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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

25
Jan16

Alguém empreendedor por aí, a precisar de boas ideias?!

É que eu tenho uma. E é sucesso garantido. 

Oh, atentem: criar um vaivém especial (mas atenção que o sucesso vai ser tanto, que vão ser precisos mais) para viagens, SÓ DE IDA, das sogras deste mundo para um planeta distante, assim como Namek.

Eu podia facilitar a coisa e dizer que o destino de envio era o Pólo Norte, mas atendendo à proteção da fauna local, deixem os ursos em paz.

 

25
Jan16

Votar ou não votar!

Dá-me cá uns suores frios a essa gente fundamentalista, quer os que defendem o voto quer os que defendem a abstenção. O fundamentalismo, seja do que for, dá-me arrepios no fígado, pronto.

Ontem não votei. Queimem-me, qual bruxa da Idade Média, judia da Inquisição. Tronco e chicote, porque a branca não foi votar. 

Não pude. Saí da minha cidade antes das urnas de voto abrirem e cheguei já tinham fechado.

Mas agora levo com os discursos inflamados desses defensores do voto, porque os 53% de abstenção são uma vergonha e mimimimi, ide-vos foder. Tenho dito. Mania de mandar papaias a querer mandar na vida dos outros, na escolha dos outros. Ah isto é democracia e cada um é livre, MAS... 

Para mim a abstenção gritante, a cada eleição, que acontece no nosso país é um sinal evidente do descontentamento generalizado pela classe política, pelos políticos. É um grito mudo de revolta. E tantas vezes o silêncio significa tão mais, e grita tão mais alto que os urros bélicos ou as vozes destes extremistas de meia tigela.

 

25
Jan16

O reencontro

Foi ontem. Que saudades! Tão pouco tempo, e soube pela eternidade. Quero mais. Todas as semanas, meses, anos. Não quero esperar outros 16 anos por um encontro assim.

Há 16 anos que não estávamos as quatro, assim, juntas. Regressámos à cidade que nos acolheu e onde nos cruzámos. Estamos nitidamente mais maduras, velhas, pronto, deixemo-nos de eufemismos, mais cheinhas das peles, com cabelos pintados para esconder brancas, com olheiras pelas rotinas preenchidas. As minhas três amigas com as suas filhotas, a dizerem-me que tenho de também ter uma menina para ficarmos iguais. E eu até penso que era tempo de ter a minha Eva. Mas isso é outra história.

Aquele primeiro abraço, depois de anos, as lágrimas que corriam, de verdadeira emoção. Caramba, foi mágico. 16 anos depois seria de esperar algum constrangimento. Nada. Falamos e rimos como se ainda na semana passada estivéssemos estado todas juntas a conversar e a passear com o Tejo como cenário. Como se ainda vivêssemos na mesma cidade e nos cruzássemos quase todos os dias.

Temos mais 16 anos em cima, histórias que nos preencheram os dias e a vida, as escolhas, as dificuldades, os percalços, os percursos trilhados, os empurrões da vida, as alegrias e conquistas, e ontem estávamos ali, as quatro caloiras quem se conheceram em 1999 na FLUL, com as suas vidas presentes, os maridos e filhas, e a mesma empatia, o mesmo à vontade, a mesma amizade, união e partilha leve de quando éramos aquelas jovens caloiras, numa cidade estranha, que se cruzaram nos corredores da FLUL, numa aula de grego, e ali nasceu esta amizade que sobreviveu ao tempo e à distância. Simplesmente não consigo descrever.

Foi mágico. E as palavras são parcas para ilustrar as horas que partilhámos ontem. E a promessa de não esperarmos outros 16 anos. Não pode. Isto é bom demais para demorarmos tanto tempo a conseguir reunirmo-nos.

Num fim de semana agridoce, numa fase em que estou a repensar a minha vidinha e o meu futuro, o que vale ou não a pena, o que deixar pelo caminho para seguir em frente, este reencontro foi uma brisa fresca no meu rosto, o aconchego no coração, um sinal para me recordar que nos tempos mais adversos, as melhores pessoas que se podiam cruzar comigo, aparecem e despertam o melhor de mim, fazem-me fechar os olhos, respirar fundo e acreditar que vai correr tudo bem.

 

 

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