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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

20
Fev15

Efeito secundário do Aerius

Na bula há a referência a um dos efeitos, ainda que raro, secundários do anti-histamínico: alucinações.

Não sei se foi alucinações, mas ontem à noite, remetida para a cama muito cedo, com uma chávena de chá e a caixinha do Brufen a acompanhar, qual biscoito, pus-me no facebook em modo sarcástico: ora deixa cá gozar comigo própria, para não variar. Saíram-me pérolas como:

  • Se o meu nariz fosse Camões e os lenços de papel papiros, hoje ter-se-ia escrito o segundo volume de Os Lusíadas.
  • Um colega comenta que se for preciso, ele conhece muitos Velhos do Restelo, ao que eu respondo: eu precisava era que D. Sebastião aparecesse e levasse esta rinite alérgica para Marrocos, ou para o raio que o parta, também serve.
  • Na saga dos comentários ainda me saiu esta pérola: A esta altura os lenços de papel suaves ou extra suaves são como arame farpado a passar no nariz. Como a necessidade faz o engenho, estou seriamente tentada a experimentar novas técnicas: enfiar um OB na narina parece-me tentador.

E provavelmente teria havido mais não fosse ter bebido o chá, tomar o comprimido e aterrar a dormir o sono dos justos doentes.

Acordo com a sensação que fui atropelada por uma manada de rinocerontes. Ou elefantes. Não lhes vi as patas. E estou em modo zombie a tentar trabalhar. 

 

19
Fev15

Coisas que me assolam o espírito por nano segundos

Tudo bem haver bloggers que são PAGOS para escrever publicidade. Agora o serviço deles deveria ser ESCREVER, não fazer um copy paste. Além de tirar toda a (já pouca) seriedade e credebilidade à sua review, para nós leitores é como andar a fazer zapping e encontrar em vários canais a mesma publicidade, ipsis verbis, em simultâneo. É enfadonho. 

Se vos pagam, em dinheiro ou géneros, ao menos esforcem-se um bocadinho, sei lá, digo eu, calhau, que estou a trabalhar doente para não perder um dia de trabalho... isto a uma semana do contrato acabar. 

 

17
Fev15

Uhhhh carnaval

Que pariu o carnaval.

Uns gozam um feriado que afinal não é, até porque há bestas que têm de ir trabalhar (me). Quem não quer trabalhar, mete férias. Espertos. Há bestas que não metem férias (me). Falta meia equipa e sobra para as bestas (me). Mal parei para comer, para ir à casa de banho (também não podia porque boa parte do dia não houve água nas instalações), passei o dia com uma enxaqueca daquelas (raiospartaaputadatpm), com trabalho por cima dos olhos, saí mais tarde, para garantir boa parte do trabalho prioritário, urgente, que amanhã tem de ser despachado dê lá por onde der. Alguns colegas ajudaram. Era prioritário, ordens do chefe. Colega querida chega tarde, baza cedo e nos entre tantos, quando não está a lanchar, a teclar no telemóvel, faz trabalhinhos da treta só para brincar ao "que chatice, estou a trabalhar"!

Uhhhh, é carnaval e eu hoje mascarei-me de enxaqueca gigante. Mais um par de horas e virava cereal (killer). 

 

16
Fev15

Às vezes o amor... com Rita Guerra

IMG_20150215_001645.jpg

Dia dos Namorados. Não ligo. Já liguei. Já houve o tempo das pendas e dos jantares (supostamente) a dois. Foi preciso experimentar para perceber que não condiz connosco. Não aprecio cenários cheios de corações e balões e rosas, cupidos e ursinhos, tudo fofinho e excessivo. Os jantares sempre demasiado caros porque são pseudo especiais e o jantar romântico vira pesadelo com os restaurantes apinhados de casais apaixonados. Não sei, soa-me a algo tão artificial que lá se vai o romantismo e o significado especial do dia. 

Adiante. Quando o homem teve a ideia de começar por sugerir "jantar" eu cortei logo e disse: podemos jantar pizza em casa e ir ao concerto da Rita Guerra (somos fãs). Ele nem sabia do concerto, mas a sugestão quase imposta foi logo aceite.

Adoro ouvir a Rita Guerra. A voz poderosa, a sua presença em palco, a sua empatia e simpatia, a envolvência que cria com o público, as músicas que canta, a sua performance ao piano... é tudo tão envolvente, tão mágico, tão cativante, tão magnânimo. 

E assim se celebrou o dia dos namorados por estes lados. Memorável, sem dúvida!

 

13
Fev15

As coisas fantásticas que recebo no mail :)

O relato (ficcional, creio, mas já não digo nada) de quem se inspirou na obra literária do momento e tentou reproduzir os cenários. 

De chorar a rir. 

Atenção: linguagem pode ferir susceptibilidades, mas para quem quer ver sexo à bruta no cinema, não se vai ofender com um foda-se, pois não?!

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 50 SOMBRAS DE BAI-ME À LOJA - Publicações Porto Massarelos

... apesar de ele dizer que era uma chachada para gajas mal fodidas, eu li o livro à mesma.

Nos intervalos do trabalho, na casa de banho, na cama, quando ele já estava a dormir. E, pronto, depois deu-me para isto!

 

Fomos passear ao shopping, como costumamos fazer aos sábados. Vesti os meus leggings giros, as botas de salto alto, aquele top da Zara que ele diz que me faz as mamas boas. E andávamos por lá, a ver se encontrávamos umas calças para ele levar para o trabalho.

Quando fomos comer à Pizza Hut, comecei a enfiar a palhinha na boca devagar, a metê-la e a tirá-la, enquanto olhava para ele.

- tá tudo bem? Assim vais engasgar-te!, perguntou, com a boca ainda meia cheia de uma côdea de pizza.

Respirei fundo e fui passando o dedo nas mamas. Nada. Empernei com ele, tentei esfregar-lhe o salto entre as pernas mas acabei por lhe dar, sem querer, um chuto nos tomates.

- foda-se, tu não estás boa hoje! Põe-te quieta!

No cinema, ele meteu o braço por cima do meu ombro. Peguei-lhe na mão e enfiei o indicador dele na boca. Ia começar a sugar devagarinho quando ele deu um salto na cadeira, tirou o braço de rompante e sussurrou:

- que nojo pá! Tás a chupar-me a mão para quê? Ainda há bocado fui cagar!

Não desisti. Durante o filme meti-lhe a mão na pila, por cima das calças, e comecei a esfregar. Ele até começou meio a querer inchar mas, depois, quando os gajos começaram a disparar no filme, tirou-me a mão e agarrou-se ao balde das pipocas.

- não estou a usar roupa interior..., sussurrei- lhe de forma sensual.

- quê?! Não percebi nada do que disseste.

- esquece.

Não era ali que a coisa ia rolar. Fomos para casa e, no carro, comecei a afagar-lhe a nuca e a morder-lhe o pescoço.

- tu hoje queres festa! Estás que não te aguentas!, disse ele, metendo- me a mão entre as pernas - tem calma que a gente já trata disso!, acrescentou.

Quando chegámos a casa, ainda me rocei na parede, de costas, rabo empinado, mas ele foi-se logo enfiar na casa de banho.

- desculpa lá, tenho de ir cagar outra vez. Deve ter sido da chanfana que comi ao almoço.

Aproveitei a espera para sacar do kit completo. Lingerie preta, as ligas, tudo! Acendi umas velas no quarto, pus a máscara veneziana que encomendei na internet e deixei o chicotezinho de tiras de couro na mesinha de cabeceira.

- o que caralho é isto?!

- pensei que hoje podíamos experimentar qualquer coisa diferente...

- mas isto é uma casa de putas ou quê?! Onde é que foste buscar estas merdas? Andas a comer algum filho da puta que gosta de levar chibatadas, é? Olha, eu vou mas é dormir à da minha mãe. Amanhã a gente conversa.

 

Já estou arrependida de ter lido o raio do livro.

13
Fev15

Humor inglês sobre Latim

Sou da área das clássicas, latim foi língua que estudei anos a fio. Se gosto? Muito. É mais que uma língua: é cultura, é história, é linguística, é gramática, é etimologia, é todo um exercício de raciocínio mental, que em nada fica atrás do raciocínio matemático. Latim é conhecido por ser a matemática das letras, e é bem verdade.

Ainda assim, este humorista faz uma brilhante paródia ao latim e longe de me sentir "ofendida", vi a mestria do humor inteligente. Que grande paródia! 

 

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