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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

28
Dez15

A escrava de marfim

a_escrava_de_marfim

Sou uma leitora ávida de romances históricos. Adoro. Já li inúmeros. Não resisto a uma boa sinopse de um romance histórico. 

Talvez seja leitora exigente no que a romances históricos diz respeito, talvez já tenha lido muitos de qualidade, que me apuraram o gosto, ou simplesmente há boas sinopses que se revelam uma desilusão. E foi o que aqui aconteceu.

Há uns meses andava eu pelo site da WOOK e deparei-me com este livro: A escrava de marfim. Li a sinopse, interessou-me, o preço também, mandei vir. Foi a minha última leitura e ficou aquém das minhas expectativas.

A narrativa divide-se em dois tempos distintos: Séc. XVII e Séc. XXI. Em capítulos intercalados vamos conhecendo a história de Carmén, uma professora e investigadora dos tempos atuais, que vive uma crise pessoal após um divórcio. Sem saber o que fazer à vida, bate-lhe à porta a oportunidade de encetar uma investigação que ia ao encontro do tema de uma tese que ela tinha em stand by. Por outro lado, e à medida que Carmen avança na viagem e nas investigações, temos a história de Isabel de Varela, uma jovem que aos 16 anos se viu "vendida" pelo pai viúvo, falido e bêbado, para ir casar com um rei negro convertido ao cristianismo.

Até aqui temos ótimos ingredientes para uma história cativante, com muito contexto histórico a explorar. Mas acabei por encontrar um romance de cordel, digno da coleção Arlequim. Probreza no argumento, muita pobreza no contexto histórico, na parte narrativa sobre Isabel de Varela há demasiadas lacunas e vazios históricos que são preenchidos com uma visão romanceada dos acontecimentos narrados. 

Em vez de um romance histórico, deparei-me com um romance pobrezinho, que fica bem aquém do anunciado romance repleto de amor, aventura e erotismo. 

 

28
Dez15

Conto de natal: ironia natalícia!

Há um ano atrás escrevi este post. Longe de imaginar que um ano depois teria um natal assim.

Ora bem, na semana antes do natal eis que senhora sogra diz ao filho que este ano não está para se chatear no natal, até porque a mãe vai para casa do outro filho (irmão com quem não se dá), o namorado vai para casa da filha mais velha, e ela não está para se chatear e não quer fazer nada.

Eis que rejubilei com a perspectiva de um natal a dois, com quatro gatos, um natal sem fretes, sem hipocrisias, sem merdas (pardon my french), mas, ao mesmo tempo, fiquei com aquela recusa dela, em estar com o filho na noite de natal, entalada, até porque era só mesmo ele (nós) que tinha, curiosamente a mesma (e única) pessoa que tem ao longo do ano para o que precisa e quer. Mas cá se fazem, cá se pagam, e pode ser que agora o filho comece a perceber a mãe egoísta que tem e deixa de estar sempre disponível para as vontades e desígnios de sua majestade. 

Portanto, eu já há muito sou orfã de família viva, ele, que também não tem propriamente uma família unida já que a senhora mãezinha não se dá com ninguém,  este ano viu a mãe bater-lhe com a porta na cara, ficámos os dois num adorável pijama christmas. Preparei a nossa ceia, petiscos vários, e assim estivemos no nosso lar doce lar, em paz e sossego (o sossego só se sentiu quando os gatos adormeceram). Vimos séries, filmes, petiscámos, tirámos sestas, trocámos prendas, acabei de ler um livro que andava a engonhar, e lá se foi o natal, para o ano há mais.

No rescaldo tenho é o homem com um principio de infeção urinária, que me fez cancelar um almoço muito especial que estava marcado para ontem; já foi finalmente ao médico, antibiótico durante cinco dias, uma passagem de ano que se prevê regada a água (deve ser, deve), e assim se volta à vida rotineira depois da pausa natalícia, ainda que a meio balanço para a festa de passagem de ano, e nós, já que tivémos um natal calminho, na passagem de ano vamos em grande grupo de amigos fazer a festa. 

 

23
Dez15

Um doce e feliz Natal!

natal_especial.jpg

Aos amigos, aos leitores, aos que comentam, aos que lêem, aos que aqui gostam de vir, aos que vêm de passagem, aos curiosos, a quem ler isto, desejo-vos um feliz e doce Natal! 

Que o vivam em harmonia, que façam da sua magia a luz que ilumina sonhos e esperanças, que renovem a confiança de que tudo é possível, basta querer muito. Que a vida vos sorria, no Natal e nos restantes dias!

Agora ide lá atacar a mesa dos doces, maldizer as calorias, renovar promessas de regresso ao ginásio e à dieta em janeiro, enquanto lambem os dedos das rabanadas, e ficai felizes com as prendas. 

HO HO HO FELIZ NATAL!!! 

22
Dez15

Comer sono

Já ouviram a expressão? Não? Mas devem saber o que é.

Deve ser ave rara aquela que nunca teve uma tarde no trabalho, daquelas em que os olhos teimam em fechar, a concentração está a níveis abaixo de zero, a falta de cafeína provoca sérias consequências nas funções cerebrais, já que o Tico e o  Teco deixaram-se dormir e deixaram-me ali, numa situação complicada, a fazer um esforço titânico para não deixar escorrer baba para cima do teclado, nem bater lá com os dentes.

eu-no-trabalho.jpg

 

De maneira que agora, os filhos da mãe dos neurónios despertaram e estou aqui a pensar que amanhã a primeira coisa a fazer é rever o pouco que fiz durante a tarde, só para me certificar que não saiu merda.

Agora com a vossa licença, vou ali tomar banho, vestir o pijama e entregar-me nos braços do Pestana a ver se uma boa noite de sono me faz recuperar alguma atividade cerebral em horário laboral. Dava jeito. 

 

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