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Estórias na Caixa de Pandora

Menos é mais

 Cansada de andar com uma carteira/porta-moedas tamanho XL para caberem os cartões e documentos e toda a treta que uma pessoa carrega. Cansada de ter de tirar quase tudo da mochila para conseguir tirar a carteira/porta-moedas XL e depois voltar a guardar, exatamente naquele ângulo, senão não cabe mais nada.

Há uns tempos fiz uma boa seleção ao que costumava trazer na bolsinha necessaire, e a verdade é que reduzi consideravelmente o volume de coisas, pelo que agora uma pequena bolsinha (ainda por cima em forma de cabeça de gato, miminho de Natal de uma amiga) chega e sobra para o que é indispensável. 

Agora chegou a vez da carteira/porta-moedas XL. Os cartões são muitos, verdade. Se preciso de todos eles? Uns mais que outros, mas nunca se sabe quando são precisos. Como substituir então a carteira/porta-moedas XL? Primeiro pensei em comprar um porta-cartões, daqueles com bolsinhas plásticas. Daria para os cartões menos usados, e teria uma carteira/porta-moedas tamanho S para os indispensáveis cartões (CC, carta de condução, cartão de seguro de saúde, cartão MB). Mas eu sou bicho que gosta pouco de ter as coisas espalhadas por aqui e por ali, e essa solução implicaria trocar uma carteira/porta-moedas XL por duas pequenas. 

Há meses que não entrava na Parfois. Esta semana, num momento que me permiti desanuviar a cabeça de uma semana complicada, dei de caras com esta carteira/porta-moedas que juntava o melhor dos dois mundos: bolsinhas plásticas porta cartões, divisórias próprias para os cartões mais usados, porta-moedas. Tamanho pocket. Gira. Prática. Gorduchinha, é certo, mas pequena e tão prática para manter tudo à mão em tamanho reduzido.

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E pronto, veio comigo e a minha mochila parece que ganhou muito mais espaço. 

Por falar em mochila, quando começam os saldos? Fiquei pelo beicinho com duas da Parfois: uma branca, perfeita para o verão, e uma num amarelo clarinho tão fofa. 

 Nota-se muito que estou completamente rendida às mochilas? Team mochila!! 

 

 

 

Digo eu, que não percebo nada de moda!

Isto é tendência? A sério?!

A bem dizer, já vi ao vivo e a cores uns quantos exemplares assim, com a rede de pesca por cima do umbigo, bem visível acima da cintura das calças. A bem dizer quase que tive um torcicolo quando me cruzei com uma destas fashionistas a primeira vez. 

Uma meia de rede a ver-se entre a sapatilha e as calças, acho engraçado. A ver-se pelos rasgões das calças, sim, até tem o seu estilo grunge. Agora a rede a trepar ali barriga acima, eh pá, é só ridículo.

 

E depois as mulheres é que são maluquinhas

Ontem, aproveitando a ida a consulta na nutricionista, e já que estava no centro comercial, rumei à Springfield para ir experimentar umas calças chino de algodão que tinha visto no site. Fui aos provadores com um tamanho 36 e um tamanho 38. O 36 não passou dos joelhos. O 38 consegui vestir, mas mexer-me ia ser tarefa digna de Hércules. Desisti. Passei à H&M para também ir ver umas calças chino de algodão que também tinha visto no site. Lá fui eu com um 36 e um 38 para os provadores. Comecei pelo 38. Cabiam quase duas lá dentro. Ok, vesti o 36. Também largo. Rejubilei por momentos, porque na H&M sou magra. Não trouxe os chinos porque eram de cintura subida e eu não gosto nada de me ver com calças que me tapam o umbigo e quase servem de amparo às margaridas. 

Moral da história: na Springfield eu sou plus size. Na H&M sou magra. Não me arrisco a ir à Bershka sob pena de me sentir uma baleia com obesidade mórbida. 

 

Um do li tá, não sei de qual gosto mais!

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As clássicas

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As douradas

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As prateadas

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As fashion com glitter prata

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Douradas, again

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Metalizadas

 

O meu coração divide-se entre as Superstar e as Stan Smith. E depois divide-se entre as diferentes versões, sendo que nitidamente estou com uma tendência para os dourados ou os prateados.

O meu coração divide-se. A carteira nem por isso. Vale-lhe não encontrar o meu nº e ficar-me só pela contemplação de um amor platónico.

 

Desanuviar a bolha

A moda anda estranha e não é de agora. Raramente me identifico com as tendências e lá vou continuando no meu estilo muito básico, low profile, apostando nas cores que gosto e com as quais me sinto bem. Mas se a atual moda dos bordados e folhos faz-me fugir a sete pés, já a das sapatilhas é moda para me pôr a babar. Ando a suspirar pelas Adidas Superstar em branco e dourado. Ainda assim, estou renitente em dar quase 70€ por umas sapatilhas, que ainda por cima é missão impossível encontrar tamanho que me sirva. Que faço eu para ver se me passa esta paixão platónica? Vou ver o que anda por aí nas novas coleções das marcas de fast fashion.

E eis que adiciono à wishlist fofuras como estas:

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Tão, mas tão primavera. Com um toque oriental, a fazer lembrar os tecidos de seda das gueixas. Aiiii que suspiro. Na lista para ir espreitar ao vivo e a cores, até porque a única coisa que me levanta aqui algum celeuma é aquela aplicação das florzinhas. Onde? Stradivarius. Pela simpática quantia de 19,95€. Deixem um 35 para mim, se faz favor.

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Já desde o ano passado que ando com ideias numas sapatilhas metalizadas. Estas sapatilhas, com umas estrelas perfuradas na lateral, são assim de me arrancar suspiros também. Imagino uma relação de amor profundo. E a ter em conta que tenho um modelo semelhante (sem estrelas) em branco, e as ditas já foram bastante usadas e já foram à máquina de lavar, continuando impecáveis, é facto que me leva a confiar na relação qualidade/preço. Novamente Stradivarius, 25,95€ (e deixem os 35 em paz).

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Ainda nos metalizados, há estes slip-on. Casuais mas sem o aspeto tão desportivo como as anteriores, levam-me a ficar indecisa entre um e outro modelo (que isto de ter um calçado em prateado, basta-me um par, sim). Ainda assim este modelo slip on deixa-me em dúvidas, porque não é modelo que aprecie particularmente, e também porque já tive uns pretos que passados uns meses de uso, começaram a descolar na zona onde dobram, dando ar de sapatos rotos. Não gostei nada da brincadeira. Stradivarius, 19,95€.

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Semelhantes ao modelo anterior, apenas me parecem com menos brilho, o que é um ponto a favor, e são ligeiramente mais baratos, outro ponto a favor. Ainda assim, acho o modelo da Stradivarius mais casual chic, e este mais casual pantufa. MO, 17,99€.

 

Se algum destes modelos é um substituto das Adidas Superstar white/golden? De maneira nenhuma. Mas que eu já ficava toda contentinha com um modelito destes, ai isso ficava. Pelo menos há no meu tamanho, e o preço condiz mais com a minha carteira de pelintra. Pelo preço das Adidas comprava dois pares destas e ainda ia comer uma tripa de chocolate. E sobrava troco. 

 

O pior é começar...

Depois da paixão pelas Gazelle, da minha odisseia para encontrar umas no meu tamanho e numa cor que gostasse, eis que sou assaltada por nova paixão.

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Cruzei-me com este modelo Superstar em branco e dourado numa publicidade da Spartoo no facebook. Qual cão de Pavlov, fiquei ba-ban-dooooo... Lá fui espreitar o modelito no site, e bati palminhas ao ver que estavam assinaladas como modelo júnior. O encantamento durou pouco. Só há a partir do 36. Whattttty??

Próxima paragem, site oficial da Adidas, onde comprei as Gazelle. Na secção júnior não encontro esta cor. Na secção feminina encontro uma ainda mais gira (em cobre), mas lá está, só a partir do 36, que nem sequer há em stock.

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 Porquê, Adidas, porquê??? Fazes-me sofrer desta maneira. Acendes-me paixões impossíveis de realizar. 

 

 

Detox

O dia 26 tive tolerância de ponto. Gandhe já está de férias.

Dia 26 aproveitámos a manhã para umas comprinhas no supermercado, meio sem querer andámos nas promoções no centro comercial, ele comprou dois pares de calças, eu fiz este pequeno estrago, mas quando regressámos a casa com as comprinhas, andámos os dois a fazer um detox ao roupeiro. 

Mais ele que eu, que volta e meia lá vou separando umas coisas, a verdade é que tirámos praticamente tudo, do que já não servia, ou por estar largo ou por estar apertado, foi logo para o lado. Depois foi mais aquele refletir sobre as peças que ainda servem mas, a primeira pergunta era logo: há quanto tempo não visto isto? Eu por exemplo, tinha calças de verão guardadas que não as visto há vários verões. Porquê? Sei lá. Nunca são primeira opção. Ou porque o tecido engelha muito, ou porque me obrigam a determinado tipo de calçado, normalmente saltos altos, que já não uso tanto como antes, ou porque o meu "estilo" mudou e já não gosto tanto, ou ou ou, a verdade é que nem me lembrava da última vez que as tinha vestido. Faz sentido tê-las no roupeiro? Não.

O resultado foi 3 sacos grandes de roupa, dois de roupa dele, um de roupa minha, e dois sacos de calçado, a maioria dele, que isto de fazer detox ao roupeiro entusiasmou-nos e levou-nos também ao calçado. 

A sensação de leveza é indescritível. E desengane-se quem achar que agora vou a correr para os saldos para preencher o espaço livre. Não. Cada vez mais estou apologista do minimalismo. Não que tenha só um par de calças, mas pretendo ter apenas o que realmente uso e visto e gosto, sem ser em quantidades absurdas. Tenho lido sobre o conceito armário cápsula. Ainda não estou propriamente a esse nível, mas estou nesse caminho, ao gerir o que já tenho, a selecionar o que fica e o que vai e a comprar com maior rigor e consciência. E este é o caminho que pretendo trilhar. Não é um objetivo de ano novo, é antes o afinar uma postura que já adquiri há algum tempo: da máxima "só entra novo quando sai velho" evoluo para um "sai tudo o que não uso sem pensar em substituir por novo". É um desprendimento libertador, garanto.

 

É que foi mesmo por acaso

Quase que posso dizer que caí de paraquedas nos saldos. Gandhe ia levantar uma encomenda a uma loja e fui com ele. Vi que as promoções tinham começado e lá fui eu espreitar a loja do demo Mango. Calculei que a confusão não fosse muita, ainda era de manhã e tal. Pois. Não era muita, mas já era alguma. E por isso deu para me estragar. Eu até só ia ver uma camisola de malha quentinha. E depois de pegar em várias, lá me decidi por uma e apenas uma. Mas depois viro-me para os vestidos e pronto, lá tinha que tropeçar num que implorou para vir para casa comigo. 73015535_94_B.jpg

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 Este sacaninha fica-me mesmo bem. 

Então e o Natal, Pandora?! - perguntam, eventualmente, vocês. Eh pá, graçádeus já passou e só daqui a um ano é que há mais.

Podia ter sido pior, podia, claro. Mas eu tinha ficado tão bem sossegadinha em casa, de pijama e meias quentinhas, a ver o que bem me apetecesse na televisão (e não seria a TVI nem o concerto do Marco Paulo, nem... é melhor nem lembrar). Não teria de aturar as lamúrias e queixinhas da senhora sogra, nem engolir em seco quando se põe a meter o filho como motorista privado dela para esta semana, fora o que vem por aí, tais foram as lamentações que tanto a afligem. Paciência. É o que desejo para um futuro breve. Toneladas de paciência. Que o meu dedo mindinho antevê cenários já antes vistos e não desejados.