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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

24
Mai15

Fotos de um sábado diferente

Este sábado reunimos 8 amigos e rumámos a Aigra Nova, uma aldeia de xisto na Serra da Lousã. Participámos numa caminhada pela serra. Foi uma experiência única. Aprendemos muito, divertimo-nos imenso, fomos muito bem acompanhados, a organização está de parabéns pelo fantástico trabalho que tem desenvolvido na proteção da fauna e flora da Serra da Lousã. Ficámos todos rendidos e com vontade de voltar, quem sabe no Outono, para repetir a proeza de percorrer o trilho. Subimos, descemos, passámos a ribeira por pontes dignas de um Indiana Jones, houve quedas sem gravidade, eu fui duas vezes ao chão, em jeito de escorrega. Houve almoço sentados no chão, em pedras, em troncos de árvore, junto à ribeira, tivémos a excelente companhia de dois cães da aldeia, cãopanheiros incansáveis e muito amigos. Deixo uma amostra das 240 fotografias que fui tirando ao longo do percurso. De tirar o fôlego.

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No início da caminhada, lá seguem os nossos fiéis cãopanheiros. 

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 Vista do ponto de partida. Descemos às profundezas do vale, na natureza no seu estado puro, e subimos a serra novamente. E descemos, e subimos. E foi tão bom!

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Castanheiro com cerca de 400 anos.

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Os cãopanheiros: Camões e Bonita. 

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Vista panorâmica da serra, ao fundo, na linha do horizonte, o Caramulinho.

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A segurar-me numa rocha para ajudar a descer a encosta escarpada.

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Perspetiva do trilho que íamos descer até ao vale.

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Vista abaixo do meu pé. Ai se eu escorrego... 

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 Aí vamos nós, descida até ao vale.

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Cãopanheira 

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Um vale "encantado"

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Cãopanheiros no leito de uma ribeira, normalmente enche no inverno.

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No vale, nas profundezas da serra. Mágico.

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A primeira das três pontes que atravessámos.

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Uma das 460 espécies de borboletas existentes na serra. 

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Uma árvore que mais parecia saída de um conto de fadas.

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Um pedacinho de paraíso.

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 À entrada da aldeia Aigra Nova

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 A derradeira escalada de regresso à aldeia

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 Casas de xisto de Aigra Nova.

 

Gosto destes passeios, à descoberta dos locais "esquecidos" do nosso Portugal profundo. Bem haja às associações e juventude que vai zelando pela proteção das tradições, do ambiente, da fauna e flora autóctone. Que proporciona estas experiências e nos ensina tanto. 

Ficámos mesmo apaixonados por este pedaço de serra. Queremos voltar. Mas também queremos conhecer outros. Caminhadas, aí vamos nós!!

 

20
Mai15

PDI ou mosca tsé-tsé?

No último sábado lá estive eu no Dança Aveiro, edição 2015. Workshops o dia todo, festa noite dentro, deitei-me passava das 5h da manhã.

O que restou do domingo foi ronha, descanso aos pés de Fiona, e modo zombie.

Pensava que tinha recarregado baterias, mas a semana está a ser pautada por uma soneira que nem vos digo nem vos conto. Ou esta coisa da idade para fazer noitadas efetivamente não é o que era, e uma noitada significa uma semana a recuperar, ou fui picada pela mosca tsé-tsé. 

 

20
Mai15

Low profile

Nunca fui pessoa de dar nas vistas. Nem o procuro. Sou das que gosta de se sentar nos cantos, lá atrás, a que passa quase silenciosa, a que se cruza com as pessoas diz um bom dia ou boa tarde, mas não fica ali em conversas da treta, cusquices e fofocas com quem mal conhece. Não sou de me pavonear, de dares ares que sou expert ou de andar de nariz no ar como se fosse dona do mundo, tão pouco de dar graxa a professores (quando estudava) ou a chefias.

Esta minha postura é transversal às várias áreas da minha vida. Sempre fui de poucos, mas bons, amigos, e ainda assim tive a minha quota de desilusões com pessoas que considerei amigas e em quem confiei e dei tanto de mim.

Parece que me descrevi como antissocial, mas acreditem que, ainda que às vezes pense nisso, não o sou. Com as minhas pessoas, as que conheço, com quem tenho confiança, sou a animadora de serviço, sempre com brincadeiras, opiniões e comentários. As conversas com amigos duram horas e o tempo passa a voar. 

No trabalho dou-me bem, no sentido de ter mais confiança, com as colegas mais próximas, as que trabalham diretamente comigo. Mas a postura é na minha secretária, a fazer o meu trabalho, a ajudar quando pedem, a trabalhar em equipa quando assim tem de ser, mas não me vêem pelos corredores em conversas, nem no bar ou na cantina em fofocas. E fico com verdadeiro ar de ET, como aconteceu ontem, quando apanho conversas onde comentam fuxicos, normalmente este metido com aquela, aquela enrolada com aqueles, mas shiu, não digas nadas, e eu completamente alheada deste planeta, sem saber do que falam, por vezes de quem falam até. E é nestes momentos que dou graças por ser esta espécie de antissocial. 

 

18
Mai15

Coisas que me assolam o espírito e me fazem revirar os olhos

Bloggers que querem ser tão féxion que imitam, mal e porcamente (como diria a minha avó) as vips da blogosfera. Já não basta uma chamar os leitores de póneis, outra de póletes, outra de xuxus, há as que chama de tudo e mais alguma coisa: é sapinhos, é patinhos, é fofinhos, é bebés, é queridinhos, é pequeninos (ou pequenitos)... e mais inhos e merdas do género, que me fazem revirar os olhos e pensar que esta gente deve achar que está a escrever para uma cambada de atrasados mentais. 

E sim, tudo isto num só blog. A moça ainda deve andar à descoberta da sua identidade(zinha).

 

18
Mai15

É inacreditável. E estupidamente absurdo!

Vejo um pai a dar água ao filho pequeno. Vejo uma família a sair de um jogo de futebol. Três gerações: avô, pai e filhos menores. Não estavam no meio da confusão, não estavam a fazer nada de mais que não fosse estarem junto a um muro e um pai a tratar do filho de 9 anos. Não vejo cuspidela, não vejo agressão, quando muito imagina-se um pai cansado de todo o ambiente confuso, preocupado com a segurança dos seus, e farto de ouvir o polícia a implicar e acabou a responder-lhe torto. Se disse um "vai pra puta que te pariu" ou mandou o agente "para o caralho", sim é possível, não é exemplo que se dê aos filhos, mas estas palavras naquele contexto apenas refletem o cansaço de um chefe de família que quer levar os seus para a segurança do lar. Nada, absolutamente nada nas imagens justifica a descarga violenta daquele agente da PSP, que derruba a criança, que bate no pai e ainda dá dois murros a um idoso. É aflitivo ver o vídeo e ver o desespero daquela criança, desespero bem perceptível no seu choro, nos seus gritos, nos calções que ficam molhados, tal foi o pânico que aquela criança viveu. 

O futebol não tem de ser isto. Não deve. E quando se quer erradicar os comportamentos violentos dos estádios, apelando a que as famílias vão aplaudir a sua equipa, não é isto que se espera ver: violência por parte daqueles que, supostamente, estão ali para proteger precisamente as famílias que foram ver um jogo da sua equipa. 

Não aceito os comentários cínicos que se ouvem, como se aquela família estivesse a pedi-las porque levaram as crianças ao estádio. A sério? Faz lembrar os que argumentam que as mulheres por usarem uma mini-saia estão a pedir para serem violadas. É a estupidez em cima da estupidez. Ver um jogo de futebol, seja de que equipa for, é uma festa de família. É um momento de partilha e diversão entre pais e filhos, porque não avós também. 

Critica-se tanto a violência despoletada pelas claques e depois vemos esta violência, vergonhosa, gratuita, sem qualquer justificação, vinda da própria polícia. Quem são afinal os "hooligans"?!

 

14
Mai15

Semana atípica

Enquanto as redes sociais fervilham com o tema do bullying, a propósito do escabroso vídeo do grupo de adolescentes da Figueira da Foz - confesso que vi os dois primeiros minutos do vídeo e não aguentei mais quando se ouve uma jovem dizer algo como "agora vou descansar a mão" -, eu vou lendo alguns comentários ferverosos. Não quero opinar. Obviamente não gostei do que vi, não fecho os olhos, mas é tão mau o que aconteceu como as manifestações de ódio que agora os protagonistas de tal vídeo são sujeitos. "Quem anda à chuva, molha-se" e aqueles adolescentes sentem agora na pele o ódio que eles próprios mostraram com as suas atitudes de violência gratuita. Mas, dizer que a culpa é da educação dos pais, da escola, da sociedade, é demasiado simplista para um fenómeno tão complexo como este. Que sirva para mostrar que, apesar de menores, a violência demonstrada deve ser julgada e punida independentemente das suas idades. Afinal, são jovens em plena formação e desenvolvimento de caráter, e se não forem responsabilizados pelas suas ações, que adultos serão daqui a meia dúzia de anos? Ainda assim, não nos compete a nós, sociedade, vomitar nas redes sociais barbaridades como as que tenho lido: deviam ser violadas?! Não se está a perpetuar o ciclo de violência? É essa a noção de justiça que querem passar? 

Mas dizia eu que enquanto as redes sociais fervilham com este assunto, que sim, deve ser discutido mas em debate de ideias e busca de soluções, eu ando um pouco a leste. Os dias de muito trabalho deram agora lugar a formação pela empresa, mas fora do local de trabalho. Estou ausente daqui, estes dias, porque assim tem de ser. 

Hoje lá regressei ao exercício físico. Há uma semana que não tinha a minha aula de ginástica e hoje fui, com receio de vir de lá com os ossos num saco. Mas não. Ou a aula nem foi muito puxada, ou começo a ver, ao fim de um mês, a minha resistência e força a aumentar. Bom sinal, estou a atingir os objetivos, que isto não é só operação biquini, é procurar qualidade de vida a médio e longo prazo. Já sabemos que a idade não perdoa, a gravidade também não, e ou mexemos a musculatura e as articulações, ou é certo que dentro de poucos anos eu andaria aqui a levantar um braço com a ajuda do outro para poder pentear o cabelo ou lavar as costas. Sem falar noutras coisas. Subir um lanço de escadas e ficar de língua de fora como se os pulmões me fossem saltar pela boca não é bom sinal. Então é esta perspectiva que me faz automotivar e ir às aulinhas. Há dias que os agachamentos custam o diabo, os abdominais continuam a ser o meu calcanhar de Aquiles, mas em compensação, vou evoluindo nos alongamentos, vou sentindo maior resistência física, e claro, as calças de ganga voltaram a servir, coisa que há algumas semanas atrás me deixou de nervos em franja só de pensar nas calças novas que, de repente, não serviam mais. 

Não vou negar que tudo isto faz bem ao ego. Sinto-me melhor e isso sabe mesmo bem. Ainda me falta muito para ter as pernas da Ivete, como se algum dia as fosse ter, ou para olhar para o rabo e não ver buracos de celulite - maldita retenção de líquidos, um dos meus maiores problemas, beba eu a água que beber, faça eu a alimentação mais saudável que consiga, faça as drenagens linfáticas com regularidade, o meu organismo é assim e tenho de aprender a trabalhar para o ir contrariando. 

Amanhã é sexta, último dia de formação. Sábado espera-me um dia inteiro dedicado a workshops de dança, evento organizado pela escola onde ando. Vou experimentar tango!! Yeahhhh!!! 

Ando ausente e um pouco a leste das redes sociais, do blog, mas guess what? De vida preenchida.

Bom fim de semana a todos os que por aqui passam. Vou ali descansar o esqueleto e cumprimentar o sofá!

 

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