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Estórias na Caixa de Pandora

Um feriado por semana...

... e até a barraca abana! 

Planos para o feriado? Bola. Zero. Objetivo era não ter planos. 

Portanto acordei às 10h30 com fome, preparámos um pequeno almoço com direito a ovos mexidos. Ronha o resto da manhã.

Para almoço (já passava das 14h) fiz one pot pasta. Aterrámos no sofá e começámos a ver os primeiros episódios das novas temporadas já disponíveis das séries que seguimos. Entretanto uma pequena sesta. E um pouco de leitura. Lanche. Aula de cardio fitness, para repor uma aula que não houve na semana passada. Jantar uma sopinha. Banho. Aterrar novamente no sofá a ler... até me arrastar para a cama porque o despertador hoje ia tocar.

Sim, aqui a burra não meteu o dia. Nem podia. Colegas queridas, uma que voltou de férias esta segunda feira e a outra que ainda há pouco também esteve de férias, anteciparam-se. Ironia do destino, são as duas lesmas que passam os dias na ronha.

Respira, Pandora. Daqui a três semanas estás de férias. Nem que seja para entrar em coma.

 

Bipolaridades

08:15: hora de vestir - não vou levar manga curta, levo esta de meia manga e uma malhinha por cima.

08:20: hora de calçar - hum, acho que hoje não chove, arrisco as sandálias.

08:40: já no escritório - tiro o casaquinho e resmungo que afinal podia ter vindo de manga curta.

09:30: a olhar para um sol radioso pela janela - devia mesmo ter vindo de manga curta, pelo menos vim de sandálias.

10:00: a olhar para um tom cinza esquisito pela janela - vou-me arrepender de ter vindo de sandálias. Pelo menos não vim de manga curta.

(to be continued)

 

Escapei por pouco

Ontem pensei dar um saltinho ao Lidl. Havia umas promoções interessantes que gostava de aproveitar. Lombos de salmão, polvo médio congelado, uma caixa com 8 cornetos de chocolate por 1,79€, embalagens de 1 kg de fruta congelada (framboesas ou frutos do bosque) que são ótimos para os batidos, enfim, itens típicos de uma dona de casa. 

Mas depois lembrei-me que era ontem o lançamento da coleção da Heidi Klum. E passou-me a vontade de ir ao Lidl comprar uma caixa de 8 cornetos de chocolate por 1,79€.

 

 

E depois das férias...

O regresso ao trabalho.

Foi mais calmo do que tinha imaginado. Ou porque imaginei uma espécie de fim do mundo, onde só me apeteceria cortar os pulsos e agrafar os olhos. 

O regresso às rotinas faz-se devagarinho, ainda em certa velociadade cruzeiro, já que outras atividades que tenho só retomam em setembro. 

Vou saboreando esta calmaria, que sabe pela vida depois da tempestade. Tempo para respirar. Profunda e pausadamente.

Retomei alguns dos meus pequenos deleites que havia deixado para trás. Ando a cozinhar com maior prazer. Regressei às leituras. Vi filmes. Tenho procurado esplanadas simpáticas e longe da confusão dos turistas de agosto para uma bebida fresquinha e dois dedos de conversa. Entro em casa e deixo de olhar para as horas, as coisas vão-se fazendo sem ser a contra-relógio. Pequenos pormenores que ajudam a gerir o stress dos últimos meses, que se acumulou e atingiu níveis pouco saudáveis. Para mim e para os que me rodeiam. 

 

 

 

Na reta final

Custam tanto a chegar e vão-se num instante. O que vale é que começo na labuta segunda, e terça é feriado. 

Não posso dizer que foram umas férias fantásticas. Não foram. Desliguei totalmente do trabalho, mas para isso também muito contribuiu a fase complicada que vivi em termos pessoais e afetivos nestas últimas semanas, esgotando toda a réstia de energia que ainda tinha. O saco vai enchendo e um dia rebenta. Rebentou em pleno início de férias, instalou-se um estado de espírito depressivo que arruinou qualquer tipo de planos, que a bem dizer, também não os havia muito.

A ajudar à festa, apanhei dias de frio e vento quando era suposto ir estender as banhas no areal e relaxar ao som das ondas, com o mar como horizonte.

Portanto não há relatos de dias de praia ou piscina, nem de viagens inesquecíveis ou leituras contagiantes. Foram dias difíceis e não vou pintar o cenário de rosa flamingo e unicórnios. As férias foram uma merda, no geral. Em particular salvaram-se alguns momentos e (re)encontros com amigos que me fazem sempre bem, regressar a locais que me são tão especiais, ainda que o estado de espírito não fosse o melhor para aproveitar esses pequenos prazeres.

O resumo mais positivo das férias é feito numa palavra: comer. Estou uma pequena bolinha, mas que se lixe. 

Agora que as coisas acalmaram um pouco e parecem seguir um (re)começo, era mais uma semaninha de férias para desfrutar da paz finalmente (espero eu) alcançada. Não podendo ser, que venha o trabalho, as rotinas, e acima de tudo que eu tenha a calma e a sabedoria necessárias para esta nova fase, este (re)começo.

Há alturas que dava tanto jeito fazer um reset à vida. Apagar, esquecer, deixar para trás definitivamente aquilo que desequilibra, desgasta, pressiona, derruba. Faz-se o melhor que se pode, o melhor que se consegue, tem-se fé nas decisões tomadas, desejando que tenham sido as melhores. O tempo o dirá.

Adeus férias, estas não deixam saudades. 

 

Week mood

Semana difícil. Desgastante. A transbordar de trabalho. A fazer um colossal esforço para deixar minimamente controlado o volume absurdo de trabalho que tenho em mãos. Dias a trabalhar entre 9 a 10 horas. Com a energia nos mínimos dos mínimos. Um cansaço extremo. Só ultrapassado por este sentimento:

férias.png

Algo semelhante à euforia dos condenados, que vão riscando os dias no calendário até ao derradeiro dia, aquele em que podem gritar a plenos pulmões (se o fôlego permitir): FREEDOM!!!! 

Pronto, é isto. Falta um dia... já só falta um dia... está quase, quase, quase...

 

Keep going

Está a resultar entrar ao serviço mais cedo. Tenho chegado por volta das 8h30. Estou entre meia hora a quarenta minutos sozinha. Oriento as tarefas, organizo minimamente a agenda do dia, e começo a trabalhar sem ruídos e confusões de fundo. Quando começam a chegar, já eu estou concentrada e em pleno funcionamento, concentradíssima. 

So far so good! Os dias têm sido produtivos, objetivos atingidos e dever cumprido ao final do dia, sem que ande a sair tarde e más horas.

Ontem não houve aula de dança, a professora está num congresso internacional de salsa. Cheguei a casa por volta das 18h, relaxei, vi agenda até às férias para tratar do que tenho a tratar até lá, enfiei-me na cozinha para fazer o jantar, sem pressas, sem stress. E foi bom voltar a cozinhar com esse prazer e essa calma. Fiz umas courgettes recheadas com atum que ficaram deliciosas.

E sabe bem este poder respirar fundo e acreditar que tudo vai correr bem, mesmo quando tudo parece correr mal.

 

 

(Ir)reflexões

Terminei a semana com um peso cá dentro. Algo a sufocar-me. Uma vontade de chorar de raiva, de revolta, de stress. Uma vontade de engolir essas lágrimas, porque são inglórias.

Para não andar a matutar no que tanto me incomodava, passei o fim de semana a ocupar-me com tudo e mais alguma coisa. Limpei, arrumei, fui lanchar à praia com amigos, fui jantar ao Agitágueda com outros amigos, passei a ferro, e todos os bocadinhos que tinha livres, pegava no livro e evadia-me para outro mundo. 

Agora estou aqui com aquele ataque de ansiedade, amanhã começa mais uma dura semana, e eu a ranger os dentes com um neura descomunal por ir para junto de pessoinhas de merda trabalhar. Amanhã tenciono entrar mais cedo, antes de todos chegarem, organizar o meu dia, que não vai dar para tudo, mas aceito isso. Não aceito é que me cobrem aquilo que as outras meninas lindas não conseguiram fazer. E sinto-me num limbo. Se não consigo suportar a carga que me deram, serei a incompetente, a ineficiente. Se conseguir, seja a que custo for, então continua assim porque estás a ser capaz e ainda te podemos carregar mais um bocadinho, que é de pessoas idiotas que a malta gosta. 

Na sexta o ambiente era pesado. Ouvi comentários que me revolveram as entranhas. Respondi ácida a algumas provocações, até enfiar os phones nos ouvidos e passar a tarde "isolada" no meu canto a trabalhar feita galega. 

A vontade é entrar muda e sair calada, e começa já amanhã. Sou uma gaja muito porreira, sempre disponível para ajudar e cooperar, mas quando me lixam, quando me pisam os calos, oh não me queiram ver. Não é uma ameaça, é um aviso.

Faltam três semanas para ir de férias. Por isso é inspirar, expirar, esforçar-me por não pirar... esperar para ver quanto tempo dura o tal "provisório", definir bem quais são as minhas funções, e a manterem-se as que têm sido e que motivaram o meu recrutamento para aquele setor, então tenciono solicitar mudança de gabinete e ir para junto da pessoa com quem realmente tenho trabalhado em equipa nos últimos meses, cujos resultados positivos estão cada vez mais à vista. Por isso não entendo esta treta de me atirarem funções das outras, porque coitadinhas, não conseguem. E hei-de eu conseguir acumular funções distintas, de diferentes áreas de intervenção, e ter de dar vazão a tudo e mais um par de botas até quando? E esperam qualidade? Ah ah ah ah

Estou deveras chateada por me estar a sentir assim. Eu que sou pelo bom ambiente de trabalho, pelo coordenar tarefas em equipa, pela interajuda. Só que não se pode remar contra a maré, quando se trabalha com pessoas para quem o trabalho em equipa é algo deste género:

 

Preciso de coragem para enfrentar os dias que aí vêm, mergulhar no muito que tenho em mãos para fazer, dar o meu melhor, e conseguir chegar ao fim do dia de consciência tranquila de quem fez o que podia, o melhor que sabia. Sem sorrisos, sem simpatias, até porque de pouco valem quando temos um alvo nas costas sempre pronto a levar com a facadinha.