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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

17
Fev21

Será só impressão minha?

Recentemente ouvi, repetidamente, a mesma piada relativa à SIC. Vários programas usam o mesmo cenário, o da Casa Feliz, antiga casa da Cristina Ferreira, essa persona non grata em Carnaxide. 

Não posso atestar a piada porque não sou espetadora desse tipo de programas, apanho algumas partilhas nas redes sociais e pouco mais.

No entanto a piada fez-me lembrar outra dimensão onde acontece um fenómeno muito semelhante: o Instagram. Será só impressão minha ou as fotos das casas das influencers são extremamente parecidas, quase tiradas num mesmo cenário, com ligeiras nuances decorativas? Das três uma (ou todas): ou é mesmo um cenário, onde vai tudo fazer trabalho fotográfico, ou recebem todas apoios das mesmas marcas para decoração e #pub, ou os serviços de decoração são exatamente os mesmos e, ao jeito do Querido Mudei a Casa, não interessa o que a pessoa que mora naquele espaço precisa ou gosta, interessa que fique bonito para as câmaras. Ou em última hipótese, vai tudo buscar as fotos de inspiração ao Pinterest e publica nos seus respetivos feeds. Rebuscado? Se calhar não  

 

 

15
Fev21

Perna de peru no forno

 

Ingredientes:

  • 1 perna de peru desossada;
  • 1 limão;
  • alho em pó a gosto;
  • 1 colher de sopa de ervas secas (uso uma do Lidl com salsa, cebolinho, alho, etc); 
  • sal q.b.;
  • pimenta a gosto;
  • 2 colheres de sopa de massa de pimentão;
  • 1 folha de louro;
  • 200 ml de vinho branco;
  • um fio de azeite.

Preparação:

Numa tigela misturar os temperos: alho em pó, ervas secas, sal, pimenta, massa de pimentão e folha de louro partida em bocadinhos. Regar com um fio de azeite e envolver tudo até formar uma pasta.

Barrar a perna de peru com o preparado anterior. Colocar numa assadeira, cortar o limão às rodelas e espalhar por cima da perna. Regar com o vinho branco. Tapar com folha de alumínio e reservar no frigorífico de um dia para o outro.

Aquecer o forno a 180º e levar a perna de peru ao forno, coberta com a folha de alumínio, cerca de 2 horas. Terminado o tempo, retirar a folha de alumínio e, caso queiram, levar novamente ao forno mais 10 ou 15 minutos para dourar. Eu não o fiz. A carne estava tão tenra, que retirei do forno terminadas as 2 horas. 

Uma boa opção para o almoço de domingo. Tempera-se de véspera, depois é só colocar no forno e, enquanto a carne repousa um pouco antes de servir, trata-se dos acompanhamentos (fiz arroz e salada). 

08
Fev21

Uma espécie de salada de massa

20210114_125950.jpg

Há umas semanas atrás iniciei um plano alimentar sugerido pela nutricionista. E nos dois primeiros dias do plano o almoço era hidratos (arroz, massa, quinoa, bulgur, couscous...) com legumes.

Ora, saiu esta maravilha que me seoube pela vida e foi super fácil e simples preparar. Partilho e deixo a sugestão para uma daquelas refeições que precisamos que sejam rápidas e descomplicadas.

Ingredientes (quantidades a olho):

  • Massa a gosto (usei fusilli tricolor);
  • Tomate cereja;
  • Azeitonas sem caroço;
  • Folhas de espinafre;
  • Sal;
  • Alho em pó;
  • Azeite.

Preparação: 

Cozer a massa segundo as instruções (ferver água, temperar de sal, cozer durante 8 minutos, escorrer, passar água fria e temperar com um fio de azeite).

Colocar a massa num prato, dispor por cima tomates cereja cortados ao meio, azeitonas cortadas ao meio (ou às rodelas), folhas de espinafre. Temperar com alho em pó e um fio de azeite. 

Sim, é só isto. Estava delicioso.

Isto pode ser uma base e podem adicionar outros ingredientes. Querem proteína? Juntem ovo cozido, ou atum. Ou ambos. Miolo de camarão salteado. Ou salmão fumado. Querem acrescentar mais legumes? Cogumelos salteados ou milho cozido são boas opções. 

 

08
Fev21

Offline

Elegi o domingo como o meu dia para estar offline. 

Na verdade, o domingo há muito que é aquele dia para estar em casa, no relax (mood antes da pandemia). Dia de fazer um almoço de forno, em modo vagaroso, dia para orientar algumas coisas para a semana, e dia para estar no sofá a ver um filme, episódios seguidos de uma série que andemos a ver, ou a ler. (Ontem li. Muito. Terminei o livro que ia mais ou menos a meio.) Domingo é o dia para viver em slow motion, sem olhar muito para o relógio, deixando fluir. 

Há umas semanas calhou o telemóvel ter descarregado e deixei-o a carregar no quarto. Só me lembrei dele à noite. E percebi que durante o dia não me fez falta nenhuma. Era domingo e achei que seria o dia perfeito para este offline. 

E tem sido muito bom! 

Alguém por aí também tem um dia para se dar ao luxo de estar offline?! 

 

02
Fev21

Seis meses... tanto e tão pouco.

Há seis meses atrás vi pela última vez o meu pai com vida. 

Dizer que estava vivo é quase um eufemismo. Estava ligado ao ventilador, com falência de vários órgãos e em coma induzido para estar "confortável". 

Recebi um telefonema para ir à UCI despedir-me dele. Em tempos de covid em que o acesso ao hospital esta(va) vedado, foi um gesto de cortesia e humanidade permitir que a família próxima pudesse ver o paciente.

Nem 24 horas depois informam-me do último suspiro. E caí por terra numa nova e assustadora realidade.

Estes seis meses pareceram uma eternidade e simultaneamente passaram a voar. Tanta coisa que me caiu nas mãos e exigiu muito de mim. Tanto que procurei ajuda. E cá estou eu, passito a passito, num percurso de autodesenvolvimento, de amor próprio, de aprender a gerir emoções e a fazer um luto extremamente difícil, a aprender a perdoar e a deixar ir todas as culpas que carreguei a vida toda. 

Nas últimas semanas tive uma espécie de retrocesso. Deixei-me dominar por sentimentos como raiva, revolta e frustração. Uma maior consicência das emoções e algum knowhow de como as trabalhar permitiram-me gerir esta situação de crise de forma mais equilibrada, sem cair no abismo.

Ontem tive sessão de terapia e com muito orgulho da minha evolução e crescimento, da minha maior consciência e maturidade, permiti-me uma palmadinha nas costas pelo bom trabalho. Estou no caminho certo. Mesmo que por vezes tenha de dar alguns passos atrás. 

 

28
Jan21

E se eu partilhasse receitas?

Em tempos tive um blog só com receitas. Lembrei-me dele há pouco, quando o mostrei a uma colega. Bateu aquela saudade de partilhar receitas que ia fazendo, experimentando ou replicando de outros blogs. 

Voltar ao blog só das receitas não me parece. Não tenho disponibilidade (nem vontade) para tal empreitada. Contudo posso abrir aqui uma tag "caixa de receitas" e ir partilhando algumas das coisas que vou cozinhando. 

Que me dizem vocês aí desse lado? 

20210114_125950.jpg

Só para abrir o apetite, uma foto de um almoço que preparei recentemente. 

25
Jan21

Breve reflexão

E muito breve mesmo, porque há muito tempo que acredito que a estupidez supera a inteligência...

Ontem fui mudar o penso no dedo. Dia sim, dia não lá vou eu ao Hospital da Luz fazer curativo ao dedo. Ontem era dia de penso e aproveitei para logo a seguir ir votar, passei num restaurante perto de casa e levei almoço, regressando à condição de confinamento. 

Ontem meti conversa com a enfermeira que me recebeu, e comentei que estava calmo lá fora (entenda-se a sala de espera das urgências). Ela respirou fundo e desabafou: calmo agora, há bocado chegou aí uma senhora com 4 acompanhantes, quuuuuaaaaatrooooooo. E ainda nem tinha sido feita a admissão da doente, já estava um a perguntar se podíamos passar uma declaração em como ele estava a acompanhar a tia. 

Esta gente está parva ou come merda às colheradas?

Entre passear trelas sem cão, ou passear javalis, nenucos em carrinhos de bebés, ir em bando para as urgências de um hospital privado só para (supostamente) terem uma declaração de acompanhamento a um familiar doente para quê mesmo? Circular à vontade? Ontem podia-se, por ser dia de eleições... só que não. Mais de 60% de abstenção é surreal. Não percebo este povinho que inventa as coisas mais absurdas para furar o confinamento e na hora de exercer o seu direito de voto, assobia para o lado. 

Ah e tal as filas e os ajuntamentos e o caralhinho. Não me fodam a inteligência. Passar 3 horas na fila para a Primark ou para a Zara está tudo bem. 

Não vou comentar. Os factos falam por si... 

 

15
Jan21

Ao 15º dia do ano 2021

Dada a situação pandémica que se vive há quase um ano, a passagem de ano, à semelhança do Natal, foi a dois, em casa, com os gatos todos refastelados na manta quentinha do sofá. Nesta passagem de ano pude testar uma das melhores teorias relativas à cor da cueca a usar na passagem de ano. A teoria do SEM CUECA.

Ao dia 15 de janeiro posso dizer: não tentem. Nem em casa, nem fora de casa. 

Então ao dia 15 de janeiro já somei uns quantos episódios insólitos, e dois destacam-se pela gravidade da coisa.

Um carro parado, assim, do nada, congelou ou o raio que o parta. Está há uma semana no mecânico e os prognósticos não abonam a favor da minha conta bancária.

Ontem, numa situação absurda, que por mais que tente perceber como aconteceu, não consigo atingir, deixei o dedo para trás quando fechei a porta do carro (estacionamento de um supermercado, estava a sair do carro de lado, mala numa mão, atenta para não esmurrar o carro encostado, fecho a porta de costas e deixei lá o dedo indicador... como não tinha ângulo para abrir a porta... puxei o dedo ). Foi unha fora, tenho uma micro fratura na ponta do dedo, vai ser tala durante 10 dias, curativos dia sim, dia não e agora toda uma logística que me faz sentir uma inválida para tomar banho ou fazer um xixi. 

De maneiras que no 15º dia do novo ano eu só me lembro desta imagem partilhada pela Desarrumada e não sei se ria ou chore. Dasssssss 

 

12
Jan21

Alerta!

Recebi um alerta por causa do post anterior. 

Papel higiénico de folha tripla a escassear, só se arranja embalagens pequenas e de papel folha fina. 

Enlatados a desaparecer.

E café. 

RIP à esperança que a pandemia ensinaria alguma coisa à humanidade. Não. A estupidez continua forte. Muito forte. Só falta o Ventura ganhar as eleições...  Xô capeta! 

11
Jan21

Só mudou mesmo o ano...

Tudo aponta para que estejamos na iminência de novo confinamento geral. Tudo fechado. Tudo em casa.

Agora apontam-se dedos por causa das reuniões natalícias. Curioso. Nos dias que antecederam o natal, sentia o olhar de piedade quando respondia que o natal seria a dois, em casa, com os gatos. Enquanto via a azáfama dos planos para conseguirem ir à família de um lado e depois à do outro, ou outras pessoas a sacrificarem não estarem com familiares de um lado mas a não saberem dizer "não" a outros que insistiam, eu tranquila da minha vida a saber que o natal seria em paz e sem fretes, com a família que tenho todos os dias. Levei com olhares de pena. E tive de lidar com a piedade alheia quando por dentro rejubilava por ter um natal tranquilo, em paz, na minha casa, com a minha família de todos os dias. 

Agora trocam-se acusações como se uns fossem santos e outros pecadores. 

O que me aborrece no dia de hoje é ter-me visto obrigada a deslocar-me à extensão de saúde da minha área de residência, porque na semana passada, todos os dias, todos, liguei 5 a 6 vezes por dia e nunca, NUNCA me atenderam o telefone. Manifestei hoje a minha indignação. Não se admite, em tempos de pandemia, em que nos pedem (exigem) para não fazermos deslocações desnecessárias, as tenhamos que fazer porque não há uma alminha que atenda o raio do telefone para dar informações. 

Não é só a mentalidade das pessoas no geral, e das que quiseram um natal igual aos anos anteriores, que se enfiaram nos centros comerciais (eu também lá passei, apedrejem-me) ou que se juntaram com familiares que possivelmente não viram durante praticamente todo o ano. Há muita coisa a funcionar muito mal neste país, que 10 meses depois do início da pandemia ainda não aprendeu nem reajustou serviços à nova realidade. Andamos feitos tontos, ao sabor das marés, que pelo estado caótico da coisa, só podem ser marés vivas.

Estamos a um passo de novo confinamento geral. Lá terá de ser. Aguentemos. O lado bom? Já sabemos o que nos espera. E alguma coisa aprendemos com o confinamento anterior, como por exemplo, o papel higiénico não vai esgotar. 

 

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