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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

15
Jun15

Do fim de semana

Hibernei.

Vou fazer o quê? O tempo ajudou a que montasse acampamento no sofá e num estado de letargia. Cozinhei receitas novas, li, vi episódios da segunda temporada de uma série, na qual vidrei, dormi, brinquei com a gataria do burgo.

Sábado à noite fomos ao cinema. Foi a única saída e interrupção da minha hibernação voluntária. O filme escolhido: Spy. Hilariante, foi uma boa escolha para descontrair e rir muito. Elenco 5 estrelas e argumento ótimo. O que me ri com o Jason Statham num papel cómico, totalmente inesperado para quem conhece os filmes que ele já fez. 

Ando assim, em modo isolamento. Sem paciência para convívios sociais, conversas de xaxa, cafézinhos da treta. 

Devo estar a passar por alguma crise de mau feitio. 

 

11
Jun15

Da mania de comentarem o que não sabem

Tenho 34 anos, uma relação prestes a fazer 11 anos, e não tenho filhos. 

Se penso nisso? Sim. Se tenho vontade? Sim, mas nada que diga é agora, é para breve, tem de ser. Eu própria vou adiando essencialmente pela forte instabilidade profissional, por sentir que ainda não houve um click qualquer que despertasse esta coisa da maternidade mais a sério, e também porque do outro lado, do suposto pai, não há vontade. As poucas vezes que falámos do assunto obtenho um "para já não, para agora não" e fico por ali, até porque eu própria sinto esse "agora não", "ainda não".

Mas, já ouvi a minha sogra mais querida (vá pro raio que a parta) comentar com a cunhada que não temos filhos porque eu não quero engordar (cabra nojenta). E mal sonha ela que é o filho que não quer, que eu até já abordei o assunto e se houvesse feedback positivo do outro lado, até arriscaria e avançaria. 

Depois são os colegas de trabalho que ultimamente vão fazendo esses comentários. Para eu me deixar de gatos e ter bebés, porque vou para velha, porque não há nada melhor que os filhos.

Oh foda-se. Até pode ser verdade mas, era preciso que eu estivesse nessa onda de abraçar a maternidade e a minha outra metade também, o que não acontece, e ele com menos vontade do que eu.

Mas os comentários custam a ouvir. E faz-se um sorriso amarelo, dá-se aquela resposta da instabilidade e tal, ou ainda tenho tempo... e parece que tenho de justificar uma decisão que ainda não tomei só porque, socialmente, eu já devia ter dois filhos, no mínimo. 

Posso decidir ser mãe mais tarde, como tantas mulheres nos tempos de hoje, posso até decidir nem ter filhos, posso decidir ter e descobrir que não posso. E? Pensei que isso fosse uma decisão minha (nossa). Ou será que tanta gente interessada na minha maternidade está disposta a contribuir para os gastos do rebento????

Há dias em que dá vontade de dizer: metam-se na vossa vida e deixem a dos outros. 

 

11
Jun15

Uma gargalhada para sobremesa

Preparava-me para sair de casa e retornar ao trabalho quando ouço a campainha. Imaginei que fosse a carteira e aí vou eu. Um envelope grande, assina, e vejo o nome da minha menina-princesa. Apesar de estar em cima da hora, não resisti. Sem mais demoras, abri o envelope, abri os embrulhos que lá vinham e soltei uma gargalhada. Adorei! Isto é que é motivar-me na minha demanda de tentar mexer o corpinho e bora lá exercitar. 

Obrigada, meu doce. Obrigada pelos mimos e pela capacidade de me fazeres sorrir, ou rir, e sentir o coração "quentinho" com o teu carinho.

Logo vou para a aula bem mais animada, bem disposta e cheia de energia... ainda com dores na lombar, mas faz parte do desafio de melhorar a minha condição física.

11
Jun15

Perdoai-me a ausência

Ter um blog por mero deleite, prazer e hobbie, não devia implicar obrigação de escrever. E para mim não implica, como se pode notar pela minha quase nula atividade por aqui. Mas fica aquela sensação de estar em falta para com algumas pessoas que aqui passam, comentam, deixam uma palavra, deram força e apoio em dias menos bons, e riram com as minhas piadas e alegrias.

Não se passa nada de especial. Os dias de trabalho têm sido muito preenchidos e absorventes e pouco tempo ou disposição para escritas permitem. Os meus dias são banais, sem nada que me pareça relevante ou me apeteça partilhar.

Ainda não fui à praia e confesso que este ano sinto-me renitente em vestir o biquíni. Entretanto a onda de calor serenou e veio um tempo mais fresquinho, com ares de chuva. O feriado foi passado no sofá com os gatos, a dormitar e a ler um livro precisamente sobre gatos e sobre o dom que eles têm sobre nós e do poder do seu amor. Ando a precisar de pintar o cabelo, mas o cansaço e preguiça têm vencido. Andei com dores lombares, o que me me trouxe dificuldades nas aulas de dança e ginástica, e tive de parar uma semanita para repouso. Esta terça feira saí com o pessoal das danças e fiquei com aquela sensação do "mais valia ter ficado em casa", não pela companhia, mas por tudo o que podia ter corrido mal e correu: tempos infindos para arranjar estacionamento, chegar atrasada à esplanada do ponto de encontro e levar com a porta na cara quando ía fazer o meu pedido de gelado. Se já estava com um humor de gaja com TPM, fiquei com humor de cão raivoso. Acabámos a rir da minha sorte, ou falta dela, mas pronto, não foi o suficiente para que o meu estado de espírito animasse.

De certa forma estes últimos dias/semanas resumem-se a demasiado absorvida pelo trabalho e pelo seu crescente volume, e depois uma necessidade enorme de me abstrair e esvaziar.

Como não sou blogger de escrever sem vontade de o fazer, nem de agendar post's para um mês, ando assim, desaparecida daqui da minha Caixa de Estórias. 

São fases. Há-de passar. 

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