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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

08
Abr21

Cenas que me encanitam o cérebro durante uns nano segundos

Nos últimos tempos as páginas de Instagram/Facebook de venda de roupa multiplicaram-se. E tudo bem. Eu já era mesmo fã de compras online, portanto poder ter acesso àquelas lojas de rua, com coleções menos massificadas, próprias de fast fashion, é uma mais valia e tem sido uma das minhas tendências pessoais para seguir com alguma atenção.

Agora se há as que nas publicações descrevem a peça, até filmam, e colocam o preço, outras há em que se eu quiser saber o preço tenho de perguntar. E isto, minha gente, é um bocadinho estranho e corta interesse. Se eu andar num site como a Zara, Mango, ou qualquer que seja do género, eu tenho acesso aos preços das peças. Nestas páginas, ter de andar sempre a perguntar é só uma grande seca, corta logo parte do interesse e, quando até me dou ao trabalho de perguntar por mensagem privada, não só não tenho resposta imediata (e quando ela vem, até já me esqueci que tinha perguntado por aquilo), como, quando a resposta é 99€ a um singelo vestido de verão, eu fico a sentir-me a pipoca mais pobre do pedaço e nem sei se responda com um modesto (e pobretanas) obrigada, ou se faço de conta que não vi

Ponham logo a merda dos preços nas publicações e evitam cenas tristes e constrangedoras. É que nem percebo qual é o interesse em não divulgar os preços. Não é para vender? O preço não é o mesmo para toda a gente? Ou depende do perfil de Instagram de quem pergunta? Se tem pinta de influencer leva desconto de amigo para #pub?

 

 

06
Abr21

É aplicar a regra de 3 simples

Se partir um espelho dá sete anos de azar, não ter ido ontem a uma esplanada dá quanto tempo?

A julgar pela corrida sôfrega às esplanadas, ou iam levar a vacina anticovid ou estavam a  evitar estar x anos em modo azar.

Depois digam que é azar daqui a 15 dias haver conselhos que afinal permanecerão em confinamento, negócios que continuarão por abrir e famílias cuja vida  sem rendimentos se estenderá por tempo indeterminado, porque em loja fechada não entra dinheiro.

Então boa esplanada para todos, sim? Eu cá continuo em modo trabalho - casa - deslocações estritamente necessárias. Alguma coisa devo estar a fazer bem, porque em mais de um ano de pandemia ainda não levei com uma zaragatoa pelo nariz, e que assim se mantenha.

E sim, custa para caraças esta vidinha limitada e sem a liberdade de outrora. Custa não ver os amigos, não ir jantar fora, beber um copo ou ir a uma noite de danças latinas (saudades). Custa não ter as aulas de grupo que quebravam a loucura dos dias sempre cheios de tudo e nada. Custa a falta de abraços, as conversas em convívio animado. Tanta coisa que custa em prol de um bem maior: a saúde pública.

E portanto sim, revolta-me um bocadinho o umbiguismo egocêntrico de muitos, que tanto põem em risco em prol de quê? Deles próprios.

mundo.jpg

É só isto.

 

29
Mar21

...

E de repente passou outro mês, daqui a nada é abril e não sei para onde o tempo se esvai.

Contraditória esta sensação, já que se vive um novo confinamento e a vida (alegadamente) abranda.

Sabem aquela palavrinha que está muito na moda, burnout? Pois... foi o que tive há algumas semanas atrás. Bati no fundo e a vida tirou-me o chão debaixo dos pés. Aquilo que eu tinha como seguro, os meus alicerces e fundações inabaláveis, abalaram e tremeram, quase ruíram. Quase. 

Aprendi tanta coisa em pouco dias. Aprendi com dor e angústia. Dores de crescimento, chamam-lhe. Crise. A crise é o motor da mudança. Da evolução. Da transformação. Aprendi que eu tenho de ser a primeira a mudar. Se eu mudo, o outro muda. A vida muda. Passei demasiado tempo a querer que o outro mudasse. A exigir aquilo que eu própria não dava nem fazia. Que rica moral?! Conseguir olhar-me com clareza e perceber o quão tóxica tenho sido. Qual a opção? Vitimizar-me no papel da coitadinha ou fazer melhor, ser melhor? Procurar dentro de mim o meu melhor? Descobri que viver em amor é o caminho para ser feliz, e esse amor começa pelo amor próprio. Que não tinha. Não sentia. Não alimentava. Como esperar ser amada por outras pessoas se eu, eu própria, não me amo? 

Esta coisa da terapia, do autoconhecimento, do amor próprio tem sido uma jornada do caraças! Tem mexido com muita coisa. Demasiadas coisas que atirei para debaixo do tapete e esperei que o tempo as levasse, a vida as esquecesse. Ingenuidade. Tenho tomado uma consciência (que não tinha) do que sou, do que faço, por quê. Descobri que sou forte, muito forte. Que houve os momentos em que a vida não me deu outra alternativa que não fosse o ser forte. E caramba, é bom! Eu sou capaz! Eu consigo! E o mais poderoso que pude sentir nos últimos tempos foi este grito do EU POSSO E MEREÇO!! Porque nunca acreditei que eu merecia. Permiti que me fizessem acreditar nisso. Eu não merecia.  

Dói mexer nestas mágoas que guardo como se fossem o meu ADN. Tenho de as enfrentar. E libertar. Porque não me servem mais. São estas emoções negativas que preciso descartar, largar, soltar, deixar ir. E encontrar forma de perdoar quem me fez sofrer tanto. Porque é esse o passaporte para a libertação: o perdão.

Não sei ainda como o conseguirei. Há mágoas muito profundas. E que tenho andado a protelar enfrentar, mexer, dissecar. Olho pelo canto do olho para os exercícios de psicoterapia que tenho para fazer. Fecho os olhos e respiro fundo. Não quero. Não agora. Não hoje. E os dias passam. E nunca é o dia. Agora mesmo escrevo no blog em vez de estar sentada com o caderno à frente. Sou só eu e um caderno, que tem isso de assustador? Sou eu a ir dentro de mim, ao mais fundo de mim resgatar as histórias do passado, soltar as emoções, chorar o que tiver de chorar, e, por fim, soltar e deixar ir. E, foda-se, que dói. 

03
Mar21

Bochechas de porco no forno

Ingredientes:

  • Bochechas de porco
  • 1 cebola picada
  • 4 dentes de alho picados
  • 2 folhas de louro
  • um fio de azeite
  • sal
  • 1 colher de chá de pimentão doce
  • 1 colher de chá de tomilho
  • 1 cerveja

Preparação:

Num pirex cobrir o fundo com a cebola e os alhos picados. Dispor as bochechas de porco e temperar com sal, o pimentão doce, o tomilho, um fio de azeite e as folhas de louro partidas em pedacinhos. Regar com a verveja e deixar marinar algumas horas, de preferência de um dia para o outro.

Levar ao forno, coberto com folha de alumínio, a 180º entre 40 a 45 minutos. Terminado o tempo, retirar a folha de alumínio e levar novamente ao forno para dourar um pouco mais uns 10 a 15 minutos. 

Servir com arroz branco e uma salada ou legumes cozidos.

 

Eu adoro bochechas de porco. Normalmente, quando compro, costumo seguir a receita da minha amiga alentejana. Desta vez quis experimentar algo diferente e correu muito bem. 

Fica a sugestão 

01
Mar21

Chegámos a março... ou será que ainda estamos em março?

Está quase quase a fazer um ano que entrámos, oficialmente, em confinamento e estado de emergência, e o Covid passou a dominar a vida de todos nós.

Nunca, em momento algum acreditei que um ano depois estaríamos na mesma, ou pior, convenhamos. Há um cansaço enorme e geral. Estamos neste momento a recuperar daquilo que há um ano atrás víamos nos outros. Aqueles números alarmantes e assustadores que nos eram dados de Itália e Espanha. Aquela realidade que víamos aproximar-se de nós a passos largos e iniciou o pânico que nos fez fechar tudo e ficarmos em casa com promessas e arco-íris que nos diziam que "vai ficar tudo bem".

Um ano depois os arco-íris esbateram a cor. O "vai ficar tudo bem" silenciou-se. 

Um ano depois, cá estamos. E assim continuaremos. Desengane-se quem acha que 2021 será muito diferente de 2020. Que possamos recuperar desta onda avassaladora de janeiro, e da qual estamos a pagar um preço alto, e que possamos fazer o que estiver ao nosso alcance para não voltar a cenário semelhante. 

 

17
Fev21

Será só impressão minha?

Recentemente ouvi, repetidamente, a mesma piada relativa à SIC. Vários programas usam o mesmo cenário, o da Casa Feliz, antiga casa da Cristina Ferreira, essa persona non grata em Carnaxide. 

Não posso atestar a piada porque não sou espetadora desse tipo de programas, apanho algumas partilhas nas redes sociais e pouco mais.

No entanto a piada fez-me lembrar outra dimensão onde acontece um fenómeno muito semelhante: o Instagram. Será só impressão minha ou as fotos das casas das influencers são extremamente parecidas, quase tiradas num mesmo cenário, com ligeiras nuances decorativas? Das três uma (ou todas): ou é mesmo um cenário, onde vai tudo fazer trabalho fotográfico, ou recebem todas apoios das mesmas marcas para decoração e #pub, ou os serviços de decoração são exatamente os mesmos e, ao jeito do Querido Mudei a Casa, não interessa o que a pessoa que mora naquele espaço precisa ou gosta, interessa que fique bonito para as câmaras. Ou em última hipótese, vai tudo buscar as fotos de inspiração ao Pinterest e publica nos seus respetivos feeds. Rebuscado? Se calhar não  

 

 

15
Fev21

Perna de peru no forno

 

Ingredientes:

  • 1 perna de peru desossada;
  • 1 limão;
  • alho em pó a gosto;
  • 1 colher de sopa de ervas secas (uso uma do Lidl com salsa, cebolinho, alho, etc); 
  • sal q.b.;
  • pimenta a gosto;
  • 2 colheres de sopa de massa de pimentão;
  • 1 folha de louro;
  • 200 ml de vinho branco;
  • um fio de azeite.

Preparação:

Numa tigela misturar os temperos: alho em pó, ervas secas, sal, pimenta, massa de pimentão e folha de louro partida em bocadinhos. Regar com um fio de azeite e envolver tudo até formar uma pasta.

Barrar a perna de peru com o preparado anterior. Colocar numa assadeira, cortar o limão às rodelas e espalhar por cima da perna. Regar com o vinho branco. Tapar com folha de alumínio e reservar no frigorífico de um dia para o outro.

Aquecer o forno a 180º e levar a perna de peru ao forno, coberta com a folha de alumínio, cerca de 2 horas. Terminado o tempo, retirar a folha de alumínio e, caso queiram, levar novamente ao forno mais 10 ou 15 minutos para dourar. Eu não o fiz. A carne estava tão tenra, que retirei do forno terminadas as 2 horas. 

Uma boa opção para o almoço de domingo. Tempera-se de véspera, depois é só colocar no forno e, enquanto a carne repousa um pouco antes de servir, trata-se dos acompanhamentos (fiz arroz e salada). 

08
Fev21

Uma espécie de salada de massa

20210114_125950.jpg

Há umas semanas atrás iniciei um plano alimentar sugerido pela nutricionista. E nos dois primeiros dias do plano o almoço era hidratos (arroz, massa, quinoa, bulgur, couscous...) com legumes.

Ora, saiu esta maravilha que me seoube pela vida e foi super fácil e simples preparar. Partilho e deixo a sugestão para uma daquelas refeições que precisamos que sejam rápidas e descomplicadas.

Ingredientes (quantidades a olho):

  • Massa a gosto (usei fusilli tricolor);
  • Tomate cereja;
  • Azeitonas sem caroço;
  • Folhas de espinafre;
  • Sal;
  • Alho em pó;
  • Azeite.

Preparação: 

Cozer a massa segundo as instruções (ferver água, temperar de sal, cozer durante 8 minutos, escorrer, passar água fria e temperar com um fio de azeite).

Colocar a massa num prato, dispor por cima tomates cereja cortados ao meio, azeitonas cortadas ao meio (ou às rodelas), folhas de espinafre. Temperar com alho em pó e um fio de azeite. 

Sim, é só isto. Estava delicioso.

Isto pode ser uma base e podem adicionar outros ingredientes. Querem proteína? Juntem ovo cozido, ou atum. Ou ambos. Miolo de camarão salteado. Ou salmão fumado. Querem acrescentar mais legumes? Cogumelos salteados ou milho cozido são boas opções. 

 

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