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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

17
Jun19

Oh vida de pobre

Quando vejo numa montra de uma loja de artigos de dança uns sapatos vermelhos lindos, com padrão polka dots, assim mesmo à pin up girl, e fico ali a babar, o coração a palpitar, borboletas no estomago, qual adolescente apaixonada. 

Depois fico a saber o preço dos ditos, e a baba deixa de escorrer, as borboletas voam para longe e o coração entra em arritmia, tal é o descompasso provocado pela desilusão de ser assim, gosto de rica com carteira de pobre. *da-se!! 

 

10
Jun19

Cenas que me fazem ter reflexões pouco profundas

Em Aveiro, junto ao Fórum, ou melhor, um dos acessos ao Fórum (um dos centros comerciais da cidade) existe esta ponte pedonal, em madeira, que está toda enfeitada com fitas coloridas. Não sei bem como nasceu a ideia, mas pegou e o certo é que é um dos principais spots da cidade para as fotos turísticas e para as redes sociais. Nada contra. A ponte é lindíssima com todos aqueles laços coloridos esvoaçantes, com o canal da ria como cenário e não é preciso esperar muito para apanhar um moliceiro a passar para ficar o cenário completo para a foto. 

O que é chato? A malta que só quer passar de uma margem para a outra. Ou vai dar uma volta ao bilhar grande para atravessar noutro ponto, ou anda ali num verdadeiro jogo de obstáculos, como se estivesse a percorrer o interior de um relógio, e tivesse de contornar roldanas e aguardar a passagem dos afiados ponteiros. 

O que é engraçado de ver? As poses. Senhores, o que eu me divirto com o ridículo (a sério, torna-se ridículo) dos tempos infinitos que as instagrammers (topam-me a léguas este tipo dos restantes, que só querem uma foto para mais tarde recordar), as múltiplas simulações de poses, o cabelo (sendo que o ventinho de Aveiro não é nada meigo a quem quer manter um cabelo irrepreensível nas fotos), and so on. Tempos infinitos. Eu tive tempo de tomar café, beber uma água com gás, tirar eu uma foto com a ria como cenário aos livros que acabara de comprar na Feira do Livro, dois dedos de conversa e vir embora, e uma moça lá, em múltiplos ensaios fotográficos, em luta com o vento e os seus longos cabelos. Um minuto de silêncio em homenagem à amiga (normalmente são os namorados nesta encarnação de santa paciência) que ali estava em baixo, a fotografar cada ângulo, a apanhar a melhor luz, o mais mágico movimento de cabelos ao vento, como se estivessem em harmonia com os laços esvoaçantes.

Imaginei toda uma série de citações profundas (só que não) a acompanhar a foto que será eleita para o Instagram. E ri-me quando me lembrei de uma personagem (que acalmou e tem andado desaparecida das redes sociais) que postava o seu rabo fit num reduzido biquíni e legendava com um: o que importa é o interior. Juro que me apeteceu perguntar se era o interior do biquíni, porque aquilo também não deixava assim muito à imaginação. 

 

04
Jun19

Bob, um gato muito especial!

Para quem, como eu, já leu os anteriores livros, viu o filme, e é uma admirável e emocionada fã desta história de vida, não podia deixar de ler o mais recente livro sobre esta dupla tão especial e inspiradora, James e Bob.

Bob é uma espécie de mestre sábio, não bastou salvar a vida a James, dar-lhe um sentido à sua vida, transformando-a totalmente, como lhe (nos) deixou imensos ensinamentos de vida. 

É um livro pequenino, de leitura leve e agradável, mas que ainda assim, nos deixa muito em que pensar.

Eu bem vou dizendo, meia a brincar, meia a sério, que nós, humanos, temos muito a aprender com os animais. Este livro é o testemunho de uma prova viva disso mesmo. 

Alguns exemplos, só para vos aguçar o apetite:

FB_IMG_1559664475069.jpg

Não é preciso mudarmos o mundo inteiro para ajudarmos alguém; às vezes basta mudarmos o mundo de alguém por breves instantes.

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"Sê forte o suficiente para ficares sozinho, inteligente o suficiente para saberes quando precisas de ajuda e corajoso o suficiente para a pedires."

FB_IMG_1559664502690.jpg

Força - Inteligência/Sabedoria - Coragem

A minha "santíssima trindade". 

 

 

04
Jun19

Toma lá, que já almoçaste!

No domingo, estava eu numa iniciativa promocional da empresa, num festival da região, e a dada altura peguei na minha eco garrafa (Tupperware) de 1L onde tinha a minha água com o drenante, com uma tonalidade e sabor a laranja. 

Passa um segurança do staff e diz-me: então, a menina está aí a promover água e está a beber sumo?

Respondo que não, que é água, e da torneira, tinha aquele tom alaranjado porque era o drenante que andava a tomar, terminando com um "sabe como é, mulheres e o verão a chegar, operação biquíni", mas num tom de gozo e a rir-me.

O moçoilo fica muito sério, olha para mim e diz-me: a menina conhece aquele quadro da deusa da beleza, Vénus?

Pandora: O de Botticelli, conheço pois. Lindíssimo.

Moçoilo: Então e a Vénus que a menina vê por acaso é magricela, como agora as mulheres acham que é o ideal de beleza? Não. É com curvas. Deixe-se lá disso.

Moçoilo 1 - Pandora 0

 

03
Jun19

Então, Pandora, já foste à la playa?!

Bué da vezes. Basta abrir o Instagram e em poucos minutos vejo passar diante dos meus olhinhos praias diferentes, piscinas, e todo um desfile de beachwear e corpinhos danone (ou Yes Diet). (qualquer pontinha de inveja não é mera impressão)

Aqui a plebeia esteve a trabalhar, a promover uma iniciativa da empresa num festival que ocorreu na região. É muito giro e divertido e diferente, e gosto muito da interação com o público, mas um dia inteiro em pé, ao calor, é de esgotar qualquer corpinho e alminha.

Portanto hoje, para mim não é segunda. Já vou para aí em quarta. E pior é que o fim da semana ainda vem muito longe para merecido descanso.

 

29
Mai19

É o chamado dois em um!

Instagram. É a rede social que agora mais espreito. 

Passei por uma postagem da Pipoca onde na mesma publicação tinha uma foto da Yes Diet, que ela tem divulgado constantemente e (supostamente) está a fazer o programa, e duas fotos da Padaria Portuguesa, indicando que nos dias em que não há tempo para fazer jantar, o take away da Padaria Portuguesa é a salvação.

Isto é publicidade pura e dura. Qualquer pessoa entende e vê isso. 

A questão é que houve alguém que comentou, e sem qualquer tipo de falta de respeito, o seguinte:

pipoca.JPG

Ora bem, eu faço esta leitura: a seguidora da Pipoca comenta sobre a incongruência de numa mesma publicação haver referência a dois produtos alimentares opostos - um de dieta, que segundo consta é um programa completo de refeições a seguir, e outro sobre um take away com comida "normal" (não que seja necessariamente não saudável). 

A Pipoca, ainda que eu entenda que também esteja farta de ser atacada por ter cão e por não ter, olha, faz parte da profissão que escolheu, expõe-se assim, é uma influencer, faz publicidade ao que lhe pagam e dão para fazer, e ok, mas responder feita virgem ofendida, com aquela arrogância que lhe é tão própria é, a meu ver, uma falta de respeito para com os seguidores que lhe permitem ter a carreira/vida que tem. Não fosse a cambada de póneis e ela não seria a influencer que é, nem andaria a ser paga para publicitar produtos, quer os use ou não, goste ou não deles. 

Depois, nos muitos comentários aparece uma alminha pseudo-inteligente a dizer que as pessoas não percebem um cu de marketing digital. Eh pá, se calhar não. Mas é preciso ter licenciatura e pós graduação na área para perceber as publicações da Pipoca, é isso?

Foda-se, deixem-se de merdas. Simplesmente é ridículo e absurdo, totalmente incoerente, esta postagem dois em um. É a mesma merda que numa mesma postagem publicitar uma bebida alcóolica ao mesmo tempo que alerta para a condução segura. 

Mas quem sou eu para perceber de influencers, de marketing digital e do universo paralelo dos póneis da Pipoca...

 

27
Mai19

Levaram Annie Thorne: leitura da primeira quinzena de maio

Já li este livro há umas duas semanas. Ainda não consegui falar dele.

Primeiro, vou dar um desconto por ter devorado dois volumes da saga Sebastian Bergman, pela qual estou totalmente viciada e apaixonada, portanto, qualquer livro que lesse depois dessa leitura compulsiva era um ato inglório.

Segundo, li O Homem de Giz, opinião aqui,  e gostei, portanto não hesitei em partir para o segundo livro da autora. 

Tem inúmeras semelhanças com o seu antecessor: a trama é-nos contada por uma personagem, que como narrador é altamente subjetivo e falível. Os factos narrados são os que ele conhece, ou presume conhecer, as verdades que sabe, ou presume saber. E é nesta visão altamente subjetiva e parcial de factos e de verdades que vamos sendo guiados pela sua voz, uma personagem que nos dias de hoje é um adulto pouco recomendável moralmente, professor de inglês, viciado em jogo, com problemas de dívidas e envolvido com pessoas que ninguém deseja ter como inimigos. No passado revê-se como um adolescente algo introvertido, mas que faz de tudo para pertencer ao bando dos durões lá da escola, ainda que isso lhe traga muitas dúvidas e alguns conflitos interiores. Mais uma vez a história é um complexo puzzle. Um puzzle onde as peças do passado e do presente, com um lapso temporal de 25 anos, se vão encaixando, vamos descobrindo personagens e os seus segredos mais obscuros, as meias verdades, o que parecia ser e nunca foi, até chegarmos ao fim e podermos olhar para um todo e, então, perceber tudo, ou quase tudo. 

Confesso: não gostei tanto como do primeiro livro da autora. 

Há neste livro um elemento que não sou particularmente fã e acho que estraga um bocado o thriller: o tema do sobrenatural. Ou então foi mal explorado no enredo e daí ter deixado algumas pontas soltas que, a mim pelo menos, me deixaram meia sem perceber que raio se passou com Annie Thorne, que raio de segredos sombrios esconde toda uma vila e as suas misteriosas minas.

Ainda assim, o balanço é positivo. A autora tem uma capacidade muito interessante de jogar com os enredos, misturando peças, confundindo o leitor, guiando-o por caminhos sinuosos, onde a qualquer momento há um desvio qualquer inesperado e que faz o leitor voltar à estaca zero, quando estava convencido que tinha achado o fio à meada. 

 

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