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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

07
Mar14

Finalmente!

Sol.

Também, mas não é por isso o meu grito do Ipiranga.

É mais: finalmente respiro bem, não ando fanhosa, não tenho ataques de tosse em que o pulmão vem fazer cócegas às amígdalas. Finalmente, e ao fim de dois meses, zero de sintomas de constipação e gripe.

 

E só por isto e por estar sol vou esquecer que hoje saio do trabalho, corro para explicações até às 21h e amanhã de manhã vou dar explicação a um menino que vai ter teste e está todo nervosinho, mas faltar a um treino de futebol durante a semana, ui, nem pensar. E eu que tinha dito que amanhã não podia mesmo ir, afinal vou. Sou parva, mas pronto.

À tarde espera-me um workshop intensivo de salsa. Se sobreviver a 5 horas de salsa, acho que nem uma grua me arranca do sofá no domingo.

 

É, eu meto-me em cada uma que mais parecem duas.

 

 

 

 

07
Mar14

Não entendo esta gente*

Pessoas que vivem rodeadas de bolachas, biscoitos, rebuçados, gomas, chocolates e bombons, snacks vários (enfim, a panóplia é tal que quando passo pela secretária tenho a impressão que estou a passar em frente a uma montra de pastelaria), e depois vão ao bar tomar café... com ADOÇANTE!!

 

 

 

*Isto até parece nome de rubrica (quem sabe).

 

04
Mar14

Há dias assim

Há dias em que algo desperta em mim. Uma angústia. Uma melancolia. Uma tristeza. 

Esses são os dias em que me sinto o prisioneiro libertado da caverna, aquele que consegue vir à superfície e ver a realidade tal como ela é. E dói.

Tenho a amarga sensação que o corre corre do dia a dia me deixa numa dormência torpe. Enfio a cabeça na areia, vislumbro as sombras à minha volta, mas a cabeça anda a mil, o contra relógio é constante, as mil e uma coisas que me deixam entontecida, sem tempo ou disponibilidade para pensamentos e reflexões de xaxa. E há aquele dia em que tudo pára. O tempo fica como que suspenso numa linha acima da minha cabeça, qual lâmina de gume afiado. Olho à minha volta e as sombras dissipam-se. A rotina repetida em correria desenfreada estilhaça-se. Fico eu e o eco da minha solidão imposta.

Há dias em que me sinto por demais cansada desta vida de mulher a dias e guarda noturno. Eu trabalho de dia, acumulo explicações, tarefas domésticas. Ele trabalha de noite. Dorme de dia. Vai ajudando. Tem dias que podia fazer mais. Tem dias que faz mais do que lhe pedi.  Mas viver com alguém não devia ser cruzarmo-nos ao pequeno-almoço ou ao jantar. Não devia ser eu dormir sozinha, não ter com quem conversar, com quem enroscar no sofá e disputar o comando da tv. Viver com alguém não devia ser só correr para ter o jantar pronto a horas, tratar-lhe da roupa, esperar que o fim de semana traga o tempo que a semana não tem, e que normalmente é ocupado com outras coisas, outras pessoas. Viver com alguém não deveria ser passar em casa depois de sair do trabalho e antes de ir para explicações e os minutos que lhe ponho a vista em cima está o telefone com a mãe. 

Falo com os gatos, vejo tv com os gatos, durmo com os gatos. E não fosse ter o jantar para fazer ou tratar-lhe da roupa, diria que moro sozinha com os gatos. 

Tem dias que isto dói. Muito.

 

03
Mar14

Dramas de uma dona de casa em tempo de chuva

Fim-de-semana de chuva, roupa estendida na garagem. 

Segunda feira de sol... e a put@ da roupa ainda na garagem. Sabia lá eu que ia fazer sol para a mudar para o terraço?!

Logo hoje que não fui almoçar a casa. Cheira-me que logo mudo a roupa ou ponho a que falta a lavar e guess what?! Lei de Murphy a funcionar: chove. 

 

A sério, S. Pedro, o que não faltam por aí dão psicólogos e psiquiatras para te tratarem da saúdinha mental, dessa bipolaridade, ou do raio que ta parta! Se o teu problema é incontinência, pá, tens bom remédio: Lindor!! Ou Dodot. Ou uma rolha no dito cujo, desde que pare com a fuga incontrolada de água. 

 

E comecei a escrever este post com sol e agora chove. 

 

 

03
Mar14

Inédito! Ou como há uma primeira vez para tudo

Hoje, já se sabe, as redes sociais fervilham com as opinões e comentários sobre os vestidos da noite dos Óscares. A Red Carpet em análise minuciosa por quem entende (ou não) da coisa.

Ora eu não sou menina de comentar. Passo os olhos, gosto, não gosto, mas não comento, até porque não me sinto com knowhow para mandar postas de pescada armada em entendida. São vestidos. Numa noite de cerimónia e glamour. Ponto.

Entre os cortes princesa, sereia, coluna, assimétricos, brilhosos ou coloridos, nunca me imagino naqueles vestidos porque são muito além da minha realidade.

Mas eis que há uma primeira vez para tudo. Surge-me um vestido de inspiração deusa grega e toda eu rejubilo, babo e sonho com a oportunidade de poder vestir um vestido assim (seria no casamento, se eu me casasse). E falo de que vestido???? Deste.

 

Não sei quem é a moçoila, nem de quem é o vestido. Mas adoro. Tudo. O vestido, o cabelo, todo o conjunto a lembrar as divindades gregas. 
Suspiro (muito) profundo!!

 

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