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Estórias na Caixa de Pandora

Gosto de

Já não como bolinhos de bacalhau com arroz de tomate há séculos. E gosto tanto. Pronto, fiquei com vontade de comer bolos de bacalhau com arroz de tomate, bem malandrinho.

Sou moça de gostos simples. E apetites vorazes. 

O meu Pai Natal Secreto já pode tirar aqui ideias. 

 

Os anéis de Pandora

Pronto, sou menina de brincos e anéis. Gosto. Adoro. Brincos tenho muitos, anéis já fui de ter mais, até porque comprava bijuteria. Só que nem sempre encontrava tamanho para os meus dedos, raros eram os que não me deixavam os dedos verdes ou azulados, os que iam manchando e ficando feios. Então, se em brincos, não olho tanto à qualidade, aos anéis passei a preferir comprar prata ou aço. Ter menos, mas melhores.

Há dias falei aqui num anel que me tinha encantado. Pois que quando fui levantar a aliança, já arranjada, estava em cima da hora para ir ao cinema, e foi fácil desviar o olhar do anel que teima em me seduzir, como canto de sereia.

Quando ando assim meia a cismar com uma coisa, que implica ser uma compra supérflua, começo por ver, dentro do género, o que tenho, pensar se realmente "preciso" assim tanto de mais um. Aproveitei e tirei uma foto, que venho aqui partilhar, à falta de assunto melhor.

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Não são muitos. Sou menina modesta. Mas a verdade é que, apesar de ter a tara dos anéis, não os uso em todos os dedos. Na mão direita a aliança, na mão esquerda um anel. Só. 

Gosto de rendilhados e filigrana. As borboletas daquele anel em espiral têm as asinhas em filigrana, assim como as flores do que está ao lado. O do canto superior esquerdo é um anel de prata a replicar os antigos anéis de noivado, o do lado direito é um anel rendilhado que comprei há uns anitos na Magnólia.

Na fila de baixo, o das pedrinhas não é prata, é aço. E ao lado, com um efeito diferente, o meu primeiro anel de prata, comprado por mim, já há muitos anos. 

De ouro não tenho grande coisa, porque não gosto de usar ouro. Tenho um anel de ouro também com rendilhados, mas está guardado, não costumo usar. O anel de curso, está guardado numa caixa.

 

Gosto de

Sabem aquela sensação de casa acabadinha de arrumar e limpar?! Sabe bem não sabe? Eu adoro. Tudo cheiroso, sem pó, tudo arrumadinho. Ah maravilha!

Pena que dure 5 minutos, uma eternidade nem sempre alcançada. Basta que o primeiro gato decida ir à areia, ou o Suki ir meter as patas no bebebouro e espalhar água, ou o Patinhas ir buscar a comida às taças e comer no chão. Pronto, é isto.

 

Gosto de

Nos domingos frios e chuvosos, cinzentos e sombrios de inverno, gosto de passar a tarde no sofá. E adoro ver os meus gatos regalados, verdadeiramente felizes, a dormirem na manta, encostados a nós, ou mesmo ao colo. Parece que dormem com um enorme sorriso, e eu sinto-me tão aconchegadinha por aquelas bolas de pelo. Gosto tanto de olhar para eles e sentir-me em paz.

 

Gosto de

 

Tatuagens. Pequeninas. Só contorno, como um delicado desenho. Nunca tive coragem para fazer (ai o medo de agulhas), nunca me decidi por nenhuma que pensasse que sim, faria sentido gravar na minha pele até ao fim dos meus dias.

Ainda assim, há algumas que me deixam a suspirar profundamente pela coragem que não vem para as gravar na pele. 

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Perdidamente apaixonada por esta, faria no pulso.

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 Em vez de Stay Strong, Carpe Diem e seria perfeita para mim. Só não sei bem onde a colocaria. Talvez no pé.

 

 A chamada Mão de Hamsá, com o olho de Hórus ao centro. Exatamente no sítio da rapariga da foto (retirada do Google), ou em ponto mais pequeno, mais acima no pescoço. 

 

Há outros motivos que também gosto, como as flores de lótusos cata sonhos, estrelinhas, palavras, e obviamente, tudo quanto seja tatuagem com o tema gatos:

Falta coragem, ter boas referências de um tatuador, e claro, a decisão em gastar dinheiro numa tatuagem, com risco de gostar e não ficar só por uma. Ah, e também falta "ignorar" os comentários e argumentos do Gandhe, que detesta tatuagens.

Um dia, quem sabe, vem a coragem, e tudo o resto. 

 

Gosto de

O cheiro que se espalha pela cozinha quando asso maçãs com canela, ou quando faço granola, ou quando faço o doce de abóbora. Fica aquele aroma a especiarias, quente, que traz a sensação de conforto, de bem estar, de lar doce lar. 

 

Gosto de

Tremoços.

Ah, mas gosto assim mesmo muito, a ponto de saber que a coisa no dia seguinte não vai andar fácil para os lados do meu intestino, mas enquanto os tenho à frente, é sem parar. Podia dar-me para os minuins*, mas não. Eu é mesmo tremoços. 

 E é melhor não me lembrar que tenho um pote de 1 kg no frigorífico. Ou tinha 1 kg 

 

Gosto de

De oferecer mimos, fora das datas oficiais para troca de prendas, às pessoas que tenho na vida e ocupam um cantinho especial. Gosto ainda mais quando esses mimos são artesanais, vendidos no âmbito de angariação de fundos para a causa animal. 

Pronto, já descobriram onde procuro prendas (algumas). 

 

Gosto de

Acordar de manhã com uma ténue luz a entrar pela janela. Não gosto de acordar na escuridão total, com os estores todos fechados, sem qualquer nesga de luz a entrar. Não. Gosto daquele fio de luz a entrar, que me faz perceber se o dia amanheceu sombrio ou soalheiro. 

Gosto de

Há tanto tempo que não escrevia um post destes... Eu bem digo que sou pouco credível para me meter em "rubricas".

Gosto de sandálias rasas. Daquelas de enfiar o dedo. Mal vem o calorzinho para pôr o pé de fora são estas sandálias que uso sem me cansar. E também gosto das de cunha. Mas são as rasas que eu gosto mais e uso mais e pelas quais me caem sempre os olhos (e os euros).