Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Estórias na Caixa de Pandora

Menos é mais

 Cansada de andar com uma carteira/porta-moedas tamanho XL para caberem os cartões e documentos e toda a treta que uma pessoa carrega. Cansada de ter de tirar quase tudo da mochila para conseguir tirar a carteira/porta-moedas XL e depois voltar a guardar, exatamente naquele ângulo, senão não cabe mais nada.

Há uns tempos fiz uma boa seleção ao que costumava trazer na bolsinha necessaire, e a verdade é que reduzi consideravelmente o volume de coisas, pelo que agora uma pequena bolsinha (ainda por cima em forma de cabeça de gato, miminho de Natal de uma amiga) chega e sobra para o que é indispensável. 

Agora chegou a vez da carteira/porta-moedas XL. Os cartões são muitos, verdade. Se preciso de todos eles? Uns mais que outros, mas nunca se sabe quando são precisos. Como substituir então a carteira/porta-moedas XL? Primeiro pensei em comprar um porta-cartões, daqueles com bolsinhas plásticas. Daria para os cartões menos usados, e teria uma carteira/porta-moedas tamanho S para os indispensáveis cartões (CC, carta de condução, cartão de seguro de saúde, cartão MB). Mas eu sou bicho que gosta pouco de ter as coisas espalhadas por aqui e por ali, e essa solução implicaria trocar uma carteira/porta-moedas XL por duas pequenas. 

Há meses que não entrava na Parfois. Esta semana, num momento que me permiti desanuviar a cabeça de uma semana complicada, dei de caras com esta carteira/porta-moedas que juntava o melhor dos dois mundos: bolsinhas plásticas porta cartões, divisórias próprias para os cartões mais usados, porta-moedas. Tamanho pocket. Gira. Prática. Gorduchinha, é certo, mas pequena e tão prática para manter tudo à mão em tamanho reduzido.

porta-moedas.JPG

 

E pronto, veio comigo e a minha mochila parece que ganhou muito mais espaço. 

Por falar em mochila, quando começam os saldos? Fiquei pelo beicinho com duas da Parfois: uma branca, perfeita para o verão, e uma num amarelo clarinho tão fofa. 

 Nota-se muito que estou completamente rendida às mochilas? Team mochila!! 

 

 

 

Se tivesse de resumir a semana numa palavra...

... seria morte.

Dramático? Forte? Sem dúvida. Mas real.

Na quarta começo o dia com a notícia da morte da avó de uma grande amiga. Um aperto no peito, uma sensação amarga por estar a centenas de kms e não lhe poder dar um abraço.

Horas depois, no mesmo dia, soube da morte do pai de um amigo. Murro no estômago. Ninguém contava, foi tão repentino, tão inesperado, tão chocante. 

Por fim, uma amiga que no fim de semana tinha resgatado dois gatinhos recém nascidos abandonados à sua sorte, uma lutadora que tudo fez para tratar deles e eu, em socorro, recorri a pessoas conhecidas dos meus tempos de associação para ver se arranjava uma gata que estivesse a amamentar e pudesse adoptar aqueles pequenotes. Depois de muitos contactos trocados, palavra passa palavra e eis que uma mamã adotiva aparece. A felicidade e o alívio. Logo toldados por um internamento repentino dos pequenos bebés. Um deles teve alta no próprio dia e seguiu para a mamã adotiva, que o recebeu muito bem. O outro permaneceu internado e não sobreviveu. 

Mais um murro no estômago. No mesmo dia. Assim, notícia atrás de notícia. Morte atrás de morte.

O meu feriado não foi na praia, nem numa esplanada. O meu feriado foi juntar-me a um grupo de pessoas, algumas amigas, outras conhecidas, outras desconhecidas, mas todas com uma missão: ir confortar o amigo que acabara de perder o pai. Uma hora de viagem até à serra, meios perdidos nas curvas e contracurvas, moídos pelo calor, com um sentimento a pesar cá dentro, mas chegámos ao destino, e juntámo-nos todos em redor do nosso amigo, em múltiplos abraços, apertos de mão, palavras de apoio. A presença que conforta num momento de grande dor. 

Vim tarde para casa. Esgotada emocionalmente. Com um vazio cá dentro. Com a cabeça perdida e vaga, alheia.

Hoje foi dia de trabalho mas passei as horas apática, desconcentrada, sem ponta de energia. 

Agora é respirar fundo, aproveitar a fim de semana para ver se reanimo e melhores dias virão. Para todos. 

 

Últimas e breves

- Cortei o cabelo. Corte radical. Está curto. Bem curto. Até eu, que já nem ligo muito a isso, porque afinal é cabelo e cresce, fiquei em estado de choque. Já me passou e já adoro o novo corte. Dizem que as mulheres que usam cabelos curtos são mais confiantes. Se calhar é isso. Ando a tentar aparentar algo que não sou nem sinto. Adiante. Agora com o calor está a saber muito bem não ter cabelo no pescoço e ter a nuca a descoberto. E também sabe bem ouvir os rasgados elogios ao novo visual: fica-me bem, faz-me ainda mais nova, é mesmo o meu estilo, está super giro... ou são uns mentirosos do catano ou eu estou mesmo um arraso com a arrojada mudança de visual.

- Acabei de ler o segundo livro que uma amiga me emprestou. Não gostei tanto como o outro. Mas vá, até mantive um bom ritmo de leitura. Agora não sei o que escolher a seguir e só me apetece ler o que tenho na wishlist da WOOK. Ou seja, o que não tenho em casa. Em breve um post dedicado ao livro.

- Há meses que não ia a uma festa latina. Fui este sábado a um evento de danças sociais. Com novo corte de cabelo, com um vestido preto justo, uma maquilhagem à anos 20 (olhos esfumados e batom vermelho), achava que ia tão bem disfarçada que ninguém me conhecia. Pura ilusão. Não só me reconheceram como disseram que devia andar assim mais vezes. Ah ah ah (vão sonhando).

- Nunca fui a um baby shower. Tão pouco organizei um. Vou ter um daqui a poucas (muito poucas) semanas, não conheço as outras amigas da futura mamã que estão a organizar, tão pouco estou na mesma cidade, e é ver-me a trocar ideias, via messenger, na organização do evento. Mas porque é que não faço como a maioria, que assobia para o lado e só quer saber quando, onde e a que horas? Já fiquei incumbida de uma atividade/surpresa muito gira e, para já, estou entusiasmada.

 

Já são dois...

Primeiro foi a máquina de café. Ao almoço funcionou perfeitamente, à noite nem pio. E isto em véspera de férias (em casa). Really? Andei a ressacar por falta de cafeína nos dias em que me afundei no sofá e me recusei a sair de casa (mesmo para tomar café... a trabalheira que dava tirar o pijama e vestir algo decente para ir à rua).

Por sorte a bichinha estava na garantia e lá foi ela. No dia em que nos emprestaram uma máquina de café, adivinhem? Nem mais. Recebemos mensagem para ir levantar a nossa. 

Ontem foi o aspirador. No dia anterior funcionou, aspirou, nenhum indício que fizesse antever uma anomalia. No dia seguinte, nem pio. Silêncio total por parte do bicho.

Agora vejam lá o que é uma casa com quatro gatos e eu sem aspirador?!! Pois... 

Por azar, a garantia já passou há muito. É ver se tem arranjo e compensa, ou ir, à pressa, comprar um novo. E qual escolher, dentro de um orçamento limitado nesta altura? E tinha de ser agora, que uma pessoa investiu em novo mobiliário? 

Será uma conspiração da casa a querer uma renovação total? Eu também queria, mas a conta bancária não permite.

Oh vida de pobre!!! 

 

 

Breve resenha


  • Estou viva.

  • Voltei à rotina dos dias cheios e corridos.

  • Estou a dar formação a uma nova colega (esta dá para rir e material para um só post).

  • O tempo é escasso e tenho preferido investir o pouco tempo livre noutras atividades que não implique estar em frente a um computador.

  • Tenho saudades do blog. 

  • Espero voltar em breve a uma presença mais assídua. Só não sei é quando.

...

Duas semanas sem ler. Duas semanas sem ir às aulas de dança. Duas semanas sem ir às aulas de cardio fitness. Duas semanas em que a minha vidinha resume-se a trabalho, casa, casa, trabalho, trabalho, trabalho. Esta semana então, mais curta por causa do feriado, com reunião de equipa na segunda, com formação na terça e hoje, acabei a sair por volta das 20h, quase todos os dias, para deixar o trabalho controlado. 

Pareço um disco riscado de tanto murmurar o quão exausta ando. Sem tempo. Sem energia. Sem cabeça para mais nada. Tudo o que eu queria era ter um botão OFF. 

Que venha o fim de semana prolongado, os feriados que estão aí ao virar da esquina e uma merecida semana de férias que já ando, qual prisioneiro, em contagem decrescente. Prioridade? Carregar baterias. 

Mas para já, venha lá este fim de semana prolongado, com a Páscoa à mistura, que não me augura descanso, mas não me importo nada, porque me vai encher o coração... E também estou a precisar tanto disso!!

A quem ainda não desistiu de vir aqui espreitar a caixa, a quem não se vai importanto com as lamúrias dos últimos tempos, agradeço e deixo os votos: