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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

15
Jan16

O poder da (verdadeira) amizade!

Corria o ano de 1999. Terminava o 12º, concorria à universidade, confiante que entrava na primeira opção. Concorri ao mesmo curso a quatro universidades diferentes. Acreditava que entrava na primeira opção. Não entrei. E se foi um momento de verdadeiro pânico toda a mudança que se avistava de um momento para o outro, sem sequer ter sido prevista ou equacionada, ter de deixar para trás a zona de conforto, as supostas amizades eternas do liceu, a verdade é que foi O ponto de viragem da minha vida, de redescoberta de mim, de muita aprendizagem, de ser e me tornar mais eu.

Nesse ano que estive em Lisboa, na Faculdade de Letras, conheci várias pessoas, mas amigas, fiz três: a S., a T. e a H. Duas alentejanas, de zonas diferentes, uma açoriana. Passámos belos momentos, partilhámos histórias, experiências, explorávamos a cidade que era nova para todas nós. Uma amizade nasceu. 

Ao fim do primeiro ano pedi transferência para a Universidade de Aveiro. Consegui. E, uma vez mais, triste, deixei as amigas que tinha feito para trás. Mas elas continuaram tão presentes na minha vida, mais do que as amizades de anos do liceu. Escrevíamos frequentemente, sim, escrever, na altura não eram comuns os mails, nem haviam redes sociais, e a internet não era para todos. Fui um dia visitá-las a Lisboa, passei férias com a S. no Alentejo que me deu a conhecer, pelo qual me apaixonei, ela veio a Aveiro passar férias, a H. entretanto tinha o namorado no Porto a estudar, e volta e meia vinha de fim de semana a Aveiro, onde ele também vinha, e íamos assim estando juntas.

Acabámos os cursos, elas regressaram às suas terras, começámos na busca de emprego, primeiros trabalhos, desempregos, situações precárias, dificultava viagens e férias, a T. casou, foi mãe, as carreiras profissionais começaram a encarreirar, a H. casou, foi mãe, ao fim de uns anitos consegui regressar ao Alentejo e rever a S., temos conseguido ver-nos todos os verões, entretanto ela casou, foi mãe... eu continuo não casada e com gatos, mas pronto. O meu contacto tem sido mais intenso e frequente com a S., de tempos a tempos lá vou falando com a H. ou com a T.

Em 2016 andávamos, eu e a S. e os nossos respetivos, a planear uma férias nos Açores, para visitar a H. Mas a S. vendeu casa e comprou outra, obras, mudanças, gastos, viagem aos Açores adiada. Nós também nos metemos na compra do carro, viagem aos Açores adiada sem problema. 

Eis senão quando há dias recebo uma mensagem da S.: a H., o marido e a filha vêm a Lisboa no final do mês passar uns dias. Que tal um reencontro, num almoço de domingo?

Delirei, mas fiquei um pouco a pensar no custo que é ir e vir a Lisboa por um almoço de um par de horas. Falei com o Gandhe que me disse logo: é mais barato ir a Lisboa do que aos Açores. Não vês as tuas amigas há anos, mais de 10(?). É uma oportunidade que tão cedo não se repete. É uma oportunidade de uma vida.

Pulei de alegria. A sério. Não há palavras para descrever como me estou a sentir.

A possibilidade de estarmos, novamente as quatro, juntas, na cidade que nos acolheu e onde quis o destino que as nossas vidas se cruzassem?! Bom demais!!

Portanto, num fim de semana não muito distante, rumarei a Lisboa para uma espécie de reunião do curso de Línguas e Literaturas Clássicas de 1999/2000 da FLUL. É que ando aqui toda cheia de ânsias por aqueles abraços. 

 

 

15
Jan16

Quem tem gatos, entende!

Porquê?

Uma pessoa deita-se no sofá, leva com eles em cima. Têm todo o restante sofá livre. Mas onde se deitam? Em cima de uma pessoa. 

Uma pessoa deita-se na cama e tenciona ler. Onde se deitam os gatos, tendo mais espaço na cama disponível? Pois, em cima de uma pessoa. 

Ontem, a tentar despistá-los, deitei-me de barriga para baixo, livro na almofada, e pensei: vou conseguir ter sossego. Pensei cedo demais. Patinhas em cima do livro, Gordo nas minhas costas enroscado. Depressa fiquei desconfortável e dormente dos braços.

Livro arrumado, posição mudada, luz apagada. E eles? Em cima das pernas. 

 

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