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Estórias na Caixa de Pandora

Uma espécie de bipolaridade

Há muito e muitos anos que sou menina de agendas. Já as usei maiores, depois passei a usar as de bolso, por causa do espaço e peso na mala. E perdia-me a escolher a agenda que me iria acompanhar o resto do ano. Mas deixei de registar tudo e mais um par de botas na agenda, limitando-me a registar compromissos, eventos e marcações que tivesse. Sem falar na coleção de agendas de muitos anos que tinha numa caixa e, num daqueles momentos de despejo de tralha, lá foram elas para o ecoponto. Então experimentei a agenda do Google, que ainda por cima me envia um lembrete do que tenho marcado. Para 2016 comprei a agenda solidária da Animais de Rua. E dei por mim a não registar lá nada, por isso tirei-a da mala. E não me faz falta. O uso que dou à agenda atualmente é perfeitamente ajustado à agenda do Google. E assim a menina do papel rendeu-se, pelo menos na agenda, à tecnologia. 

Mas ainda assim, ando a espreitar agendas, a deliciar-me com elas, a ver qual poderia ser a minha, ainda que saiba de antemão que é amor platónico, porque iria ficar parada na minha gaveta. 

 

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