Querido Mudei a Casa porque era provável que me despachassem os gatos por não combinarem com a decoração.

Adiante, muitos post's com ideias e sugestões e inspirações que me arrancam suspiros, mas depois há aquela coisa chata que se chama realidade. E não é só a realidade da carteira. 

Um exemplo: agora proliferam post's com sugestões para terraços e varandas, são as pérgolas, as zonas de barbecue e autênticas salas de estar ao ar livre. Espreitem aqui e aqui, só assim para dar um cheirinho, porque todos os dias há publicações semelhantes.

Ora eu até sou uma sortuda dos diabos que tenho um terraço com cerca de 40 m2. Mas se posso fazer nele o que me apetece? Havia de ser bonito eu querer pôr uma pérgola e vir o administrador de condomínio dizer que não pode ser porque altera a fachada do prédio (sim, já me disse esta merda quando quis "aumentar" o muro do terraço com recurso a vedações próprias de varandas). Depois é verdadeiramente fascinante e mágico aquele espaço lounge com sofás, poufs, espreguiçadeiras, mas e onde cabe o estendal da roupa? Ou o balde que alberga os dejetos e areia suja do wc dos gatos (eu bem digo que ainda me punham os gatos fora por não combinarem com a decoração)? E é tudo muito lindo, maravilhoso, confortável, mas ainda este fim de semana fui comprar um guarda sol grande para o meu singelo terraço e o filho da mãe já levou com chuva em cima, e sol nem vê-lo. Sem falar no lençol que estava a secar e teve de ir para lavar outra vez porque um simpático passarinho largou bomba de caca em cima dele. 

Há coisas muito lindas e maravilhosas, que nos arrancam suspiros e nos dão ganas de mudar a casa. Há. Mas são lindas e maravilhosas nos editoriais de decoração, onde está sempre sol, não há pássaros a cagar em cima, nem roupa no estendal a secar. 

Oh vida de pobre!! 

 

Missão cumprida

Há meses que andava com o objetivo de dar uma boa arrumação na garagem. Objetivo: destralhar. 

Podia ter feito aos poucos, mas não encarava a empreitada assim, para se fazer aos poucos. Sabia que quando fosse para a garagem era começar numa ponta e acabar na outra. Isso implicaria um bom par de horas ali, e isso acabou por ser motivo para ir adiando e adiando. 

Foi este sábado. Gandhe foi trabalhar de manhã e eu, depois de despachar umas quantas coisas em casa, desci até à garagem e comecei. Depois ele chegou, almoçámos, e fomos os dois acabar a jornada.

Horas depois, muito pó depois, a mala da carrinha atulhadinha com lixo para levar ao ecoponto, tudo ficou devidamente selecionado e reorganizado. Tudo devidamente separado e guardado em caixas de plástico (as que não são transparentes foram etiquetadas), tudo devidamente empilhado nas prateleiras que temos em toda a parede da garagem. Gandhe acabou por entusiasmar-se com a arrumação e perguntou-me se podia comprar um carrinho para ferramentas que tinha visto no Continente. Com uma condição, disse eu: usa, arruma logo de seguida, não é deixar espalhado por onde calha.  E pronto, já lá tem o carrinho, com as ferramentas todas arrumadas. Só falta comprar mais duas caixas para umas coisas que ficaram de lado, e damos a missão por concluída. 

Foi cansativo, mas valeu bem a pena. 

Deixo algumas imagens nas quais me inspirei para organizar e arrumar a minha garagem.

 

 

 

 

A culpa é de andar a ver Homify

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Pelo menos recuperei um pouco os planos de renovação do lar, doce lar, procurando soluções mais adequadas às nossas necessidades, de forma a rentabilizar melhor o espaço.

Estou apaixonada por este sofá, com arca de arrumação, perfeita para guardar mantas e almofadas, e ainda com cama integrada, solução inteligente para garantir descanso a potenciais visitas.

A secretária com estante integrada arrancou-me um profundo suspiro. Seria o meu home office perfeito, encaixaria na perfeição num espaço da sala que ainda tenho vazio, precisamente a pensar em criar o ambiente de mini home office. A parte difícil? Convencer o Gandhe que sim, fica bem, enquadra-se bem, é prático, funcional, preenche as nossas necessidades, não descurando o estilo decorativo da sala, as linhas minimalistas e cores escolhidas.

Posso sempre fechá-lo na garagem para ele tratar de destralhar as toneladas de tralhas DELE que por lá andam a ocupar espaço (e paciência, minha). Que apure o sentido estético e funcional da decoração a começar por uma boa limpeza e organização da garagem. 

 

 

...

Novo vício: Homify

Tanto me deslumbra, como me deixa com vontade de atirar tudo janela fora e fazer uma extreme makeover home edition lá no T2. Ou deixar o T2 e ir para um T3, T4, T5, uma moradia, jardim, piscina... ah!

Depois acordo e lembro-me que sou pobre. E as Finanças acreditam que eu vivo numa das soberbas alas do Palácio de Versailles. 

 

Pandora em busca do minimalismo

Não é de agora que tenho alguma curiosidade pelo minimalismo, mas recentemente comecei a levar um pouco mais a sério e a ler sobre o assunto. Depressa percebi que o minimalismo parece estar na moda. E lá vou eu entrar em modas, sem querer, mas a precisar.

Começar a gerir melhor o roupeiro e as compras em roupa, calçado e acessórios já começou há bastante tempo. Recentemente fiz uma limpeza ao roupeiro, e o curioso é que já separei mais umas coisas para doar. Comprar novo, foi só e apenas o que precisava e efetivamente estou a usar: umas botas de cano alto em pele, um vestido, uma camisola de malha e umas calças de pijama. Tudo em saldos.

Com a perspetiva de comprar uma casa maior, veio a certeza que mesmo que esse projeto ganhe forma e se concretize nos próximos dois anos, nada tenho a perder em dar uma boa limpeza nas tralhas acumuladas. Libertar espaço, para uma melhor e maior organização. 

O que me agrada no conceito do minimalismo é que é flexível, ajustável às necessidades e interesses de cada um. A premissa é viver com o que efetivamente é necessário. E se alguém se sente bem em ter um quarto apenas com uma cama, eu preciso de um pouco mais que isso. 

O objetivo é mesmo destralhar. Libertar-me de tudo o que anda pelas gavetas, armários, garagem, as caixas e caixinhas, os papéis e papelinhos. Mandar fora o que é apenas e só lixo, doar o que está em boas condições e que não preciso.

Já comecei no quarto que temos como escritório e acumula tralhas. Já doei material escolar, dossiers, pastas, que tinha nas gavetas sem lhes dar uso, já esvaziei dossiers de papelada desatualizada, mero arquivo sem qualquer utilidade. Ainda há mais a ver, selecionar, limpar, organizar. Até porque queremos remodelar aquele quarto, e já tivemos tantas ideias que finalmente chegámos a um consenso. Será uma divisão versátil, clean, apenas com o que precisamos de momento, mantendo a potencialidade de ser adaptado a novas necessidades que possam surgir, independentemente se mudamos ou não de casa num futuro a curto prazo.

E o que precisamos? Uma secretária, do mais básico possível, de um armário de apoio, que dê para arrumar apenas e só o que é necessário (dossiers com faturas, garantias, documentação da casa, dos carros, apólices dos seguros), e um sofá cama, que na maior parte do tempo será isso mesmo, sofá, quando necessário, transforma-se numa cama para albergar possíveis visitas. De algumas peças já temos orçamento, entretanto com as mudanças de ideias, falta-nos orçamentar outras soluções que pensámos. E aos poucos ganha forma este limpar e organizar. 

Ainda por cima, isto até vem em boa altura, porque andando eu ansiosa, nervosa, com a cabeça a mil, este destralhar funciona como uma terapia. Ajuda-me a arrumar ideias, a lidar com o caos para dar lugar a uma harmonia que me apazigua a alma.

E mal vejo a hora de me refugiar na garagem, meter mão nas caixas e caixinhas e dar um rumo a toda a tralha que lá está acumulada, sem necessidade, sem utilidade, só a ocupar espaço físico e mental. Mal vejo a hora de me trancar e enfrentar o caos que tenho sentido nos últimos dias, libertar-me de tudo o que não preciso e só me sufoca. E enfim, sentir-me leve e livre para seguir novo rumo.

Estou em busca do meu minimalismo. Para viver melhor. Para ser melhor. Para aproveitar melhor. "Viva mais a sua casa", ecoa o slogan do Ikea. E eu quero viver mais a minha casa, livre do que não preciso e não me faz falta, quero viver mais a minha casa mais leve, mais organizada, mais limpa. Quero viver mais a minha vida assim, de forma simples, apenas com o que preciso. E é preciso tão pouco para ser feliz. 

 

Cenas parvas que me ocupam os neurónios

Hoje uma colega de trabalho choramingava o valor que tem a pagar de IMI. Atenção, a moça é pessoa simples, sem frufrus e manias, mas, como manda a tradição local, casou, herdou um terreno e vai de construir uma casa, que por acaso é bem gira, não é nenhuma mansão megalómana, mas não deixa de ser uma bela de uma casa, com jardim, relvado atrás da casa, páteo, cave, espaço que sobra e dá para vender. Pois que o valor do IMI subiu este ano para ela, e segundo o lamento, um ordenado dela (que não ganha nenhuma fortuna, mas está acima do salário mínimo nacional) não chega para pagar o dito cujo.

Ora eu penso que já foi tempo em que também sonhei com uma moradia, jardim, grande quintal, ui, piscina então era top, assim, coisa mai linda. Mas depois comecei a viver a vida de adulta, trabalhar fora de casa o dia todo, perceber que um T2 já dá trabalho e despesa que chegue, para o tempo que lá estou dentro, que se passa uma semana que não sento o rabo no sofá, ou me ponho de papo para o ar no meu singelo terraço, quanto mais agora ter uma moradia com jardim e quintal, quiçá uma piscina. Tá bem abelha. E depois vêm estes encargos associados aos proprietários de imóveis. Ora toma lá, tens uma moradia, és rico, paga. 

Também já pensei que um dia, num futuro não muito longínquo, até devia pensar num apartamento maior, um T3, na loucura um T4. Logo a seguir a voz da razão grita-me que teria de vender o meu amado T2, que obviamente com a crise do mercado imobiliário, desvalorizou em relação à época que o comprei, que seria precisa alguma sorte conseguir vendê-lo pelo valor necessário para cobrir a atual hipoteca, e depois teria de recomeçar novo processo de empréstimo hipotecário, com novas taxas de juro, encargos e blá blá blá... perco logo o entusiasmo. O meu T2 é muito jeitosinho, chega e sobra, e mesmo que um dia venha uma criança, tem lá espaço, até porque o segundo quarto está num misto de escritório, closet, tralhas, coisas, cenas, ah, que não vejo o dia em que arregaço as mangas e destralho aquilo, porque aqui confesso, 90% da tralha que lá está é do homem, que eu cá já entrei numa onda mais minimalista há um par de anos.

Agora o que eu queria assim mesmo era uma espécie de Querido, mudei a casa, mas em bom, para me fazer ali umas alterações e aliar decoração a organização de espaço, para rentabilizar melhor as divisões. 

E o que é isso de Querido, mudei em casa, mas em bom?

Ora, é não ter tudo tirado de casa, e quando lá entrasse apanhar um susto com papel de parede às araras verdes e amarelas, umas almofadas em zig zag rosa, uns candeeiros todos bonitos para acumular pó, o terraço transformado num pequeno paraíso tropical, mas espaço para estender a roupa não tem, porque pessoas finas com terraços tropicais não estendem roupa. Chegar à cozinha e em vez do armário louceiro, ter duas prateleirinhas para pôr os pratos VA em exposição. Ahhhh, e era preciso que não me expulsassem os gatos de casa, porque não combinavam com a decoração.

Pronto, agora que divaguei, vou trabalhar que é para isso que me pagam.

 

Finalmente, o Natal chegou à humilde casa de Pandora!

É sabido que sou uma espécie de mistura entre Grinch e Mr. Scruge no que ao espírito natalício diz respeito. Os fantasmas dos natais passados pesam-me na memória e nos natais que vou somando na minha vida.

Ainda assim, tento viver esta época imbuída desse dito espírito natalício mágico, que desperta o melhor de nós. Nada melhor do que vestir o lar doce lar com artigos próprios da época. Sou contida. Não gosto de exageros nem exuberâncias. E das múltiplas decorações e estilos decorativos do Natal, gosto do tradicional vermelho, gosto do estilo mais natural, a lembrar as decorações nórdicas.

Levo-vos numa pequena tour pela decoração natalícia do meu lar doce lar.

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 Velas natalícias, primeiro porque adoro velas, e segundo, porque não podem faltar na decoração de Natal.

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 A minha árvore. Farfalhuda, com pequenas pinhas, e os ramos pintalgados de branco a lembrar a neve. Bolas vermelhas e prateadas, as luzes este ano são a novidade e a única compra decorativa deste ano: leds.

Simples, sem exageros. Como eu gosto.

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 Mais velas. Não especificamente natalícias, porque estão ali o ano todo, variando a cor. Agora, vermelho Natal. E uma mini árvore de natal prateada.

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 Cá está ela, mais perto.

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As minhas jarras redondas do móvel da TV. Vou variando a decoração ao longo do ano, essa é a versatilidade dos vidros. Agora a mais pequena tem bolas vermelhas e prata, a grande ficou com umas fitas vermelhas com estrelinhas. 

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Centro de mesa. 

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 Coroa da porta de entrada. 

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 Pai Natal sentado no módulo de parede.

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 E até os gatos do hall de entrada se vestem a rigor.

 

 

Nem tudo foi em vão

Saída da sapataria, num misto de fodida da vida e triste cumó caralho (pardon my french), passo numa hiper mega loja de chineses (aquilo até parece o El Corte Chinês), perto do centro comercial, em busca de um porta guarda-chuvas. Já tinha andado à procura na semana passada e só encontrei monos. Eis que encontro na dita loja algumas opções. Uns feios como cornos, outros caros como o raio, e ando ali eu capaz de bater com a cabeça na parede a maldizer a minha sorte. Vai uma gaja tentar desanuviar a cabeça e ainda leva com a porta na cara. Andei às voltas, a ver se a imaginação me levava a encontrar outra coisa que servisse para o efeito: colocar no cantinho do hall, capaz de albergar dois ou três guarda-chuvas, que não fosse um mono feioso, nem fosse preciso assaltar a caixa de esmolas da igreja para o comprar. Paro na secção de vidros. Era jarras para todos os tamanhos e feitios. Neurónios a funcionar e eis que me salta à vista uma jarra tubular, alta o suficiente, com um motivo de árvores e pássaros em preto que me pareceu perfeito. Mais, passando o inverno, os guarda-chuvas vão recambiados para a garagem e a jarra continua a ser um elemento decorativo... Ahhhhh, a loucura. 

Eis o resultado:

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Bastante satisfeita com o resultado. Só faltavam ali os botins mais lindos da menina, mas pronto, fica a sandalinha que andou comigo hoje, eu que ando meia bipolar: louca atrás dos botins, mas ainda a esticar-me a andar de pézinhos ao léu.

Internem-me!!