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Estórias na Caixa de Pandora

Uma questão de classe

Ontem, depois de uma manhã a turistar pela nossa bela cidade, num maravilhoso passeio pela Ria de Aveiro a bordo da Lancha Praia da Costa Nova, acabámos a almoçar num desses restaurantes tradicionais, com balcão à tasqueiro, grelhados divinais na hora, travessas a abarrotar com comida da boa. 

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Lá está, o tuga style gourmet.

Ora pois que escolhemos entrecosto na brasa e aqui a menina, armada em fina, tentou comer de faca e garfo. Mas convenhamos que comer entrecosto de faca e garfo é como comer sardinha assada nos Santos Populares em baixela da Vista Alegre com talheres de prata. Pandora desiste da faca e do garfo e agarra-se, literalmente, com unhas e dentes ao entrecosto.

Uma loira (quarentona) sentada numa mesa perto, que desconfio que estava de partida para a Gala dos Globos de Ouro, dado o outfit cheio de glamour, olhava para mim com um certo desdém. Até tinha a sua razão, não a retiro, até ao momento que, cheia de classe, tira da sua pochete uma garrafinha de água, provavelmente encheu-a com água da torneira antes de sair de casa, bebeu um gole, e voltou a guardar.

Classe por classe antes agarrar o entrecosto com os dedos que Deus me meu para comer aquilo que ia pagar no fim, do que levar a garrafinha da água na pochete e bebê-la em pleno restaurante. Dizem que a água está cara! Pois está!!  

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