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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

04
Out19

Coisas que me fazem cócegas ao cérebro (durante uns segundos) quando já devia estar a dormir e estou a vegetar no Instagram

Durante anos usei agenda de papel. Se um dia me dissessem que ia abdicar dela e passar a usar a do smartphone ia rir-me e dizer "jamé".

Pois que pela boca morre o peixe. Tinha uma caixa cheia de agendas de anos anteriores e percebi que só a abria uma vez por ano,  para guardar a do ano que terminava. Num daqueles acessos de desapego e limpeza, foi tudo para a reciclagem. 

Aos poucos comecei a experimentar a agenda do Google. Ia mantendo a de papel. 

Lá dizia Pessoa, primeiro estranha-se depois entranha-se. Rendi-me à agenda do Google, abandonei as de papel.

Agora vejo que anda tudo na cena do bullet journal. Pelo que percebi é pegar num simples caderno e fazer a sua própria agenda,  com calendário, listas, notas e o que quer que cada um considere importante para a sua organização e gestão de tempo. 

Tenho visto verdadeiras obras de arte: desenhos, colagens, coisas que me fazem lembrar quando era uma "aborrescente" tonta e escrevia em cadernos e fazia colagens (nunca tive jeito para desenho). 

Acredito que tenha o seu quê de terapêutico,  estar ali horas a desenhar, colar,  preparar quadros, tabelas, calendários,  campos vários com ilustrações dignas de exposição de belas artes. Mas... e eis o busílis: tanto tempo a desenhar,  colar,  recortar,  criar uma "agenda " à medida e ultra personalizada para gerir tempo, tarefas e projetos? 

Cada um sabe de si, mas eu mal tenho tempo para me coçar quanto mais para estar horas a desenhar, pintar, colar cenas num caderno. 

Ah já sei? Falta-me um bullet journal para ter melhor gestão de tempo e de tarefas. 

Hã hã... vou continuar no Google Calendar (em inglês soa sempre a uma merda bué importante e chique). Oh, dá pra ter notificações, selecionar diferentes tipos de notificações e sua antecedência,  colocar a localização dos eventos agendados,  atribuir cores, partilhar o calendário com quem quisermos. E na era das Apps pra tudo e mais um par de botas, a sério que anda tudo a desenhar cadernos para gerir tempo?! 

 

 

 

01
Out19

Ah o outono...

Acordo. Lá fora chove. Céu cinza escuro, carregado de nuvens.  Abro a janela. Não está frio frio. Está fresco. E chove. Aquela chuvinha miudinha, chata, filha da mãe, que só dá vontade de dar meia volta e voltar a enfiar-me debaixo do edredão.

Hora de escolher o que vestir. 

mafalda.JPG

Já não apetece (nem é confortável) sair de vestidos de verão, manga curta, sem collants. Para usar collants, não, são quentes e ainda não está frio. As calças mais finas de verão. Nim. Frescas. Está de chuva. São claras. Está de chuva. Foda-se.

Jeans. Salvam sempre o dia. Só que não. Custam a entrar, depois de meses com as carnes à solta em vestidos leves e calças finas e largas. Enfia uma perna... que pariu, eu não engordei... enfia a outra perna... ai foda-se... entras ou não entras?! Entrou. Agora a parte difícil: passar a anca. Malabarismos dignos de uma contorcionista chinesa. Agora que passou não respira... aguenta... mais um bocadinho... botão apertado. Continua sem respirar.

Ok, e o que calçar? Botas????? MEDOOOOOOO. As all star que têm sido a transição suave (eufemisticamente falando) entre o pé ao léu, em sandálias coloridas, e o pé enclausurado, não são propriamente uma boa ideia para dias de chuva. Ok, escolhe outras sapatilhas. E umas meias mais "robustas".

Saio de casa. Corta-vento com capuz. Era o que me faltava pegar no guarda-chuva... o caracinhas! Estou em protesto.

Manhã de trabalho e coiso. Hora de almoço. Um sol do caralho. Céu azul, limpo de nuvens. Calorzinho agradável. E eu, apesar de já respirar dentro dos jeans, estou a sentir-me claustrofóbica, com os pés a gritar por socorro dentro das sapatilhas mais quentes...

Ah o outono! E se fosses dar uma volta ao bilhar grande?! É que adoro, assim de coração, esta estação em que nem é carne nem é peixe, tanto chove como faz sol, saio de casa no inverno e vou almoçar no verão. SÓ QUE NÃO!!!!!!

 

01
Out19

Ora, comecei a 24 de setembro, acabei a 30, e pelo meio não lhe peguei durante dois dias!

Portanto foram 5 dias para ler o sexto volume da saga Sebastian Bergman. 528 páginas devoradas em 5 dias 

Acho que vou criar uma tag só para Sebastian Bergman, porque eu estou viciada nesta série. E agora tenho de aguardar pelo próximo (vai haver um próximo volume, TEM de HAVER) numa espera que aumenta as expetativas sobre o que está para vir.

O sexto volume foi muito ansiado e aguardado, dada a forma como termina o volume anterior. E este é uma das características, entre outras, destes autores: conseguem prender-nos até à última página, sendo que essa última página deixa uma espécie de "to be continued" que nos deixa em ânsias. 

Este volume pode, e percebo que assim o seja, desiludir um pouco os fãs, como demonstra esta opinião, que está muito bem fundamentada e portanto não vou acrescentar muito mais. Ainda assim, eu estou crente que este volume é uma espécie de transição para o grande drama que se aproxima e que vai pôr à prova toda a equipa de Torkel. 

Neste volume temos um violador em série, cuja personalidade demonstra ser bastante organizada e perseverante na missão que, na sua própria voz que vai surgindo ao longo da trama, percebemos que há uma vingança que está a levar a cabo, ligando assim as vítimas num mistério pararelo, que vai pôr a equipa da Riskmord, liderada por Torkel, em cheque e às voltas cegas, sem pistas, sem suspeitos, sem apanhar um fio à meada para começar a destrinçar a trama.

Neste livro vemos a atenção mais focada na vida e desenvolvimento pessoal dos nossos protagonistas, as mudanças que a vida operou em cada um, a evolução de uns, a mudança de outros, e vemos um Sebastian que anda mais desconcentrado, distraído, meio perdido no seu drama de querer conquistar a filha que descobriu ter e consertar todos os erros cometidos por ela, revivendo continuamente o trauma da perda da mulher e da filha Sabine no tsunami. Talvez por isso foi ludibriado pelo criminoso (que mais uma vez, ainda que não seja uma mente brilhante do crime, como vilões em casos anteriores, não deixou de ser uma grande surpresa).

Tenho em mim, mera opinião, vale o que vale, que este volume é uma transição, uma preparação para o que aí vem. As expetativas para o sétimo volume estão muito elevadas. A equipa da Riskmord está em vias de sofrer o seu maior desafio, que trará consequências a todos, a nível profissional e pessoal. Resta saber (e esperar) como vão os autores trabalhar este enredo, do qual têm vindo a deixar pistas cada vez mais claras, desde o primeiro volume até ao atual. Sebastian já percebeu que há algo de errado, de muito errado e preocupante. Perceberão os outros? Até onde vão aguentar o golpe que se adivinha?

Expetativas altas. Oh se estão. Enquanto isso, sofre leitora viciada na saga, porque o sexto volume acabou de sair, portanto o sétimo só lá para 2020 ou 2021. 

 

27
Set19

Hoje estou de luto... Amanhã luto!

chegou_a_hora_do_ultimo_adeus_da_despedida_sem_voz

O meu avô paterno faleceu. Aquele avô que um dia me disse que eu não devia ter nascido, porque estraguei a vida ao meu pai, o mesmo avô que em pleno dia de natal me proibiu de entrar em casa dele, e eu fiquei na rua, à chuva, sem entender o porquê de tantas coisas que me disse e fez e magoaram, e eu continuava a ir lá até esse dia, o dia que me senti um cão de rua, que toda a gente enxota com nojo.

O meu avô faleceu e eu lamento não ter tido oportunidade de esclarecer umas quantas coisas. De, quiçá,  recuperar um pouco daquele avô da minha infância,  que foi colo e porto de abrigo, que foi mão que ampara e sabedoria que ensina,  que me levou a tantos sítios, que me mostrou tantas coisas. Aquele avô que partilhou comigo brincadeiras e gargalhadas, muitas histórias de vida e ensinamentos. 

Os últimos anos foram agrestes. Ele tinha o seu mau feitio. Tinha as suas manias. E não estando a isentá-lo da sua responsabilidade quanto aos seus atos, acredito que uma boa cota parte das confusões e desentendimentos que houveram tiveram o dedo maquiavélico e manipulador da mulher que me pariu...

Não posso recuperar o tempo. Posso, agora, escolher se guardo mágoa e rancor, ou se guardo o amor incondicional que, durante a minha infância e adolescência, existiu entre nós. Eu escolhi guardar o amor.  No seu derradeiro destino perdoei-lhe as mágoas. Na minha memória quero que prevaleça o avô extraordinário que tive a sorte de um dia ter tido. O avô que tanto me deu, tanto me ensinou,  tanto me mostrou. 

Até sempre avô.  Gosto muito de ti. Sempre gostei. ❤ 

 

24
Set19

A Primeira Mestiça

Quem por aqui me vai acompanhando sabe que sou daquelas leitoras com algumas manias, a saber:

  • só leio um livro de cada vez (já bastou os anos de faculdade em que tinha de ler vários em simultâneo);
  • não desisto da leitura, por mais desinteressante que esteja a ser, por mais sono que dê, por mais vontade de espetar com um prego ferrugento nos olhos, não desisto. Comprei o livro é para ler até ao fim. Esta teimosia já me valeu uns quantos desgostos literários, tempos infindos a protelar, a ruminar a leitura e a deixar de lado outras, promissoramente mais interessantes. Confesso que só desisti de um livro. Por duas vezes. O mesmo. Não consigo. E nem vale a pena vir insistir que não vou tentar uma terceira. Memorial do Convento de Saramago... 

Vi a sinopse deste livro de Álvaro Vargas Llosa e fiquei com saudades da fase em que devorava romances históricos. Ainda por cima este focava uma época que também foi explorada num romance de Isabel Allende. E eis o problema: as expetativas. Sabia que ia ler um romance histórico, com forte cariz biográfico: a história da primeira mestiça, filha de uma princesa inca com um dos primeiros conquistadores e governadores espanhóis aquando da conquista do Perú. 

Mas... a escrita é aborrecida. A dita personagem principal afinal aparece de quando em onde, muitas das vezes como uma referência quase poética a uma menina com uma enorme herança e um futuro de grandes feitos. Só que não. A história desenvolve-se muito em torno da conquista do Perú, das guerras, entre espanhóis e índios, depois entre os próprios espanhóis, fruto da ganância de riqueza e poder. Só quase no final é que a protagonista da história aparece com alguma relevância, mas foi assim um relato relâmpago. Imaginem aquelas novelas que andam 237 episódios a engonhar e nos três últimos é que tudo acontece e se sabe? Pronto, é mais ou menos o que achei deste livro.

Assim, e dada a desilusão, vou voltar ao meu adorado Sebastian Bergman e o mais recente volume, na esperança que não seja o último e, na pior das hipóteses, vou ter de esperar um ano pelo próximo. 

 

23
Set19

Um minuto de silêncio, por favor!

Pela minha paciência falecida a cada post, foto, referência à chegada do outono.

Sou do mesmo team que a Maria. Nada a acrescentar.

Aliás, há sim. Ainda nem o filho da mãe chegava oficialmente, já que na semana passada se fez sentir com toda a sua plenitude, e começaram as minhas maleitas e queixas no corpo. É que não bastava a cervical, o braço, a perna, a bacia, na sexta à noite ainda foi mais um entorse no pé do costume. 

Duas horas na marquesa da osteopata e estou dorida, melhor, mas dorida e com a certeza que amanhã, na reavaliação, vou levar com o veredito de repetir o tratamento de choque (literalmente, levei choques elétricos, fora todas as outras manobras em que só ouvia os ossos a estalar). 

Ai o outono e o caralho. Podemos ir para o verão outra vez? Mas verão a sério, não esta merdinha que mal chegou aos 30º durante duas ou três semanas. 

 

19
Set19

Dai-me paciência, daaaaaaassssssss!!!!

E começar o dia a passar-me da cabeça?!

Lembro-vos este episódio

Agora que o recordaram, imaginam o que aí vem?

Ora bem, há duas semanas estava um vento desgraçado e eu pela manhã fui fechar o guarda-sol "bigalhão" que tenho no terraço. Quando estava mesmo a acabar de o fechar, chapum, sacudidela de tapete mesmo em cima de mim. Só ouço um desculpe e a pessoa eclipsou-se. Respirei fundo 347 vezes para não voltar a ir tocar à campainha e desancar a mesma idiota.

Eis que hoje, estava eu a tirar os cocós da areia dos gatos no meu terraço (onde tenho um balde do lixo, devidamente fechado para não haver cheiros, para o efeito) quando ouço o filho da puta do tapete por cima de mim. Desta vez passei-me. Levantei-me e gritei lá para cima se por acaso a senhora achava razoável sacudir tapetes para o terraço dos outros. Ficou a olhar para mim com cara de parva. E eu insisti: diga-me, acha razoável, acha que é de bom senso ou respeitoso estar a sacudir o lixo para o espaço dos outros? Sussurrou um desculpe e voltou para dentro.

Ora, logo vou chamar a atenção da sua patroa, que diga-se, não é exemplo, já que antes de ter empregada fazia exatamente a mesma merda, até ao dia que a apanhei em flagrante a sacudir as coisas da praia da filha, toalha, mochila e até o baldinho da areia. E eu tinha andado a lavar o terraço no dia anterior. Passei-me da marmita e ela ainda me perguntou qual era o mal? Ao que retorqui: ah nenhum, olhe vou já juntar a areia e levá-la aí acima, ponho-a à sua porta, pode ser?! Remédio santo, acabaram-se os tapetes a sacudir na janela.

Foda-se! Há um conjunto de regras que existem apenas, creio eu, por incapacidade das pessoas pensarem com bom senso e racionalidade. Quem é que, com dois dedos de inteligência, liga aspiradores às 7h15 da manhã num prédio, ou vem às janelas sacudir tapetes para cima do terraço dos vizinhos de baixo?
Pois. Há um regulamento geral dos condomínios que estabelece algumas regras, como definir um horário dentro do qual é permitido fazer barulho, a saber a partir das 8h até às 21h. E há também uma regra que proíbe sacudirem tapetes à janela, seja para a via pública, seja, como é óbvio, para o espaço privado dos vizinhos.
Lamento se os meus vizinhos não alertaram a empregada de limpeza para estas regras BÁSICAS. Ainda assim, não seriam necessárias estas regras se as pessoas tivessem bom senso e respeito, no mínimo. Características elementares que faltam a muita gente, está visto.
Para a próxima vou depositar-lhes à porta os 💩💩 dos meus gatos. Já que andamos numa de partilhar lixo. 

Venha a próxima reunião de condomínio a ver se não ponho o assunto em cima da mesa. E se for preciso afixar uma lista de REGRAS BÁSICAS na entrada do prédio, que seja. Se bem que para quem não tem o mínimo de bom senso, também não deve ter capacidade para ler uma lista de regras e cumpri-las. 

Nestas alturas lembro-me daquele enigma: qual é a diferença entre a inteligência e a estupidez? A inteligência tem limites, a estupidez não. 

 

 

18
Set19

Era um pau nas costas, não era?

Ando com uma dor "estranha" no braço direito. Na verdade começou no pulso, uma semana depois de regressar ao trabalho, e claro que associei à tendinite que já tenho (a "doença" de quem passa o dia de rato na mão, mesmo com tapete ergonómico com almofadinha e coiso). Depois umas fisgadas pelo braço que me deixavam a ver estrelas. Alguns movimentos era para esquecer. Entretanto noto que em cima, no pescoço, tenho uma inflamação qualquer, havia um ponto em que me doía imenso quando carregava e sentia que estava ali um "alto". Andei a pôr gelo, a evitar esforços no braço, ah e tal, mau jeito, isto passa. Só que não.

Há quatro dias começou a doer-me a perna esquerda, um ponto ali atrás do joelho. 

Comento com o Gandhe que já não bastava doer-me o braço, agora também era a perna. Resposta iluminada da criatura: é a PDI*...

Ontem retomei as aulas de dance fitness e a minha professora é fisioterapeuta e osteopata. Marquei consulta com ela logo no início da aula, mas como me viu com dificuldades nos exercícios foi ver o que se passava. Para já aliviou ali o tal ponto no pescoço. Até uivei com os ossos a estalar. E já me foi adiantando que estou com um problema numa vértebra, provável deslocação, e isso afeta a cervical do lado direito, daí a dor e falta de força no braço. Quanto à dor da perna que entretanto surgiu, sendo a perna contrária é provável que já esteja com uma deslocação da bacia para compensar a da cervical do lado direito. 

Resumindo: estou fodida! E toda torta.

Sábado vou para uma sessão de tortura, vou sentir que me estão a partir os ossinhos todos, vai doer de cara...go. O que dói, cura: não é o que dizem? 

Já o PDI a que o homem se referiu, bem, tem valido ser ele a fazer uma boa parte das tarefas em casa porque eu estou lesionada. E antes isso que um pau nas costas, hã. 

Tou belhaaaaaaaaaaaaaaa 

 

*Puta Da Idade

 

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