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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

11
Jan16

Desafio da poupança

O desafio das 52 semanas é interessante quando se vê o saldo final que se pode conseguir com a poupança, mas creio ser irrealista para uma boa parte das pessoas. E começa a sê-lo a partir de maio/junho. Sim, falo por mim. Poupar numa semana aquilo que tenho como orçamento semanal para ir aos frescos (fruta, legumes, iogurtes, pão, e outros bens essenciais que estejam a faltar nessa semana) é simplesmente deixar de comer fruta ou legumes para pôr o dinheiro num frasco. E para fazer o quê ao fim do ano mesmo? Meter numa conta poupança? Fazer uma viagem? Comprar as prendas de natal? 

Devemos poupar sim, eu tento sempre ter um pé de meia para um qualquer acaso que venha a ser preciso, já que não gosto de ser apanhada desprevenida na curva. Mas a verdade é que amealhar assim dinheiro só porque sim, pelo prazer de ver o frasco a ficar cheio, tem de ter a sua lógica e sensatez. 

Ora bem, em 2015 eu fiz um mealheiro. Comprei uma daquelas latas que não se podem abrir e ia pondo no final de cada semana as moedas de 1€ e 2€ que tivesse no porta-moedas. Mas onde podia eu poupar as ditas moedas para enfiar na lata? Vou sempre a casa almoçar, uma vez por outra almoço com uma amiga ou assim, mas é acontecimento esporádico. Por norma levo o lanche da manhã e da tarde de casa, não vou todos os dias ao bar da empresa. Lá há o dia em que vou lá, ou porque apetece um docinho, ou porque cheira a bolo caseiro, ou porque até preciso mesmo reforçar a dose de café. Portanto era pôr de lado aquele dinheiro que não gastei a ir ao bar, porque levei lanche de casa. Deduzi que não ia chegar ao fim do ano com nenhuma fortuna e pensei para que ia amealhar: para uma prenda de natal especial? Para ir aos saldos? Para uma coisa para mim, daquelas assim mais caras, tipo um anel da Pandora, que tem anéis lindos e eu babo-me por eles?

Sem ter o objetivo definido, lá fui pondo as moedas, quando as havia e eu decidia canalizar para a lata da poupança. Em setembro lembro-me que parei com este alimentar da lata, e já em Agosto não devo lá ter posto muitas moedas. 

Portanto, sem grande expetativa, no final de dezembro abri a lata. Contei as moedas e juntei nada mais nada menos que 60€. Nenhuma fortuna, como eu deduzi logo, mas ainda assim, considerando que não cumpri o plano o ano todo, obtive uma quantia simpática. Pensei para comigo o que ia fazer ao dinheiro. Ora, as prendas de natal estavam compradas, os anéis da Pandora (da outra Pandora, fosse eu, fosse) são lindos, mas aqui entre nós, tanto dinheiro por um anel de prata? Tenho anéis de prata bem bonitos por menos dinheiro. Pus a hipótese de ir aos saldos, mas sem estar a precisar de nada, para quê ir gastar dinheiro só porque sim?

Que fiz eu, então, com os 60€ amealhados? Nada mais nada menos do que iniciar nova lata, já com esse valor em saldo. A ideia continua a ser no final de cada semana colocar na lata as moedas de 1€ e 2€. No entretanto, defini uma nova estratégia que tenho posto em prática desde setembro: no início do mês levanto um valor que fixei para pagamentos em numerário ao longo desse mesmo mês. Nesses pagamentos está contemplada a mensalidade da escola de dança, a mensalidade das aulas de ginástica, e a minha manicure mensal das unhas de gel. O que resta é para aqueles pequenos pagamentos: um lanche, um café, qualquer coisa que precisei ir ao supermercado e o valor é pequeno, uma saída para um copo com amigos, um par de brincos que vi e gostei, etc. Portanto, são nestes (não) gastos que vou poupar para a minha latinha. De cada vez que vir uns brincos na Parfois e NÃO os comprar, moedas para a lata, de cada vez que resistir às fatias dos bolos caseiros que a menina do bar faz, moedas para a lata. A primeira semana de Janeiro rendeu 3€ na lata. 

Estarei longe dos 1300€ que o desafio das 52 semanas anuncia. Mas sei que estarei de pés assentes na terra, a poupar umas moedas de cada vez que não comprar/gastar em coisas que não preciso. No fundo é ir mudando os hábitos de consumo aliados aos hábitos da poupança. Se daqui a um ano tiver 150€ na lata, ficarei muito feliz porque continuo no bom caminho.

O que farei ao dinheiro que tiver? Não sei. Na altura penso nisso. Quem sabe não me acontece o mesmo que aconteceu agora, e transita o saldo para o ano seguinte. 

 

11
Jan16

Então, Pandora, que tal o fim de semana?

Demanda do forno está resolvida. Comércio tradicional, where's else?! Sexta lá fui eu, atendimento de primeira, em menos de meia hora tinha o forno e a placa que queria, dentro dos valores que procurava, ainda fez uma atençãozinha. Hoje já deve ir instalar tudo. 

Sábado foi dia de festa popular com amigos. Jantar um caldo verde e umas bifanas no conhecido Augusto, as melhores bifanas de Aveiro, ir aos fados com Ana Moura, ao vivo, a cores e com uma belíssima voz, nas festas de São Gonçalinho, ir esperar por uns amigos que foram atirar cavacas na capela, e levar com uma em cheio. Valeram-me os meus reflexos rápidos e consegui pôr a mão à frente da testa, senão ainda andava aqui com um galo de São Gonçalinho. E eu nem aprecio cavacas, não estava lá para as apanhar. Estava afastada da capela, longe da confusão de gente com os guarda-chuvas virados para as apanhar. Pumba, em cheio. 

Domingo foi dia de temporal, logo foi dia de estar em casa, aninhada debaixo da manta no sofá, com os gatos em cima. Avancei na leitura, depois Gandhe pôs o último filme de Missão Impossível: Nação Secreta, e interrompi a leitura. O filme deve ser mesmo bom, já que vi o início e o fim. Pelo meio tirei uma sesta. Ao lanche aqueci a alma com um leite com chocolate bem quente e pão quente com manteiga. Sim, sou moça de gostos simples. 

Agora começa uma nova semana, pelo menos o sol voltou para me alegrar um pouco, que isto de chuva, vento, dias a fio, é coisa para me deixar à beira de um ataque de nervos. E para aproveitar o sol, ficou roupa a lavar, quando for almoçar a casa já a estendo. Pois, preocupações de uma dona de casa também fazem parte dos meus dias. 

Espero que o sol fique por uns dias, porque, com tanta chuva, quase que se afundava o meu espírito anímico, enquanto o cesto da roupa para lavar transbordava. 

 

 

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